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	<title>Pr. Zé do Egito</title>
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	<description>"Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força". Dn 2.20</description>
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		<title>Pr. Zé do Egito</title>
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		<title>Tereré com Graça.</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 20:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" src="http://www.alcinopolis.com/imagem/colunistas/5/1234642824terere.jpg" alt="" width="225" height="300" />E, o Verbo se fez carne habitou entre nós&#8230; (Jo 14a)  O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.</p>
<p><span id="more-155"></span></p>
<p>Aqui em nossa Igreja Metodista na Escola Dominical, nos dias de muito calor, enquanto estudamos a lição, corre entre nós uma cuia de Tereré bem geladinho. Fico impressionado com a capacidade que essa bebida tem de gerar integração, fazendo com que nossas aulas se tornem verdadeiros momentos de: “Tereré com graça”.  João em seu Evangelho, fala que, o Verbo se fez carne e habitou entre nós, ou seja, a Divindade se fez pessoa humana, passando a viver entre o gênero humano, assumindo todas as suas características, segundo o escritor da carta aos Hebreus menos no pecado (Hebreus 4).</p>
<p>Penso que, quando o Verbo preexistente de Deus, se encarnou em Jesus de Nazaré, certamente soube como ninguém, a apreciar as coisas boas da vida, dentre as quais abaixo citarei algumas:</p>
<p>1- Os amigos. Como Lázaro, Maria e Marta, na casa de quem ia com frequencia.  Jesus tinha uma grande amizade com essa família. Tenho a impressão que os bate-papos deles sempre se davam na cozinha, e que Marta estava brava com Maria, por que estava lavando a louça sozinha, após uma boa refeição, (Lc 10.38; Jo 12.2).</p>
<p>2 &#8211; Uma boa festa. Como as das Bodas de Caná na Galiléia (Jo 2.1).</p>
<p>Javé, é um Deus de festa, isso se evidencia em muitas passagens do Antigo Testamento, vemos que tudo era motivo para a festa, a dos pães azímos, é um exemplo dessa característica festiva de Deus, a qual transmitiu a seu povo (Ez 12. 17; 23. 14). No Novo Testamento, agindo como um bom Filho do Pai, Jesus sempre fala de festas, júbilos e banquetes nas suas parábolas, a parábola da &#8220;grande ceia&#8221; ele proferiu quando estava comendo na casa de um dos principais farizeus (Lc 14.15). Falou que tem até festa no céu quando alguém se converte. Na parábola do filho pródigo, ele disse que o pai fez uma festa, onde tinha comida, músicas e danças. (Lc 15.11) Se a parábola do filho pródigo ilustra a festa que Deus faz quando um pecador se arrepende, então lá no céu tem, comida, músicas e danças, tem alguns crentes que vão ter dificuldade em passar a eternidade lá.</p>
<p>Se aqui na terra estas coisas já são boas, imaginem lá no céu então?</p>
<p>3 – Um almoço na casa dos amigos.  Jesus não dispensava uma “boca livre”, sempre estava comendo na casa de alguém. Às vezes até se oferecia para almoçar na casa dos outros, como no caso de Zaqueu o publicano (Lc 19. 2,10). A conversão de Levi foi comemorada com um bom almoço e lá Jesus estava à mesa (Marcos 2. 15). Na casa de Pedro, após ter curado a sogra do pescador, foram todos para a mesa degustarem certamente um bom peixe frito ou assado, servido pela sogra de Pedro. (Mc 1.29, 31). Por se fazer sempre presente as mesas, das mais humildes as mais requintadas, seus adversários chegaram até mesmo a chamá-lo de comilão (Mc 11,19; Lc 7, 34), o que é sinal que não comia pouco. (talvez isso explique a razão de quase sempre pastores serem bons de garfo, quesito no qual imitam bem o Mestre).</p>
<p>Quando ressuscitou, aguardava os discípulos na praia com um bom churrasquinho de peixe acompanhado com pão. (João 21.9). Quando aparece para eles, dá prova que não é um fantasma, pedindo que lhe toquem e vejam as marcas nas mãos, mas, a prova inconteste de que era Ele mesmo, veio quando pergunta: “Tendes aqui alguma coisa que comer?” E os discípulos logo lhe trouxeram peixe assado e um favo de mel, e Ele comeu na presença deles (Lc 24. 40, 43) Após essas demonstrações os discípulos não tiveram mais dúvidas nenhuma.</p>
<p>4 &#8211; Um bom bate-papo. Como o que Ele levou com a samaritana no poço de Jacó. (Jo 4) e com os discípulos no caminho de Emaús. (Lc 24.13).</p>
<p>Era um bom de prosa, a ponto de Nicodemos sair na calada da noite para conversar com Ele, sem ter tido que marcar hora com antecedência. (Jo 3). É verdade, que às vezes falava coisas enigmáticas, mas geralmente seus assuntos eram recheados de coisas simples do cotidiano, assim como: feno, pão, vinho, semente, peixes, cisco, fermento, sal, lírios, passarinhos&#8230; Foi olhando para o exemplo Dele, que João Wesley disse: “prego de uma forma simples para o povo simples.”</p>
<p>Não escolhia com quem conversar e se relacionar, deixando isso bem claro a todos, dizendo: os que vierem a mim, de maneira nenhuma eu os lançarei fora (Jo 6.37), e para se fazer presente não exigia um auditório cheio, disse que bastava dois ou três (Mt. 18,20). Jesus era homem do povo, e por assim viver foi acusado pelos religiosos de ser: amigos de publicanos e pecadores (Lc 7.34)</p>
<p>5- Uma boa pescaria. Jesus, embora fosse filho de carpinteiro, gostava de pescar, e com Ele não tinha pesca frustrada, pois sabia exatamente onde os peixes estavam, (Jo 20.21).</p>
<p>E o melhor de todas supracitadas coisas boas da vida que Jesus soube desfrutar, é que ele mantinha uma constante comunhão com o Pai.  Constantemente ele orava. (Mt.14, 23; Mc.1,35; Lc.6,12.)</p>
<p>Mantinha sua vida espiritual fervorosamente, porém, não agia como um alienado, se fechando dentro de um gueto religioso, limitando-se aquilo que considerava espaço sagrado, fugindo do contato com o povo, como se estes estivessem num espaço profano. Jesus apesar de sua curta existência como homem, foi o individuo, mais feliz que já passou por este planeta, literalmente ele soube como ninguém: &#8220;viver e não ter a vergonha de ser feliz&#8221;, pois soube viver no mundo, sem ser mundano. Jesus de Nazaré transmitia paz, irradiava alegria e esperança, pois uma pessoa melancólica, tristonha não atrairia tanta gente, a ponto de sua presença e palavras fazerem com que os mais corruptos dos corações se quebrantassem, como o de Zaqueu e da samaritana no poço de Jacó. Mesmo quando calado seu silencio atingia as almas daqueles que Dele esperavam ouvir algo, gerando admiração como ocorrera a Pilatos. (Mt 27. 14)</p>
<p>Ele não desprezou o mundo, mas sim os valores errados e pecaminosos de seu sistema que jaz no maligno, pois tinha a clara consciência de que Sua missão e de sua Igreja têm no mundo palco de atuação, por isso orou em favor de seus discípulos de todos os tempos, clamando a Deus: “Não peço que os tire do mundo, mas sim que os guarde do mal”. Ele sabia que, se Ele, bem como seus discipulos não construíssem relacionamentos com os de fora, não poderia trazê-los para dentro do Reino de Deus, da mesma forma se a Igreja não se relacionar-se com os de fora dela, não poderá influenciá-los e trazê-los para seu meio.</p>
<p>Como vimos, Jesus gostava das coisas boas da vida, tais como: amizade, comida,churrasco, bate-papo, pescaria, e acima de tudo comunhão com Deus, penso que, logicamente se naquela época já existisse, certamente Ele apreciaria um bom Tereré.</p>
<p>Quero convidá-lo, amigo/a leitor/a para voltando dois mil anos no tempo, juntos imaginarmos um dia na vida de Jesus e os discípulos. O sol esta escaldante, pois é pleno meio dia, depois de terem realizados muitas curas e libertações, após ter despedido as multidões, todos tomados pelo cansaço, de pé a beira do mar da Galiléia, um dos discípulos diz a Jesus:</p>
<p>Mestre, que calor escaldante, faça alguma coisa ou vamos todos perecer!</p>
<p>Jesus, respondeu &#8211; Também tenho sede. O que querem que eu vos faça?</p>
<p>Bartolomeu sugeriu: &#8211; Que tal um Tereré?  Jesus, pergunta: &#8211; O que tens?</p>
<p>Filipe, responde: &#8211; Uma cuia feita com um pedaço de shofar, mas de onde virá a erva e a bomba?</p>
<p>Jesus, fitando Filipe nos olhos diz: &#8211; Tudo é possível ao que crê.</p>
<p>Tadeu interveio: &#8211; Para Deus, não existe nada impossível, pois pode trazer à existência as coisas que não existem.</p>
