Um bate-papo direto e reto sobre: Glossolalia fator inclusivo e excludente no universo pentecostal.

Publicado: 23/05/2008 em Pneumatologia, Teologia
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O pentecostalismo é um movimento cristão, iniciado por um pastor de etnia negra, neto de escravos libertos, por nome de William Joseph Seymour nascido em Centerville, Louisiana em 2 de Maio de 1870, e morto a 28 de Setembro de 1922. Como movimento o pentecostalismo possui um grande poder de penetração, e este fator permitiu-lhe, a não restrição as denominações oriundas do mundialmente conhecido avivamento da Rua Azuza, ocorrido entre os negros americanos em Los Angeles nos ano de 1906 a 1909. Graças a este poder de penetração, algumas características do movimento se fazem presentes nas Igrejas Protestantes históricas, e também na Católica Romana, via movimento carismático, que a semelhança do pentecostalismo clássico apregoa uma experiência do cristão com o Espírito Santo, através de um pentecostes pessoal, seguido pela manifestação de dons.

Fica patente no Livro: O Espírito Santo na Herança Wesleyana, no capitulo cinco: O Espírito Santo e a Ênfase Wesleyana na Experiência Cristã, que o Metodismo também, enfatiza uma experiência com o Espírito Santo. Facilmente se pode notar na teologia de Wesley forte acentuação pneumatológica aplicada em sua compreensão dos vários estágios da vida do cristão. Para Wesley, a ação da Terceira Pessoa da Trindade, é fator principal no processo de salvação. É Ela quem atua na vida do individuo, por meio da graça preveniente, operando o novo nascimento, convencendo da justificação e trabalhando na santificação, possibilitando assim a pessoa humana, não só nascer de novo, mas também, o crescer em graça.

Como acima citado, Metodismo e Pentecostalismo, possuem em comum, a crença na necessidade de uma experiência com o Espírito Santo, este fundamento também se faz presente em outras correntes cristãs herdeiras diretas ou indiretas da Reforma Protestante. Porém, desejo aqui tratar tão somente da concepção Metodista sobre qual é a evidencia e resultados desta experiência com o Espírito Santo de Deus, na vida do cristão/ã.

É doutrina principal do Pentecostalismo, o batismo no Espírito Santo, como uma segunda benção evidenciada pela manifestação da glossolalia, fenômeno comumente conhecido como o falar em línguas estranhas. A meu ver este critério de comprovação da recepção do Batismo do Espírito Santo, baseado na glossolalia, tem sido um fator inclusivo e excludente nas comunidades pentecostais e até mesmo nas igrejas avivadas, ou onde se faz presente movimentos carismáticos que dão forte ênfase ao falar em línguas estranhas.

Inclusivo: pois é a partir de tal experiência que o individuo, em muitas comunidades pentecostais ou avivadas passa a ser visto como um cristão completo, podendo assim ter uma atuação maior no seio da comunidade de fé, podendo galgar varias posições até alcançar o ministério pastoral. Excludente: pois o crente que não passou por esta experiência, é julgado não apto a exercer determinados ministérios, devendo antes buscar o batismo com o Espírito Santo, o qual se tornará evidente a partir do momento que este falar em línguas estranhas. Penso que tal doutrina pode produzir dois efeitos na vida dos membros das igrejas que assim ensinam.

Primeiro: em algumas pessoas que de alguma forma receberam a segunda benção e exercem o dom da glossolalia, pode se manifestar um orgulho espiritual, que as levam a tratar os demais crentes como cristãos de segunda categoria, por não terem tido tal experiência. Tais pessoas usariam do dom não como uma ferramenta para edificação própria tendo em vista servir a Deus, mas sim como um meio de alto promover-se, de mostrar que são pessoas renovadas, que estão em um nível de espiritualidade superior as demais. Segundo: Já os indivíduos que não evidenciam o batismo do Espírito, por meio da glossolalia, podem sentir-se também inferiores aos que manifestam. Teorizo que este critério da glossolalia, como fator inconteste do batismo no Espírito Santo, pode levar a situações em que estes indivíduos sob pressão, no afã de serem aceitos pelo grupo, passem a exprimirem sons que nada tem a ver com as línguas estranhas relatadas em Atos dois e nas cartas Paulinas, mais precisamente nos capítulos 12 a 14 de 1 Cor. Defendo ainda a possibilidade de tais pessoas, manifestarem sons inteligíveis, subjetivamente em baixo de uma influencia coletiva.

