Pesadelo…
Ouve se os gritos, prantos, desespero,
Lágrimas, pela face de ébano a rolar.
O tumbeiro se afasta da costa, singrando o alto-mar.
Deixo para trás, clã, tradição,
em troca receberei açoites e humilhação.
Não escolhi partir, estou sendo seqüestrado.
Vejo ao meu lado minha mulher e filhos,
todos como eu também acorrentados.
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Das profundezas
Publicado em Poesia, etiquetado escravo, navio, tumbeiro, pelourinho. em Maio 21, 2008 | 1 Comentário »