<p>João, o discípulo amado acrescenta: &#8211; Falta também água gelada, pois a água do mar esta quente.</p>
<p>Jesus, curvando-se a margem do mar recolhe um pouco da água em seu odre, e pondo-se de pé, elevando-o aos céus faz uma oração.</p>
<p>Tiago, pergunta: &#8211; O que ele esta fazendo?</p>
<p>André, responde: &#8211; Parece que vai transformar a água quente em água gelada.</p>
<p>Tomé, diz: &#8211; Se eu não pegar essa cuia nas mãos, e não puser o dedo num pouquinho desta água pra ver se está gelada mesmo, de modo nenhum acreditarei.</p>
<p>Mateus, pergunta a Tomé: &#8211; Qual é mais difícil, transformar água em vinho, como ele fez lá no casamento, ou fazer que água quente se torne gelada?</p>
<p>Simão o Zelote, afirmou: &#8211; Como não poderia ele, fazer esse prodígio, uma vez que multiplicou até pães e peixes? Para o Mestre nada é impossível.</p>
<p>Jesus, mandando que os discípulos se assentassem sobre a relva, após ter dado graças, pegou o odre e a bomba, dando a seus discípulos disse: &#8211; Aquele que quiser ser o maior entre vós seja aquele que sirva. Nessa hora a disputa foi acirrada entre Tiago, João e Simão Pedro, discípulos que sempre discorriam sobre quem seria o maior entre o grupo. (Mc 10. 35, 43). Porém, Simão Pedro acabou ganhando a disputa, passando a servir o Tereré.</p>
<p>Judas Iscariote, que nunca tinha tomado Tereré, tomando e gostando disse admirado: &#8211; Que bebida gostosa! Poderia vender por um bom preço, e dar o dinheiro aos pobres.</p>
<p>E, ali, naqueles momentos de comunhão, Jesus ensinava aos discípulos, pois uma roda de Tereré é uma roda de partilha.</p>
<p>Assim como Jesus, devemos aproveitar as coisas boas da vida, como amigos, um bom almoço, um alegre e edificante bate-papo, uma boa pesca, e logicamente um Tereré bem geladinho, pois essas coisas nos possibilitam a comunhão fortalecendo o relacionamento e amor ao próximo. Mas acima de tudo isso, visando isso tudo, deve estar a nossa comunhão com DEUS.</p>
<p>Conclusão.</p>
<p>Este artigo não tem pretensão de converter ninguém, mas sim mostrar que, Deus não nos pede que neguemos nossa humanidade, vivendo de forma isolada e triste, considerando a tudo pecado e a todos fora da igreja pecadores de mais, de forma que vamos nos contaminar se nos relacionarmos com eles, devendo o cristão se relacionar somente com quem é “salvo”. Penso que relacionamento não significa comunhão, e que a Bíblia condena a comunhão com o descrente, mas incentiva o relacionamento.  Lamentavelmente tem pessoas que depois que se tornam cristãs, transforma-se em “tristãs”, pois vivem tristes, não sorriem, não cantam, não vão a festas, (só vão se ocorrer na igreja ou na casa de um crente), não falam mais com os vizinhos. Crentes assim, parecem que querem ser melhor do que Jesus, o qual foi chamado de amigo de publicanos e pecadores. Gente com essa mentalidade, quando levam um convidado a sua igreja, é sempre alguém de outra denominação que veio conhecer a igreja irmã.</p>
<p>Alguns, ainda tentam apoiarem seu comportamento na Bíblia, dizendo que nela esta escrito: “Jesus chorou, e não que Jesus sorriu”. Evocam ainda o salmo primeiro, interpretando-o de forma distorcida, dizendo: “não devemos sentar na roda dos escarnecedores antes o nosso prazer deve estar na Lei do Senhor, portanto não devemos ter amizade com descrentes”.  Penso que, a Lei do Senhor no tempo da graça é esta: “Ide e fazei discípulos”, e o discipulado se faz em meio aos de fora da Igreja, se relacionando com eles, a fim de trazê-los para dentro. O contrario disso, e atuar como fermento e sal fora da massa, que não dá sabor e tampouco crescimento. É ser semelhante a uma luz acesa ao ar livre em pleno meio dia, não servindo para iluminar os que sem conhecer a Cristo vivem nas trevas. Deus em Jesus se fez humano em favor do ser humano decaído, a fim de levantá-lo. E na dependência do Pai, o Filho viveu plenamente sua humanidade, é exatamente o que o Pai espera de nós, que vivamos assim como seu Filho Jesus viveu nos relacionando com Ele e com o próximo.</p>
<p>Ufa! Escrever este artigo me deu uma sede&#8230; Que tal um Tereré com graça? Ta servido?</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva. [Pr. Zé do Egito]</p>
<p>Igreja Metodista em Fátima do Sul – MS</p>
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		<title>De sob a cruz para o pelourinho. A paixão do povo negro.</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 03:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Mc 15.21)
Os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, conhecido como Sinóticos, falam de dois Simões que tiveram contato com Jesus Cristo. Eles falam de Simão Pedro, a quem Jesus chamou para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=152&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/_0LKwvPD9y_4/SawLYkOImAI/AAAAAAAAA3s/LseDTHAFCeM/s320/File_PassionMovie_SimionHelp2.jpg" alt="" width="220" height="320" />E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Mc 15.21)</p>
<p>Os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, conhecido como Sinóticos, falam de dois Simões que tiveram contato com Jesus Cristo. Eles falam de Simão Pedro, a quem Jesus chamou para ser seu discípulo, e fala de Simão de Cirene, ou Simão o Cireneu, o qual fora forçado pelos soldados romanos a carregar à cruz de Cristo. Simão Pedro era Judeu e pescador, Simão Cireneu era natural de Cirene, na África. Ele era um homem negro, o qual é chamado de Simão Níger (At 13.1), literalmente, Simão, o Negro.<br />
As semelhanças entre os dois Simões, estão somente em seus nomes: Pois um sendo Judeu, possuía a pele mais clara, o outro sendo natural da África, possuía a tez negra. Um foi chamado por Jesus, para segui-lo, o outro foi forçado pelos romanos a andar sob a cruz de Cristo. Um foi encontrado a beira do mar da Galiléia, quando Jesus iniciava seu ministério, o outro se encontrou com o Mestre na via dolorosa, rumo a saída de Jerusalém, quando Jesus estava chegando ao final de seu ministério terreno. Ao encontrar-se com Simão, o negro, Jesus de Nazaré, já havia sido supliciado pelos soldados romanos, estava muito cansado e ensangüentado sob o peso da rude cruz. Os soldados que eram peritos em crucificação, certamente se deram conta que, se acaso outro não levasse a cruz, o condenado, não chegaria vivo ao alto do gólgota para cumprir sua sentença: morte de cruz.</p>
<p><span id="more-152"></span>Marcos narra que, Simão Cireneu quando voltava do campo, deparou-se com um cortejo sangrento, cuja atração principal era Jesus de Nazaré, que acusado de blasfêmia por parte de seus patrícios judeus, e por sedição por parte das autoridades romanas, ia levando sob seus ombros uma pesada cruz, rumo ao Gólgota, lugar onde Roma costumava executar os criminosos, pregando-os no madeiro, e ali os deixando seminus, dias e mais dias, a mercê do sol escaldante, insetos e aves, servindo de alerta para todos quantos tentassem insurgirem-se contra o Império.</p>
<p>Nesse momento da ignominiosa via crucis, que ia do pretório até o calvario, Simão o Judeu estava ausente, ou quem sabe acompanhava seu Mestre de longe em meio à multidão, com o coração cheio de remorso, pois covardemente o negara. Neste momento vem de encontro ao sanguinolento cortejo, outro Simão, Simão o negro, o qual talvez não tivesse tido contato com Jesus anteriormente, pois no momento que é abordado pelos soldados romanos, Marcos narra que, este vinha do campo, ou seja, ele não era um dos que estava na multidão, nem se escondendo e tampouco seguindo o ignominioso espetáculo. Porém, a verdade é que, esse encontro, transformou a vida de Simão, pois a partir daí, ele já não seria mais conhecido somente como: Simão o Cireneu, ou Simão o Niger, mas também como Simão o Discípulo. Simão o negro, foi aquele que, forçosamente literalmente carregou a cruz do Mestre, o qual cansado e combalido o seguia, mas que tocado pela graça, espontaneamente querendo ir após Cristo, negou-se a si mesmo, tomou sua cruz e seguiu o Mestre. Pois, Simão tornou-se membro da Igreja, com sua esposa e seus dois filhos, Alexandre e Rufo. Paulo faz referencia a família de Simão, se dirigindo de forma carinhosa a esposa de Simão, a quem considera sua mãe: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha” (Rm 16.13).</p>