Em ultima análise, os indivíduos em questão, não tendo coragem, para falsearem o dom que os qualificaria como selados pelo Espírito, ou não tendo o dom manifestado de forma subjetiva em suas vidas, após intermináveis buscas, por meio de vigílias, orações e outras sinceras consagrações, ao não obterem o que pedem, podem a meu ver passar a abrigar interiormente, sentimentos de rejeição em relação à de Deus. Nesta linha de raciocínio passo a relatar uma experiência pastoral por mim vivenciada.

Tenho atualmente na minha comunidade de fé, um paroquiano por nome Daniel. Daniel nascera em uma família pertencente à Assembléia de Deus, cresceu no ambiente daquela que é a maior denominação pentecostal do Brasil. Ele em determinado momento de sua vida migrou para a Igreja do Evangelho Quadrangular, denominação igualmente pentecostal. Há dois anos, Elisandra, uma jovem de minha comunidade, conheceu Daniel e começaram a namorar. Elisandra apresentou-me Daniel, e ele passou a freqüentar minha casa, tornamo-nos amigos, e algumas vezes ele freqüentava a igreja metodista, quando não tinha programação em sua comunidade de fé, pois lá era ministro de louvor.

Certo dia eu estava em meu escritório, quando Daniel chegou. Convidei-o a entrar e sentar-se, notei que ele estava meio abatido, ofereci-lhe um café o qual aceitou prontamente. Após alguns momentos em silencio, com as mãos tremulas colocou a xícara no pires e com olhos emaranhados de lagrimas e voz embargada, olhando para mim disse:

Pastor, eu posso fazer-lhe uma pergunta? – Respondi-lhe: sim claro, do que de se trata? Ele respondeu: – Essa história que só quem fala em línguas é que tem o Espírito santo é verdade? Por que eu nasci na igreja, cresci na igreja, eu toco e canto na minha igreja, mas as pessoas lá dizem que eu devo buscar o batismo com o Espírito Santo, por que não falo nem nunca falei em línguas. Eu já venho há tempos orando, jejuando, mas não recebi o dom. Vejo outras pessoas do ministério falando em línguas, eu já pedi tanto, passei noites em vigílias e nada, eu me sinto rejeitado por Deus, pois só eu no ministério de louvor, que não falo em línguas. Eu só faço parte do ministério pelo fato de não ter outra pessoa para tocar, mas constantemente o pastor e o coordenador dizem que eu tenho que ser batizado com o Espírito Santo. Pastor, eu já não sei mais o que fazer! Se eu não falo em línguas, é por que não tenho o Espírito Santo, e se eu não tenho o Espírito Santo, não sou filho de Deus, logo se não sou filho de Deus não serei salvo. Pois não estou selado para o dia da promessa!

Percebi o quanto Daniel estava angustiado, por não falar em línguas, isso o feria muito, pois apesar de ser um cristão realmente comprometido com sua comunidade, membro ativo no ministério de louvor, cantar e tocar muito bem, era tido como um cristão incompleto. O anseio de manifestar a glossolalia e assim ser aceito sem reservas pelo grupo, mexia tanto no brio de Daniel, que a ausência do dom, o levou ver-se como um rejeitado por Deus. Inicialmente falei-lhe da graça preveniente, e que na concepção metodista o Espírito Santo atua na vida do individuo, mesmo antes dele se tornar cristão. Expliquei-lhe que a luz das Escrituras ninguém pode se tornar e viver verdadeiramente como cristão, sem a atuação e testemunho do Espírito. Iniciamos a partir desse dialogo um estudo bíblico, onde ele entendeu que o falar em línguas não é o único dom do Espírito, e que a evidencia não está na glossolalia, mas sim nos frutos listados por Paulo no capitulo cinco de Gálatas: Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio”. Saber disso trouxe a Daniel interiormente a paz e a certeza de que não só era aceito, mas também habitado por Deus, através Espírito Santo.