<p>Poucos sabem da negritude de Simão, contudo, para nós negros cristãos, o fato de o homem que carregou a cruz de Cristo em seus últimos momentos de vida, ser um negro, é muito significativo. Penso que, o povo negro, de certa forma estava representado em Simão, e uniu se a Cristo em seus sofrimentos.<br />
Esta passagem bíblica de Marcos 15. 21, se não passasse por um &#8220;embranquecimento”, ajudaria a auto-afirmação étnica, levando o povo negro a levantar a sua cabeça, se contrapondo a deturpada teologia escravista de Cam, a qual afirmava que Canaã, neto de Noé era negro. Digo ”embraquecimento”, pois a ideologia escravista, defendendo teologicamente seus interesses, nunca fez afirmação sobre a negritude de Simão Cireneu e sua participação na Paixão de Cristo e na Igreja Primitiva onde aparece como: Simão o Niger, (At 13.1), da mesma forma que afirmava a negritude dos descendentes de Cam.</p>
<p>No auge de sua Paixão, Cristo bradou, em favor de seus algozes: “Pai perdoe-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”. Nós negros cristãos, em relação à escravidão negra, devemos e podemos declarar a primeira parte da supracitada oração intercessora de Cristo, porém, infelizmente, não podemos em relação à segunda parte falarmos como Jesus: &#8220;Eles não sabem o que estão fazendo&#8221;. Pois os cristãos escravistas sabiam sim o que faziam, e estavam bem embasados na sua interpretação bíblico-teológica. E se tivessem pensado nisso, teriam sido capazes até mesmo de usarem o fato de Simão o Cireneu, o negro ter participado da Paixão de Cristo, para justificar a escravidão, como o Padre Antonio Vieira, tanto fazia em seus sermões, onde comparava a escravidão a Paixão de Cristo, buscando fazer com que o negro escravo se acomodasse a sua ignominiosa situação;</p>
<p>Saibam pois os pretos, e não duvidem que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua: Sciant ergo ipsam matrem: e saibam que com ser uma Senhora tão soberana, é Mãe tão amorosa, que assim pequenos como são, os ama, e tem por filhos. [...] “&#8230; como todos os christãos, posto que fôssem gentios, e sejam escravos, pela fé e pelo batismo estão incorporados em Christo, e são membros de Christo” [...] dar infinitas graças a Deus por vos ter dado conhecimento de si, e por vos ter tirado de vossas terras, onde vossos pais e vós vivêis como gentios; e vos ter trazido a esta, onde instruídos na fé, vivaes como christãos, e vos salveis. [...] “Virá tempo, diz David, em que os Ethyopes (que sois vós) deixada a gentilidade e a idolatria, se hão-de ajoelhar diante do verdadeiro Deus” e “não baterão as palmas como costumam, mas fazendo oração, levantarão as mãos ao mesmo Deus” [...] Cumpriram-se especialmente depois que os portuguezes conquistaram a Ethyopia occidental, e estão se cumprindo hoje mais e melhor que em nenhuma outra parte do mundo n’esta da America, aonde trazidos os mesmos Ethyopes em tão innumeravel numero, todos com os joelhos em terra, e com as mãos levantadas ao céo, crêem, confessam, e adoram no Rosario da Senhora todos os mysterios da Encarnação, Morte e Resurreição do Creador e Redemptor do mundo… “id est, imitatoribus in loco Calvariae crucifixi” [...] (. “Não ha trabalho, nem genero de vida no mundo mais parecido á Cruz e Paixão de Christo, que o vosso em um d’estes engenhos” [...]. E, se por acaso alguém pensar em usar esta situação como alavanca para conseguir um melhor tratamento, “Bem aventurados vós se soubereis conhecer a fortuna do vosso estado, e com a conformidade e imitação de tão alta e divina similhança aproveitar e santificar o trabalho!” [...] “pode parecer desterro, captiveiro, e desgraça&#8230; não é senão milagre, e grande milagre”, “n’essa triste servidão de miseravel escravo tereis o que eu desejava sendo rei”, “mais inveja devem ter vossos senhores ás vossas penas, do que vós aos seus gostos, a que servis com tanto trabalho” [1]</p>
<p>A Paixão de Cristo durou algumas horas, a de nossos ancestrais durou quase quatro séculos, Jesus foi dependurado na cruz, o negro no pelourinho, Jesus foi chicoteado e pregado no madeiro, o negro foi chicoteado e agrilhoado no tronco. Jesus ressuscitou ao terceiro dia, nós estamos ressuscitando a cada dia no presente século, pois, cada negro que, se torna consciente de seu valor como pessoa humana, que, resgata sua alto- estima, valorizando seu ser e sua cultura, é um negro que deixa vazio o tumulo no qual a ideologia racista tenta nos manter mortos sob a pedra da inferioridade étnica, cultural e intelectual. O sangue do povo negro, derramado desde a África, tumbeiros, cafezais, canaviais e pelourinho, clama aos céus assim como o sangue de Abel, pois é o sangue de vários povos africanos, dentre os quais em relação a um deles Deus disse: &#8221;Não sois vós para mim, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes?&#8217; Amós 9.7. Deus possuía e possui pelos povos negros o mesmo amor que o tinha e tem pelos judeus, porém a Igreja, em pleno período escravista via a estes povos como malditos, como abaixo vemos em um documento de 12-11-1873, expedido pela Secretária da Sagrada Congregação das Indulgências, Roma,</p>
<p>“Rezemos pelos povos muito miseráveis da áfrica Central que constituem a décima parte do gênero humano, para que Deus onipotente finalmente tire de seus corações a maldição de Cam e lhes dê a benção que só podem conseguir em Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor: Senhor Jesus Cristo, único Salvador de todo gênero humano, que já reinais de amar a mar e do rio até os confins da terra, abre com benevolência o seu sacratíssimo coração mesmo às almas mui miseráveis da África que até agora encontram-se nas trevas e nas sombras da morte, para que pela intercessão da puríssima Virgem Maria, tua mãe imaculada, e de São José, tendo abandonado os ídolos, os etíopes de prostem diante de Ti e sejam agregados à tua santa Igreja&#8221; [2]</p>
<p>Se nós negros, realmente crêssemos na maldição de Cam, a qual serviu como base teológica para a escravidão negra, poderíamos a partir deste episódio de Simão Cireneu, criar uma teologia, a qual defendia que, o primeiro povo a ser remido pelo sangue de Jesus, fora o povo negro, representado em Simão o negro, pois aquela cruz, que ele carregou, estava toda ensangüentada pelo sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Poderíamos ainda teologizar que: “&lt;i&gt;Por meio de Cam, caiu a maldição sobre os negros e com ela a escravidão, mas por meio da ação de Simão Cireneu, o qual carregou a cruz de Cristo, ainda que forçado pelos homens, mas providenciado por Deus, veio à benção e com ela a liberdade ao povo negro.”&lt;/i&gt;</p>
<p>Em Cristo, Deus derrubou a parede de separação entre os povos, portanto enquanto cristãos negros continuemos a refletir sobre as Escrituras, onde nossa etnia esta mais presente do que se possa pensar. Diferente do que fez a ideologia escravista, nós teólogos negros, devemos a luz da Bíblia Sagrada nos opor a toda forma de opressão e segregação, pois estamos resgatados pelo sangue Daquele a quem Simão Cireneu o Negro, ajudou a carregar a cruz. Estamos Nele seguros, feitos novas criaturas, e sobre nós já não pesa nenhuma condenação, estando Nele guardados, sendo Ele nossa libertação, fazendo parte de seu Corpo a Igreja verdadeira, a Assembléia dos Remidos onde não há grego, nem judeu, [negros ou brancos] circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva. (Zé do Egito)<br />
Igreja Metodista em Fátima do Sul &#8211; MS</p>
<p>1 &#8211; Revista Espaço Acadêmico: http://www.espacoacademico.com.br/036/36ebueno.htm.. Acesso em 26/07/2008.<br />
2 &#8211; HOORNAERT. Eduardo. O negro e a Bíblia: Um clamor de Justiça. Ed. Vozes.Petropolis. 1988.p21.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Ismos&#8221;, &#8220;istas&#8221; e &#8220;anos&#8221;. Um RAP pró unidade cristã.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 00:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[agostinho]]></category>
		<category><![CDATA[calvino]]></category>
		<category><![CDATA[livre graça.]]></category>
		<category><![CDATA[predestinação]]></category>
		<category><![CDATA[unidade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
E pela cruz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=149&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" src="http://tbn3.google.com/images?q=tbn:106LXfsnN9-R6M:http://www.bahai.pt/var/bahai/storage/images/biblioteca__1/fotografias/unidade_na_diversidade/unidade_na_diversidade/2577-1-eng-GB/unidade_na_diversidade_imagelarge.jpg" alt="" width="124" height="93" /></p>
<p>Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,<br />
E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;<br />
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;<br />
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef. 14.19, 21)</p>
<p>Uma Oração.</p>
<p>Senhor, Tua Palavra diz que, a Igreja é a grande Família de Deus.<br />
Assim penso que, em todas as denominações existem filhos Teus<br />
Então como irmãos nós cristãos não deveríamos viver;<br />
perseverantes na graça, vivendo como sal e luz,<br />
para louvor de Teu Nome e testemunho de Jesus?<br />
Olhando tantas divisões no Corpo de Cristo,<br />
eu vos peço a graça de ser instrumento de unidade;<br />
Porém, na verdade e não na falsidade.</p>
<p><span id="more-149"></span></p>
<p>Uma Canção.</p>
<p>Meu irmão também cristão, eu contigo quero dialogar.<br />
Pois, O Espírito me animou a falar de unidade.<br />
Unidade de Espírito e não uniformidade.<br />
Sabemos que na Igreja, existem múltiplas compreensões,<br />
sobre assuntos mui diversos que às vezes gera divisões.<br />
Cheio de graça e temor, pela força que do alto me anima,<br />
Quero falar de unidade nas letras desta rima.</p>
<p>Abra seu coração para as coisas que vou rimar,<br />
reflitamos friamente e juntos vamos pensar,<br />
se em Cristo somos predestinados à eternidade,<br />
chegaremos a este destino, pré, meso ou pós- tribulação,<br />
independente de nossa crença a respeito destas questões.<br />
Pois, perseverantes, os eleitos em Cristo estão seguros em suas mãos.</p>
<p>Pensas tu diferente, não me faças acepção,<br />
se, és tu servo de Cristo dai-me a destra da comunhão.<br />
E o diálogo levemos em frente em verso, poesia e canção.<br />
Em primeiro plano demonstremos, espírito de abertura.<br />
Para que nosso diálogo não descambe para ofensa e ruptura.</p>
<p>Deixemos em segundo plano os &#8220;ismos&#8221;, &#8220;istas&#8221; e os &#8220;anos&#8221;;<br />
Diferenças denominacionalistas com os quais nos identificamos.<br />
Olhemos para o que nos é comum, sem perdermos a identidade.<br />
Sabendo que é o Espírito Santo, o promotor da unidade.<br />
Que opera fazendo uso de cristãos de boa vontade.<br />
Os quais respeitam suas diferenças que lhes dão singularidade.<br />
Buscando caminhar juntos mesmo na diversidade.</p>
<p>Presbiterianos, Metodistas,<br />
Assemblêianos ou Batistas,<br />
Luteranos, Anglicanos,<br />
Ortodoxos ou Católicos Romanos.<br />
Históricos ou evangelicais,<br />
tradicionais, carismáticos ou pentecostais,<br />
Dentre todos estes grupos, existem salvos e perdidos.<br />
Pois é pela Graça manifesta em Cristo que o cristão é remido.</p>
<p>Jerônimo, Agostinho, Calvino e Arminius;<br />
Grandes homens de Deus e pensadores exímios<br />
Suas obras são sem dúvidas dignas de respeito, estudo e reflexão;<br />
Pois em muitos de seus conceitos se firmam nossa &#8220;Tradição&#8221;<br />
Porém, existe uma verdade maior, da qual devemos sempre lembrar;<br />
Não é pelas obras deles que, alguém possa se salvar.<br />
Mas, pela fé no humilde carpinteiro que da cruz fez seu altar.</p>
<p>Ele humilhou-se a si mesmo, no madeiro foi imolado.<br />
Ressuscitou ao 3º dia, sendo por Deus exaltado;<br />
Assentando-se a destra do Pai, fez-se Luz para povos, tribos e nações.<br />
De seu Nome sobre todos os nomes nos vem à salvação.<br />
Refletindo em seu Evangelho, o homem reconhece sua mortalidade.<br />
E tocado pela Graça, se abre de verdade.</p>
<p>Todas as denominações irmão meu, são santas e pecadoras,<br />
possuindo joio e trigo juntos na mesma lavoura.<br />
A separação vem de Deus, não adianta o homem tentar;<br />
pois, por não ter discernimento poderá se equivocar.<br />
E no afã de purificar a Igreja o Trigo por engano tentar arrancar.</p>
<p>A todas as denominações, Jesus fez um apelo comum,<br />
a fim de que o mundo creia, orou ao Pai para sermos um.<br />
Portanto meu irmão, sua comunhão eu aceito,<br />
espero que um crente na “Livre Graça” tenha de você amor e respeito.<br />
Ninguém jamais entrará nos céus por carimbo de denominação.<br />
Mas sim pelo penhor do Espírito que sela aquele que crê.<br />
E este selo divino esta em mim e em você.</p>
<p>Eu creio que a salvação, não depende da reta doutrina,<br />
de entendermos a predestinação, mas sim da Graça que até o fim nos anima.<br />
Pelo Espírito que em nós habita, nos fazendo perseverar,<br />
a salvação é dom de Deus, a qual ninguém pode comprar.<br />
E a graça manifesta em Cristo nos faz em boas obras andar.</p>
<p>Que nossa comunhão, seja algo firme, sincero e profundo;<br />
Pois fomos aspergidos pelo sangue de Jesus Cristo;<br />
Cordeiro morto antes da fundação do mundo.<br />
Não importa ser membro dessa ou daquela igreja, Deus não faz acepção,<br />
antes convoca todos os remidos a viver em comunhão.</p>
<p>Desculpa ai irmão, se errei na escrita ou na pontuação.<br />
É que, ainda não acordei direito e nem fiz minha oração.<br />
Por aqui vou me despedindo, desejando te reencontrar.<br />
Pois, te conhecer foi algo belo, dialogar contigo um espetáculo,<br />
fique na graça e paz de Cristo que eu vou ler o meu No Cenáculo.<br />
Vou abrir a minha Bíblia e fazer minha devocional,<br />
e pedir a Deus do céu que nos una na verdade,<br />
movidos por Seu Espírito promovamos a comunhão.<br />
Mas, sem destruir a beleza, presente na diversidade.<br />
Vivendo no essencial, unidade, no não essencial, a liberdade e em tudo, caridade.<br />
E cada um em sua denominação adorando em Espírito e verdade.</p>
<p>Pr. José do Egito.<br />
Igreja Metodista de Fátima do Sul-MS.</p>
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		<title>Fé sobrevindo e sobrevivendo a crises.</title>
		<link>http://przedoegito.wordpress.com/2009/02/01/fe-sobrevindo-e-sobrevivendo-a-crises/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 00:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[BlogBlogs.Com.Br]]></category>
		<category><![CDATA[Cronicas Cristãs]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (Rm 8.35)  
Aprendi na Faculdade de Teologia que: “a pregação deve ser uma resposta a perguntas feitas pela comunidade de fé” e, como nossas comunidades encontram-se situadas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=135&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (Rm 8.35)  <img style="float:left;" src="left&quot;" alt="" /><img src="http://eternamenteromantica.blogs.sapo.pt/arquivo/flor-thumb.jpg" alt="" /></p>
<p>Aprendi na Faculdade de Teologia que: “a pregação deve ser uma resposta a perguntas feitas pela comunidade de fé” e, como nossas comunidades encontram-se situadas em um contexto social amplo nos aspectos políticos e econômicos é natural que seus membros reproduzam na igreja , perguntas oriundas do contexto social onde passam boa parte de suas vidas.<br />
<span id="more-135"></span><br />
Refiro-me principalmente a questões que, brotam do nosso convívio secular, relativas a dinheiro, saúde, família, desemprego, e ao assunto do momento: a crise financeira mundial. Como vivemos no mundo, (embora devamos viver diferente do sistema chamado &#8220;mundo&#8221;) tais questões também angustiam a nós cristãos, fazendo com que busquemos respostas no transcendente, no campo da fé. Isso é normal, quando se tem a compreensão de que: ser cristão não torna o individuo um ser à parte no mundo, isento dos problemas e crises que enfrenta as demais pessoas não cristã.<br />
O cristão que cultua a Deus no domingo à noite é o mesmo que na segunda-feira vai para seu trabalho, onde atua como patrão ou empregado. Assim como qualquer outro individuo ele precisa comer, se vestir, morar, pagar contas, enfim ele precisa de dinheiro. Pois, embora busque força no mundo espiritual, crendo em um Deus transcendente, ele vive num mundo material, onde as coisas não “caem do céu” antes precisam ser compradas. E, para se comprar algo é preciso ganhar dinheiro, e dinheiro via de regra se ganha trabalhando, razão pela qual o Apostolo Paulo já advertia a alguns “crentes” desocupados que esperavam a volta de Cristo sentados: “&lt;b&gt;Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.” (I Ts 3.10, 12) O bom cristão que tem a Bíblia como regra de fé e prática, certamente é um trabalhador.&lt;/b&gt;<br />