Segundo Mack B. Stoks, João Wesley acreditava que: “em algumas circunstancias o Espírito poderia agir levando as pessoas a falar em línguas desconhecidas, curar doenças ou operar milagres, mas nunca enfatizava estes elementos como essenciais a nossa salvação”.[1] Assim sendo compreendo que na pneumatologia de Wesley e conseqüentemente na da Igreja Metodista do Brasil, diferentemente do movimento pentecostal e suas variantes, a ênfase não recai sobre a glossolalia como fator soteriológico, tampouco como evidencia única do habitar e agir do Espírito Santo no individuo. Mack B. Stoks destaca o testemunho do Espírito no interior do crente como critério usado por Wesley.

Wesley ensinou que todo cristão tem o alto privilégio de experimentar aquilo que foi conhecido historicamente como “o testemunho do Espírito”. Paulo disse que o Espírito testemunha ao nosso espírito de que somos filhos de Deus (Romanos 8:15-16; Gálatas 4:6-7). […] Todo cristão tem o direito de passar, de quando em quando, pela experiência de saber, através do testemunho interior do Espírito Santo, que é filho (a) de Deus[2].

Wesley sempre defendeu a experiência com o Espírito, para dinamizar a vida cristã, tirando-a de uma mera religiosidade, contudo ele não reduzia o viver pleno no Espírito Santo a manifestações deste ou daquele dom, ou a experiências particulares. Embora tenha ele mesmo experimentado o coração “estranhamente aquecido”, na memorável noite de 24 de maio de 1738, na Rua Aldersgate, sensação que lhe trouxe certeza do perdão de seus pecados, Wesley não parou na experiência em si, como é comum a muitos místicos pentecostais, antes soube transformá-la em vida com Deus em favor do próximo. Para muitos cristãos pentecostais ou avivados, tal experiência do coração aquecido, seguida pela certeza do perdão dos pecados, foi na vida de Wesley, seu batismo com o Espírito Santo.

Assim como Wesley, creio que o testemunho do Espírito é fundamental, porém, penso que o verdadeiro testemunho interior tem que se manifestar no exterior, trazendo transformações individuais e coletivas. Ou seja, minhas obras realizadas em e por amor demonstram que estou cheio e sou movido pelo Espírito Santo. Compreendo os dons como ferramentas, nos dadas por Deus, a fim de usarmo-las no serviço, na construção de seu Reino. Creio na contemporaneidade dos dons, e não sou contra a busca dos mesmos, mas o que questiono, são as razões pelas quais muitos hodiernamente os buscam. Vejo que aquilo que as Escrituras apontam como ferramentas a serem buscada tendo em vista poder servir, muitos as têm buscado a fim se servirem do poder, a fim de edificar não a comunidade, mas sim seus egos. Em contraste a isso Paulo se referindo aos dons como instrumento de edificação da Igreja ensinou a comunidade de Corinto: “Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja” (1 Coríntios 12:12). Contudo, Paulo entende que a plenitude do Espírito Santo se faz notar por meio da manifestação daquilo que define como “caminho sobre modo excelente”, caminho este que em 1 João 4.8 as Escrituras da a conhecer como sendo a essência de Deus: o amor. Com este atributo, definição ou essência de Deus, a qual o Espírito Santo manifesta de forma inconteste na vida do Cristão, caracterizando-o assim como sua habitação e instrumento, com este dom, Paulo também encabeça a lista dos frutos do Espírito em Gálatas 5.22. Assim sendo é natural que alguém que se diz cheio do Espírito Santo, deva estar cheio de amor. Mas qual a razão de o Espírito Santo encher uma pessoa de amor, a ponto de a manifestação desse sentimento ser o maior indicativo de conhecimento de Deus, e plenitude do Espírito Santo? A isso responde Mack B. Stoks: “Todas as pessoas, portanto, que são cheias do Espírito agem, necessariamente, no sentido de praticar todo o bem possível em favor dos outros” [3].