Diante do quadro econômico atual, penso que, nossas pregações devem responder a aquelas que têm sido as perguntas do momento: &lt;b&gt;“como viver em tempos de crise?” A crise vai chegar aqui no Brasil e será que vou perder meu emprego também?&lt;/b&gt;<br />
O futuro é sempre incerto, Tiago em sua epistola, diz que o amanha a Deus pertence, contudo, o hoje nos dá uma pista de como poderá ser o porvir, dentro destas pistas o ano de 2009 chegou, chegou precedido por presságios nada positivos no tocante a economia global. Apesar destes sinais negativos ele mal começou e já entrou para a História com fatos daqueles que possuem força de marcar épocas, pondo fim a uma era e dando inicio a outra. Em 2009 encerrou-se a era &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bush,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; protagonizada por &lt;b&gt;&lt;i&gt;George. W. Bush&lt;/i&gt;,&lt;/b&gt; o qual derrotando o Democrata Al Gor, em 20 de janeiro de 2001 foi empossado como o 43º presidente dos Estados Unidos, saindo vitorioso de uma das mais acirradas e obscuras eleições gerais da história dos Estados Unidos. Após dois mandatos consecutivos, uma vez que fora reeleito em 2004 derrotando o Democrata &lt;b&gt;&lt;i&gt;Jonh Kerry&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; o governo de &lt;b&gt;&lt;i&gt;George. W. Bush&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; entra para a História com seguinte marcos:</p>
<p>1. &#8211; 11 de setembro de 2001, ataque terrorista que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do &lt;b&gt;&lt;i&gt;World Trade Center&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (WTC).<br />
2. – Por meio dos ataques ao &lt;b&gt;&lt;i&gt;World Trade Center&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (WTC), o terrorista saudita Osama bin Laden e sua rede terrorista Al Qaeda torna-se mundialmente conhecida, um a vez que os ataques do 11 de setembro repercutiram em todo o mundo.<br />
3. – A caça de &lt;b&gt;&lt;i&gt;Osama bin Laden&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; os E.U. A bombardeia o Afeganistão.<br />
4. – Sob o pretexto de busca e apreensão de armas químicas as quais estariam sendo fabricadas por &lt;b&gt;&lt;i&gt;Saddan Hussem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, em 20 de março de 2003 sem a aprovação do Conselho de Segurança da O.N. U, os Estados Unidos da América e o Reino unido formando uma aliança chamada; coalizão, George Bush invade o Iraque.<br />
5. 2004 &#8211; Captura do presidente iraquiano &lt;b&gt;&lt;i&gt;Saddam Hussein&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; o qual é mantido preso num local ignorado. Em Bagdá seus filhos foram assassinados em uma emboscada. No dia 30 de dezembro de 2006, apesar da oposição de várias instituições internacionais Saddan Hussem e dois de seus aliados, dos quais um deles era seu meio-irmão foram executados. Desde a invasão em 2003 os E.U. A permanecem no Iraque, em uma guerra onde além dos civis iraquianos o numero de soldados americanos mortos já ultrapassa os 4000.<br />
A era &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bush&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; termina e o presidente norte-americano que por ocasião dos atentados de 11 de setembro assumiu ares messiânicos fazendo guerras em nome de Deus, levantando a bandeira de proteger seu país e o mundo do terrorismo sai de foco. Pois, nas eleições presidenciais de 2008 foi derrotado nas urnas por &lt;b&gt;&lt;i&gt;Barack Hussein Obama&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Assim sendo &lt;b&gt;&lt;i&gt;George. W Bush&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; em 20 de Janeiro de 2009 sai da Casa Branca e entra para a História como o pior presidente da História dos EUA<br />
Penso a História não como um fato isolado, mas vejo-a como uma corrente, composta por elos, que antecedem e sucedem um ao outro, e cada elo destes são como personagens que aparecem no cenário mundial, sendo sobre ele depositadas as esperanças daqueles que esperam por segurança. No cenário mundial 2009 se inicia com o surgimento de um novo &lt;i&gt;&lt;b&gt;“elo”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; cujo nome é &lt;b&gt;&lt;i&gt;Barack Hussein Obama&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Este novo “elo” antes mesmo de ter atuado no palco mundial, já entrou para a História, pelas razões abaixo citadas:</p>
<p>&lt;b&gt;1º &#8211; Presidente negro dos E.U. A, um pais de maioria anglo-saxônica.&lt;/b&gt;<br />
&lt;b&gt;2º &#8211; 1º Presidente Com ascendência e nome mulçumano a chegar à presidência dos E.U. A, um pais cristão protestante.&lt;/b&gt;<br />
Obama surge como um elo, sob o qual os norte-americanos, e por que não dizer a humanidade deposita suas esperanças. Os Estados Unidos da América, ainda dita às regras no campo da economia mundial, portanto a crise deles acarreta a crise em outros países, neste contexto Barack Obama assume o poder em um período tido como um dos mais críticos da História norte-americana. O primeiro presidente negro dos EUA surge na História mundial em meio a uma crise econômica que se iniciou no setor imobiliário norte-americano, mas, que, devido ao atual mundo globalizado adquiriu proporções internacionais, atingindo até mesmo o Brasil. Ela tem sido comparada por especialistas a Grande Depressão de 1929, crise econômica que se abateu sobre os EUA, atingindo a todo o mundo capitalista.<br />
Mas, o que &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bush,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Obama e Crise, têm a ver com a Igreja? E com nossa vida cotidiana? Talvez você esteja se perguntando. Respondo-lhe, que, a meu ver a Igreja existe para pregar a fé em um Deus que, opera em meio a crises, usando instrumentos que lhe apraz, que podem ser Bush, Obama, eu e você. Portanto penso que, a fé deve ser um meio que possibilita a superação de crises, devendo nos ajudar a encontrar respostas para as perguntas semelhantes a estas: &lt;b&gt;como vamos supera essa crise? Como fica a Igreja diante dessa crise? Seria tal crise prenuncio dos fins dos tempos?&lt;/b&gt;<br />
Tais questionamentos têm surgido em meio às comunidades cristãs, alimentadas por ações externas e internas a ela, pois fora da Igreja a mídia parece super-dimencionar o problema, e dentro da Igreja surgem alguns cristãos apocalípticos, que já se apressam em identificar em Obama o falso messias (anticristo) proclamando assim o final dos tempos. Não vou aqui entrar no mérito messiânico de Obama, desejo antes me debruçar sobre o fator &lt;b&gt;crise&lt;/b&gt;, interpretando a atual conjutura econômica internacional e nacional como Kairos de Deus na História humana, para falar de um Deus o qual usa instrumentos e situações diversas em meio às mais terríveis situações adversas.<br />
Para mim a história da criação se inicia numa crise divina. Deus experimentou uma crise de solidão e por amor livremente criou a humanidade a sua imagem e semelhança, a fim de, com ela se relacionar. Ele assim agiu por desejar fazer manifesto e sensível seu amor por outro ser fora da Trindade imanente. A crise de Deus se devia ao imensurável grau de amor em seu ser, o qual se expandia sempre e o abrasava. Este amor de Deus se assemelha a chama da sarça ardente que queimava, mas, não o consumia. Deus deu mais e mais vazão a seu amor, de forma que este amor expandiu-se tanto a ponto de explodir, causando a criação do Universo.<br />
Por desejar espalhar seu amor, no princípio Deus criou a humanidade a sua imagem e semelhança, com a capacidade de receber e dar amor, sendo assim receptáculos e retransmissores de seu amor ao mundo. Minha leitura Bíblica me mostra outra crise da qual todos nós somos frutos, teorizo que, as crises que vivemos são frutos da crise de um homem só, Adão, o qual diante da oferta de adquirir o conhecimento do bem e do mal, porém tendo que escolher entre, obedecer ou não obedecer a Deus, entrou em uma profunda crise, desobedecendo-o.<br />
A Tradição judaico-cristã diz que, pelo ato de desobediência de Adão gerou-se o pecado. O &#8220;pecado&#8221; a meu ver é o fruto da crise entre a criatura e seu Criador, das criaturas com as criaturas e da criatura consigo mesmo, pois o homem embora sendo conhecedor do bem e do mal, não sabe escolher o bem. O que fica manifesto deste desabafo dilemático de Paulo: &lt;b&gt;“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.”.&lt;/b&gt; (Rm 7.18,19, 20).<br />