Firmado no acima exposto, com base em minha experiência e no que tenho observado no exercício do ministério pastoral, concluo dizendo que a prova inconteste de que alguém está cheio do Espírito Santo, não é a glossolalia, mas sim o amor. Porque o amor procede de Deus; e toda pessoa que ama é nascida de Deus e o conhece. Pois, ninguém pode conhecer a Deus, sendo capaz de amá-lo sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, e ainda amar o inimigo, orar pelos que lhe persegue, abençoar os que lhe amaldiçoam se não for por obra e graça do Espírito Santo. Pode se falsificar a glossolalia, mas é impossível se falsificar o amor, pois o amor possui atributos que demonstram na vida do cristão por intermédio do Espírito Santo, características que só se encontra em Deus.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor em contraste com o dom de línguas é eterno, portanto creio que um dom que evidencie a plenitude do Espírito Santo na vida de alguém não poderia jamais ser algo passageiro, antes, penso eu, tal dom, deve ser eterno, como eterno é seu Doador. Ou seja, assim como o Espírito Santo é eterno, eterna é a maior evidencia da presença dele na vida daquele em que Ele habita. Segundo o Apostolo Paulo de todos os dons, só o amor tem esta característica:

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

Pr. José do Carmo da Silva.

Igreja Metodista em Fátima do Sul – MS.

przedoegito@gmail.com.br przedocarmo@hotmail.com.br


[1] STOKS. B Mack. O Espírito Santo na Herança Wesleyana. Imprensa Metodista. 1992. p 52.

[2] Ibid, p.56.

[3] Opus cit. p.3.

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comentários
  1. Rosa disse:

    Oi amado pastor José;
    Gostei muito do seu comentário sobre Pneumatologia.
    Um assunto que realmente tem gerado inúmeros mal entendidos,nós que temos estado a frente como liderança sabemos o quanto muitos padecem por falta de uma orientação bíblica correta.
    Parabens!!
    Pastora Rosa.

  2. astor Paulo disse:

    Como ninguem concorda com as ideias dos outros e sim com sua propria ideias ditas por outra pessoa, eu concordo plenamente com suas ideias!!
    Pastor Paulo

  3. Hilda de Moraes disse:

    O falar línguas estranhas não é extencivo também às igrejas históricas. Teive formação evangélica herdeira direta do protestantismo de Lutero. Lá não há glossolalia e nem dízimo, pois não há a figura do pastor. São presbíteros que levam a palavra de Deus aos irmãos. Porém ha muitos anos me afastei da igreja por não concordar com tudo o que presenciava. Observando meus pais e irmãos que pertenciam a Igreja Assembléia de Deus, ficava revoltada com tanto abuso, e exploração financeira da fé e do sofrimento alheio. Percebi que fundar uma igreja é realmente o melhor negócio. Sou viúva, tenho dois filhos, mas não os criei dentro de nenhuma igreja. Meus filhos não tem vícios, são formados e nunca foram motivo de tristeza. Nas igrejas são homens manipulando homens, e os ensinando a barganhar com Deus. Um exemplo: Edir Macedo é um homem rico às custas da credulidade alheia. Graças à Deus, eu estou livre da influência de idéias atrazadas, que tornam pessoas simples em idiotas, além de lhes tirar o dinheiro. Minha mãe durante os mais de vinte anos de Assembléia de Deus, afirmava que falava línguas estranhas. Durante uma conversa ela porém admitiu que fingia. O que faz um homem de bem, é educação, informação e respeito ao próximo. E ponto final. NÃO TENHO RELIGIÃO
    Hilda Maria

  4. przedoegito disse:

    Prezada senhora Hilda, a paz seja contigo e os seus.