Segundo as Escrituras vemos que, a partir de uma crise moral reinante Deus deu inicia a sua aliança com a nova humanidade. &lt;b&gt;(Gn 6.11; 9)&lt;/b&gt;. Constatamos também que, a história do povo de Deus e dos homens por Ele usado, desde os primórdios da humanidade se desenrola em meio a crises. A partir de Abrão, o qual vivia uma crise por não ter filhos Deus formou o povo hebreu. &lt;b&gt;(Gn 15.2).&lt;/b&gt; Ele usou de uma crise de ciúmes para fazer com que os filhos de Jacó vendessem seu irmão José &lt;b&gt;(Gn 37)&lt;/b&gt;.<br />
Depois, a partir de um problema conjugal que certamente existia entre Potifar e sua esposa, &lt;b&gt;(penso que Potifar vivia tão ocupado com os negócios de Faraó que, há muito não se ocupava com sua esposa em casa)&lt;/b&gt; o que a fez entrar em crise, por não ter satisfeito seus desejos naturais de mulher caindo assim na tentação de tentar adulterar com José. &lt;b&gt;(Gn 39.7)&lt;/b&gt;. Deus permitiu que José por causa de sua fidelidade a Ele e ao patrão, fosse parar na prisão, onde encontrou dois oficiais do Faraó, que foram lançados ao cárcere após crises com o soberano do Egito.</p>
<p>E ali aprisionados o copeiro e o padeiro, entraram em crise, ficando tristes após sonhos que tiveram, &lt;b&gt;(Gn 40.7),&lt;/b&gt; mas José que apesar de sua injusta condenação se preocupava com o próximo, foi tocado por Deus ajudando-os, revelando-lhes o significado de seus sonhos. &lt;b&gt;Penso que, a crise do padeiro chefe aumentou mais ainda, com a interpretação de José, que lhe fez saber que morreria em três dias.&lt;/b&gt;, pois os sonhos pressagiavam liberdade para o copeiro e morte para o padeiro. Por meio de todas estas situações critícas, Deus preparava José a fim de usá-lo como instrumento de libertação em meio a uma situação dramaticamente maior.<br />
O tempo passa e dois anos depois da libertação do copeiro-mor foi à vez do Faraó entrar em crise, após um sonho que pressagiava tempos de crises, &lt;b&gt;(Gn.41).&lt;/b&gt; Por meio da &lt;b&gt;&lt;i&gt;crise faraônica&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; em querer saber o significado do intrigante sonho, o copeiro lembrou-se de seu sonho no cárcere e, finalmente recordou-se de José, o qual fora libertado da prisão.<br />
Deus cumpriu assim seus desígnios, elevando José ao poder em meio a uma crise de proporções mundial &lt;b&gt;(Gn 41.30)&lt;/b&gt; usando-o, como instrumento de manutenção da vida em um período de fome que se abateu sobre a terra &lt;b&gt;(Gn 50. 20)&lt;/b&gt;.<br />
Naquele período da história humana, na corrente que a compõe, José foi apenas um “Elo” sucedido por Moisés, o qual entrou em cena na história judaica 400 anos depois, para libertar o Povo judeu da crise opressiva a qual foram submetidos a partir da ascensão de um Faraó que não conhecera os feitos de José.<br />
Deus é Senhor da História, e opera a partir e em meio às crises, independentes de suas causas, sejam elas individuais ou coletivas, morais ou financeiras, nacionais ou internacionais. Por meio de sua graça, Deus possui o poder de fazer com que aqueles que se mantém atento a seu agir, sejam instrumentos abençoados e abençoadores mesmo em meio as mais agudas e desesperantes situações.<br />
Ele é o Melhor e Maior gestor de crises do universo, pois gerenciou com poder e graça a economia da salvação humana, em meio a uma crise criada pelo mau uso da liberdade adâmica. Adão diante do: &lt;b&gt;“obedecer ou não obedecer, eis a maçã”&lt;/b&gt;, escolheu desobedecer a Deus e nele a humanidade se afastou do propósito original do Criador.<br />
Mas, na plenitude dos tempos Javé, por meio da obediência de Jesus Cristo, o segundo Adão, superou a crise relacional entre o divino e o humano, reconciliando consigo mesmo o mundo. E o resultado final da crise gerada por Adão, mas, gestada por Cristo é que: entre Deus e todos aqueles que crêem no Nome do segundo e ultimo Adão, não existem mais crise relacional e mais nenhuma condenação, pois a gestão da graça de Deus manifesta em Cristo Jesus, tornou possivel que a humanidade possa novamente com a Divindade se relacionar, agora não mais na condição de criaturas, mas sim na posição de filhos e filhas, posição que a obediência de Jesus Cristo os elevou. Adão gerou a crise, fazendo decair a humanidade, Jesus Cristo pos fim a Crise, elevando a humanidade, por isto afirma o Apostolo: &lt;b&gt;Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.&lt;/b&gt;<br />
Segundo minha leitura bíblica, crises sempre existiram e sempre existirão, em maiores ou em menores escalas, individuais ou coletivas, nacionais ou internacionais. Inevitavelmente elas se manifestaram em todas as áreas da vida humana. Mas, no controle está Deus, assim como indaga Jeremias: &lt;b&gt;Acaso, não procede do Altissimo tanto o mal como o bem?&lt;/b&gt;, ou seja, ainda que não seja Deus o causador dos males que nos atingem, Ele tem o conhecimento e o controle da situação e quer em meio as crises nos usar como instrumentos abençoados e abençoadores.<br />
Em Cristo, pela fé o Espírito Santo nos faz como “elos” os quais ligados uns aos outros forma o Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor Jesus, contra a qual as portas infernais não prevalecerão jamais. De posse desta poderosa promessa, firmados e fortalecidos na abundante graça que há em Cristo Jesus, diante do cenário de crise que se descortina em 2009, devemos agir a semelhança da Igreja Cristã Primitiva que em meio a uma grande crise de fome uniu forças sendo instrumento de Deus para abençoar a outros &lt;b&gt;(At 11.28, 30).&lt;/b&gt;<br />
A presente crise, para aqueles que acreditam em um Deus Senhor da História, nada mais é do que o Kairos de Javé, momento propício por Ele proporcionado para que, aqueles que Nele crêem tornem manifestos ao mundo Sua graça, por meio da partilha, da acolhida, da solidariedade com os desempregados, anunciando com palavras e atos o Evangelho.</p>
<p>Contudo, não sejamos ufanistas e alienados, pois a crise certamente se abaterá sobre inúmeros de nós cristãos, assim como aconteceu com os cristãos da Judéia, os quais precisaram da ajuda da Igreja em Antioquia. Em tempos de crises, os mais fortes devem ajudar os mais fracos, os países ricos socorrerem os pobres, e é dever da Igreja orar por lideres com responsabilidades mundiais como &lt;b&gt;&lt;i&gt;Barack Hussen Obama.<br />
&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;<br />
A crise mundial promete ser longa, porém, ela não deve ser objeto de temor desesperador para nós cristãos, pois nosso Deus, é um Deus, &lt;b&gt;que faz nascerem as mais belas flores nos mais estéreis dos solos, basta tão somente que movidos por sua graça nos púnhamos a semear a tempo e a fora de tempo, pois o kairos de Deus é hoje.&lt;/b&gt;<br />
Em tempos de crise, a fé nos ajuda e vislumbrarmos as oportunidades de anunciarmos a graça de Deus.<br />
Saíamos a semear firmados sempre nestas inefáveis e infalíveis promessas: “&lt;b&gt;Quem nos separará do amor de Cristo? A (crise) tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.”&lt;/b&gt;<br />
Saíamos semeando e cantando, assim como Habacuque cantou em tempos de crises: &lt;b&gt;“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda). Hc 3.17,19.&lt;/b&gt;<br />
Pr. José do Carmo da Silva.<br />
Igreja Metodista em Fátima do Sul &#8211; MS.</p>
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		<title>Sobre: Caminhadas, Tereré e Pessoas.</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 12:03:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Deus faz que o solitário more em família;&#8221; (Sal 68.6a)

Muitos dos meus artigos e até mesmo sermões, são frutos de conversas que tenho com amigos. Penso que, amigos são pessoas que no cotidiano sempre nos acrescentam algo. Tenho um amigo, o qual é para mim mais que um amigo, é um verdadeiro irmão. Houve um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=118&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8220;Deus faz que o solitário more em família;&#8221; (Sal 68.6a)</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter"></div>