    Amada irmã, fiquei mui feliz por seu comentário, ele já está postado no Blog. Querida, você é só uma entre as milhares de pessoas no Brasil e mundo a fora, que se decepcionaram com os homens. Mas percebi em sua escrita, que não se decepcionaste com Deus, por isso chamo-a de minha irmã. A cada ano, aumenta o numero dos crentes sem igreja, pessoas que mesmo sem filiar-se a uma denominação, vivem valores do Evangelho, isso é ser cristão, sem seguir uma religião. Jesus não fundou religião, quem transformou os ideais dele em religião, fora os homens, e com isso misturaram aos valores divinos, o humano, sempre tendencioso ao pecado do lucro fácil explorando a fé alheia, ai a seqüência da história você já conhece: cruzadas, inquisição, enriquecimento ilícito, supressão da liberdade de consciência…
    Mas, creio que alguns valores morais éticos você aprendeu em sua infância, e que mesmo não falando em nome de religião, passou os a seus queridos, nobres e abençoados filhos.
    Gostaria que você lesse dois posts meus, onde trato desta questão das igrejas que deturpam a Palavra de Deus, para assim, se locupletarem, expandindo seus reinos, e não o Reino de Deus, são: “Reunião Administrativa Final: A prestação de contas, um alerta ao clero e fieis de boa vontade” e o outro é “um Deus é muitos nomes”.

    Deixe seu comentário, peço a Deus, que assim como tem sido até aqui, permaneça sobre você e seus filhos.

    No amor, essência de Deus, que excede a todas as denominações e que apesar dos erros dos homens, continua atuando na e fora da Igreja.

    Abraços, e aguardo sua reação, aos posts citados.

    Pr. José.

  5. Pastor José,
    Estou na situação em que o Sr. cita como “evangélico sem igreja”.
    Por ver uma igreja que só privilegiava os dons de língua e profecia (Assembléia de Deus) outra em que um grupo familiar dominava o querer da igreja (Presbiteriana) e por fim moro em uma localidade em que ao meu redor existem cerca de quinze denominações diferentes, mas quase todas são neopentecostais e a grande maioria delas~são igrejas formadas por pessoas que se sentiram inconformadas com os rumos dados as suas denominações de origem ou outras intenções que não me cabe julgar.
    Diante disso, eu e minha esposa já estamos há pouco mais de um ano esperando no Senhor para que ele nos dê um caminho a seguir.
    Pensei até em abrir um ponto de pregação em minha residência.
    Qual o rumo a ser tomado? Por ser a minha localidade muito pequena não posso sair visitando igreja se não os irmãos em Cristo certamente dirão que sou um crente sem identidade.

    • przedoegito disse:

      Amado, creio que o primeiro passo Deus já tem te orientado. Continue orando, mas peça ao Senhor que lhe de equilibrio e sobriedade, e acima de tudo orientação para juntar-se a uma comunidade cristã séria já existente, e abrir um ponto em seu lar. Reuna-ser com sua familia e amigos para congregarem-se, lembra-tre, que Jesus esta no meio de vós, e onde Jesus esta ai é igreja, o resto é consequencia da Graça.

  6. Agradeço pela atenção.
    Que Deus possa lhe abençoar mais e mais dando-lhe inspirações espirituais nas suas falas onde sinto que vossas palavras são profundas e inspiradas pelo Espirito Santo.
    A paz do Senhor e obrigado pelas palavras.

  7. przedoegito disse:

    Republicou isso em Pensando & Crendo no Caminhoe comentado:

    É doutrina principal do Pentecostalismo, o batismo no Espírito Santo, como uma segunda benção evidenciada pela manifestação da glossolalia, fenômeno comumente conhecido como o falar em línguas estranhas. A meu ver este critério de comprovação da recepção do Batismo do Espírito Santo, baseado na glossolalia, tem sido um fator inclusivo e excludente nas comunidades pentecostais e até mesmo nas igrejas avivadas, ou onde se faz presente movimentos carismáticos que dão forte ênfase ao falar em línguas estranhas.

    Inclusivo: pois é a partir de tal experiência que o individuo, em muitas comunidades pentecostais ou avivadas passa a ser visto como um cristão completo, podendo assim ter uma atuação maior no seio da comunidade de fé, podendo galgar varias posições até alcançar o ministério pastoral. Excludente: pois o crente que não passou por esta experiência, é julgado não apto a exercer determinados ministérios, devendo antes buscar o batismo com o Espírito Santo, o qual se tornará evidente a partir do momento que este falar em línguas estranhas. Penso que tal doutrina pode produzir dois efeitos na vida dos membros das igrejas que assim ensinam.

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