<p><img class="alignnone" title="Roda de Tereré" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:Pxbxu03cFqKU0M:http://www.educarede.org.br/educa/galeria_de_arte/obras/820_30G.jpg" alt="" width="345" height="213" />Muitos dos meus artigos e até mesmo sermões, são frutos de conversas que tenho com amigos. Penso que, amigos são pessoas que no cotidiano sempre nos acrescentam algo. Tenho um amigo, o qual é para mim mais que um amigo, é um verdadeiro irmão. Houve um tempo no qual eu e esse meu amigo de fé e irmão camarada, caminhávamos pela manha. Embora naquele período, mesmo gostando de teologia, não eramos teólogos de fato, contudo, a partir das 6 horas da manha, eu e meu amigo saíamos para aquilo que poderíamos chamar de: &#8220;caminhadas teológicas marginais&#8221;.<br />
Hodiernamente na Faculdade de Teologia, tenho aprendido que teólogos são aqueles que se debruçam sobre questões relacionadas com a fé, e como por meio de sua fé, pessoas humanas se relacionam com Deus, Pessoa Divina que se revela. Diante de tal definição concluo então que, eu e meu amigo, éramos e ainda somos teólogos marginais. Eramos, pois discutíamos sobre questões relativas à fé, porém não de forma sistematizada, faltando formação acadêmica. Somos, pois para mim ainda resta um ano para a conclusão do Curso Teológico Pastoral, e o Sidney, embora já sentindo a chamada vocacional para o ministério, ainda se prepara para iniciar seus estudos na área teológica.</p>
<p>Como teólogos marginais, em nossas caminhadas matinais, nós dialogávamos sobre diversas coisas relativas à fé, a Igreja e o mundo. Coisas que nos edificavam mutuamente. Nossos assuntos eram ricamente ecléticos, pois falávamos sobre tudo: Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Islamismo e outras religiões. Sobre músicas, poesias e canções.</p>
<p>No campo da fé Cristã, comentávamos sobre os gigantes da antiguidade: &lt;i&gt;Santo Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley&lt;/i&gt;. Discutíamos sobre o legado destes homens, verdadeiros faróis, que acesos no passado, ainda no presente refletem as luzes que receberam do Senhor, podendo guiar a Igreja Reformada, mas sempre reformanda.</p>
<p><span id="more-118"></span></p>
<p>Sobre luzes da atualidade, falávamos sobre os bons livros e pregações de nossos referencias no campo teológico contemporâneo, faróis como: Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Elienai Cabral Junior, Caio Fábio, Neil Barreto e Leonardo Boff.</p>
<p>Entre às certezas e certas incertezas da fé, nós analisávamos nossa caminhada cristã, e muitas vezes assemelhávamo-nos aos discípulos no caminho de Emaús, porém tínhamos a clara certeza que Cristo caminhava conosco. Não que Cristo precisasse também perder peso como nós, mas conosco seguia para dar o leve peso de sua graça a nossas caminhadas e inspirações a nossas prosas. Eu, de minha parte confesso que muitas vezes naquelas saudosas e saudáveis caminhadas, a graça de Deus fluente no bate-papo cotidiano com o Sidney me fazia arder o coração.</p>
<p>O tempo passou e por questões profissionais, deixamos as caminhadas matinais, mas não perdemos a comunhão, pois, às vezes nos encontramos, e os assuntos ainda são os mesmos, continuando mutua e igualmente edificantes. Agora enriquecido pela presença de outro amigo, o Edson, o qual eu costumo chamar de: “Edson o Pensador”. Edson é um cara muito inteligente, amante da livre filosofia, fã incondicional do cantor Raul Santos Seixas, e da trilogia Matrix. O Pensador, não se define como cristão, mas como simpatizante, ele participa e enriquece nossos bate-papos, mesmo quando questiona alguns erros da Igreja Medieval e a falta de ética de alguns cristãos hodiernos.<br />
<img class="alignnone" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:CXYC8_4f1j4ipM:http://www.educarede.org.br/educa/galeria_de_arte/obras/820_84G.jpeg" alt="" width="240" height="178" />Nossas conferências tererélogicas acontecem na casa do Sidney, sempre ao acaso, nunca com hora marcada, mas sempre marcado por um bom &#8220;Tereré&#8221;, que as filhas deles são PHDs em preparar. O &#8220;Tereré&#8221; é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, porém gelada. Ela é saborosa, porém todos que a apreciam, sabem que Tereré, só é bom quando dois ou três estão reunidos, pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que dá melhor sabor ao Tereré são pessoas. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo com uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.<br />
Penso que Jesus e os discípulos tomavam Tereré. Imaginemos a cena, voltemos a dois mil anos no tempo, onde depois de terem realizados muitas curas e libertações, tomados pelo cansaço, de pé a beira do mar da Galiléia, um dos discípulos disse a Jesus: Mestre, que calor escaldante, faça alguma coisa ou vamos todos perecer!</p>
<p>Jesus disse: &#8211; Também tenho sede. O que querem que eu vos faça?</p>
<p>Bartolomeu sugeriu: &#8211; Que tal um Tereré?</p>
<p>Jesus pergunta: &#8211; O que tens?</p>
<p>Filipe responde: &#8211; Uma cuia feita com um pedaço de shofar, mas de onde virá a erva e a bomba?</p>
<p>Jesus, fitando Filipe nos olhos diz: &#8211; Tudo é possível ao que crê.</p>
<p>Tadeu interveio: &#8211; Para Deus, não existe nada impossível, pois pode trazer à existência as coisas que não existem.</p>
<p>João o discípulo amado acrescenta: &#8211; Falta também água gelada, pois a água do mar esta quente.</p>
<p>Jesus curvando-se a margem do mar, recolhe um pouco da água em seu odre, e pondo-se de pé, elevando-o aos céus faz uma oração.</p>
<p>Tiago pergunta: &#8211; O que ele esta fazendo?</p>
<p>André responde: &#8211; Parece que vai transformar a água quente em água gelada.</p>
<p>Tomé diz: &#8211; Se eu não pegar essa cuia nas mãos, e não puser o dedo num pouquinho desta água pra ver se está gelada mesmo, de modo nenhum acreditarei.</p>
<p>Mateus pergunta a Tomé: &#8211; Qual é mais difícil, transformar água em vinho, como ele fez lá no casamento, ou fazer que água quente se torne gelada?</p>
<p>Simão o Zelote afirmou: &#8211; Como não poderia ele, fazer esse prodígio, uma vez que multiplicou até pães e peixes? Para o Mestre nada é impossível.</p>
<p>Jesus mandando que os discípulos se assentassem sobre a relva, após ter dado graças, pegou o odre e a bomba, dando a seus discípulos disse: &#8211; Aquele que quiser ser o maior entre vós seja aquele que sirva.</p>
<p>Como Pedro queria ser o maior, acabou sobrando para ele servir o Tereré. Judas Iscariote, que nunca tinha tomado Tereré, tomando e gostando disse admirado: &#8211; Que bebida gostosa! Poderia vender por um bom preço, e dar o dinheiro aos pobres. E, ali, naqueles momentos de comunhão, Jesus ensinava aos discípulos, pois uma roda de Tereré é uma roda de partilha.</p>
<p>Voltemos agora a nossa época, onde duas semanas atrás, estava com o Sidney , &#8220;tererélogando&#8221; sobre outro amigo, o qual estava passando por crises. Este amigo, apesar de muitos adjetivos positivos, possui também uma imensa dificuldade em se relacionar, e devido a isto quase sempre esta rompendo a amizade com alguém. Em meio a nosso bate-papo, o Sidney disse: &#8211; Nosso amigo, precisa valorizar as pessoas que o cercam, mais que os bens materiais que possui. E completou com esta frase: “- Pessoas sim são importantes, nada mais o são”. Na hora eu disse a ele: &#8211; Hombre de Dios, Isto dá um sermão.</p>
<p>Ponderando sobre a sábia frase de meu amigo, descobri que não existe nada mais importante do que pessoas. E a Bíblia nos mostra isso, desde Genesis até Apocalipse. Na criação vemos que Deus criou todas as coisas e viu que tudo era bom. Mas no sexto dia, após ter criado o homem a sua imagem e semelhança, Ele viu que tudo era muito bom. (Gn 1.31). O que mais me chama atenção em Gênesis, mostrando que realmente o que importa são pessoas, é que Adão estava num lugar paradisíaco, ele dispunha de tudo, estava cercado pela beleza da criação, havia recebido de Deus morada no mais belo jardim já criado. Porém, mesmo em meio a todas as maravilhas ali existentes, mesmo desfrutando da presença de Deus, do contato com divindade, algo faltava para Adão.</p>
<p>Podem me chamar de herege, mas penso que na vida existem momentos que a presença de Deus, nos fortalece, mas não nos basta, pois o homem tem sede e fome do outro, deseja e precisa de alguém que lhe seja igual, e mesmo estando em comunhão com o divino, com o transcendente, precisa e anela pelo humano, por isso pessoas são importantes na comunhão com Deus.<br />
Penso que Adão foi tomado por aquilo que ao ler o capitulo dois de Gênesis, chamo de “solidão no paraíso”. E Deus notou a solidão de Adão, e com amor criou pondo ao lado dele, algo que neste mundo tem a maior importância, criou a mulher, ou seja, criou outra pessoa, estabelecendo ali o relacionamento do humano com o humano. E Adão não mais foi tomado pela síndrome da “solidão no paraíso”, pois agora mantinha comunhão com o divino, mas também se relacionava com o humano, fora dele e semelhante a ele.</p>
<p>A Bíblia Sagrada relata a história de um Deus, que cria e se preocupa com pessoas. E minha leitura bíblica me ensina que: o maior bem que alguém pode possuir é outro alguém. Possuir não como objeto, não como coisa, mas sim como parte integrante de nossas vidas e trajetórias, como o outro que nos completa e acrescenta dando sentido à existência. A vida só vale a pena ser vivida, e só é vida, quando se vive com o outro, pois sem pessoas com quem se relacionar a vida será vazia, sem sentido, sem sabor, poderemos estar cercados de riquezas e todo aparato tecnológico, mas seremos como Adão, solitários, ainda que estejamos no paraíso. A Bíblia diz que Deus faz com que o solitário habite em família: (Salmo 68. 6a).</p>
<p>Somos pessoa somente quando convivemos com pessoas, pois o outro nos completa, nos acrescenta, o outro nos arranca do nosso eu individualista e egoísta é nos transplanta no nós comunitário e altruísta. Pessoas nos tornam gente, no dar e receber da vida, na ofensa e no perdão, no beijo no rosto ou no tapa na face, na alegria do aniversário, ou no choro do velório. Sim, seja nos momentos bons ou maus de nossas vidas, é com pessoas que temos que conviver, e estes momentos, sejam bons ou ruins, só existem por existir o outro. Não existe ganhador sem perdedor. Não há competição sem outro para competir. Alias, já diz o dito comum: “quando um não quer dois não briga.” Olha o outro ai novamente!</p>
<p>Sem o outro para se relacionar, nem que seja para se comparar, julgando-nos melhor ou pior que ele, ou nele se inspirando, indivíduos enlouquecem.</p>
<p>Lembro-me do filme: “O Naufrago” com Ton Hanks, onde ao ficar sozinho isolado numa ilha, para não enlouquecer o personagem interpretado por Ton Hanks criou o “outro” a partir de uma bola de vôlei, a quem chamou de Wilson, ele amou esta pessoa imaginária de forma tão avassaladora a ponto de arriscar a vida e quase morrer por ela. A vida é assim, sem o outro, sem pessoas, nós enlouquecemos.</p>
<p>Deus criou tudo o que existe para o louvor de sua glória, e este louvor lhe é prestado por toda sua criação, mas principalmente pela humanidade e a humanidade compõem-se de pessoas. Deus é Pessoa Espiritual, que entrou na história humana, se fazendo pessoa carnal, é o que nos diz João, no inicio de seu Evangelho: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (Jo1. 14) Penso que ao fazer isto o Verbo Divino, o Cristo Preexistente, valorizou todo gênero humano, valorizou todas as pessoas.</p>
<p>A Bíblia nos mostra que para Deus não existe nada mais importante do que pessoas, tanto que Ele na pessoa de seu filho Jesus Cristo, recusou todas as riquezas do mundo, lhes ofertada por àquele que detesta pessoas: satanás, isso nos mostra Mateus no Cap. 4 de seu Evangelho: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. Todas as investidas do príncipe deste mundo foram no intuito de impedir que Jesus morresse por pessoas, abrindo mão de viver como pessoa dependente do Pai, e agindo como Deus, usando seu poder em beneficio próprio e não de outrem. Jesus de Nazaré recusou tal proposta, pois foi exatamente por causa de pessoas que Ele veio ao mundo, por isto não trocou pessoas por bens materiais, ou pelo poder, pois veio resgatar pessoas, o maior bem que seu Pai já criara. Por valorizar pessoas, em seus dias Jesus de Nazaré confrontou o maior dogma de sua religião judaica: o sábado, declarando a elite religiosa legalista de seu tempo: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado&#8221; (Mc 2.27). Penso que ao fazer isso Jesus o Rabino marginal, quis nos ensinar que, preceitos religiosos, não são mais importantes que pessoas, e sim o que importa são pessoas, pois elas estão no centro da Missão de Deus, sendo tudo o mais periférico.</p>
<p>Estamos vivendo a era da coisificação do ser humano. Nestes tempos, pessoas são tratadas como coisas, meros objetos descartáveis. Os relacionamentos já não possuem solidez como antigamente. As amizades valem a pena somente quando se pode lucrar com elas. Ninguém se prende a ninguém, entre a juventude vivencia-se a época do ficar, ficar sem compromisso, pois neste tempo se é de todos e a todos se pertence, sem, contudo ser um “ser”, mas sendo objeto de experimento, sendo alguém e sem ser de ninguém. Numa noite nas baladas, pode se beijar muiiiitoooo&#8230; E se neste beijar muuuuiiiitooooo&#8230; a libido se ascender a balada poderá se prolongar em uma “camada” de motel, ou numa “bancada” do banco traseiro do carro. E se neste libera geral, onde se assassina a fé e a moral, uma vida for gerada, o &#8220;acidente&#8221; não causará preocupações, pois se pode abortar, afinal em pleno século XXI, ainda se discute se o embrião é pessoa de direito. Mas mesmo que seja considerado pessoa, por ser fruto de uma pós- balada, será: &lt;i&gt;persona non grata,&lt;/i&gt; fruto de um relacionamento impessoal, com pessoa que não se sabe qual. Penso que pessoas estão em extinção, não que estejam acabando literalmente, pois o mundo está caminhando para uma explosão populacional, mas por que estão se despersonalizando, individuos existem sem ser pessoas, ou sem se relacionarem com e como pessoas. Os relacionamentos estão cada vez mais on-line, impessoais e despersonalizados.</p>
<p>Assim caminha a humanidade, desumanizando-se, se despersonalizando, num processo autodestrutivo de coisificação, onde mulheres se expõem tal qual carne no açougue, com o propósito de vender cervejas, ou dar lucros para pagodeiros e funkeiros. Mulheres que parecem rasgar a bandeira por igualdade e dignidade, levantada na chamada “revolução feminista”, que justamente defendia ser a mulher pessoa de direitos, digna de viver e ser vista não como objetos de consumo abaixo e a serviço do homem.<br />
Apesar de toda a luta travada, e conquistas obtidas pelas mulheres nos mais variados campos da sociedade moderna, ainda hoje na telinha ou nos palcos, existem aquelas se apresentam numa verdadeira salada de frutas, formada por mulheres que entre ser pessoas e frutas, optaram por serem melancias, moranguinhos e etc.</p>
<p>Existindo ainda as que preferem ser chamadas de “cachorras”, o que não se é de estranhar, pois se a coisa está ruim para pessoas, torna-se normal algumas desejarem ter uma vida de certos cachorros, num país onde existem socialites que fazem suntuosas festas comemorando o aniversário de seus puldols, com muita comida e bebida para cães e humanos da alta sociedade.<br />
Para entrar nestas festas, basta ter grana e ser &#8220;cãovidado&#8221;, se for pobre e não tiver &#8220;cãovite&#8221; fica de fora. Tais festas, embora sejam feitas com a grana da minoria de menos de 1% que detêm mais de 50% da riqueza deste país, demonstra a desigualdade social e falta de valorização da pessoa humana. Tais festas são ultrajantes, pois gasta-se dinheiro exageradamente com animais, enquanto milhares de crianças perambulam pelas ruas, dormindo nas calçadas, e se alimentando de sobras. Não pensem que não gosto de animais, pois tenho quatro, três cães e um gato, contudo penso que, festejar suntuosamente aniversários de cães, são caprichos capazes de causar revoltas em pais de famílias, que se desesperam trabalhando de sol a sol, ganhando um salário mínimo, com o qual não conseguem comprar um tênis para seu filho ir à escola, quanto mais fazer &#8211; lhe uma festa de aniversário.</p>
<p>Nesta época louca em que pessoas perdem o valor, e que certas mulheres querem ser frutas, ou cachorras, e muita gente deseja ter uma “vida de cão”, o grande cantor da música popular brasileira, Eurípedes Waldick Soriano se não tivesse morrido no ultimo dia 04 do 09 vitima de um câncer, certamente iria mudar a letra de seu maior sucesso, onde cantava: “Eu Não Sou Cachorro, Não”, para: “Eu Sou Cachorro, Sim”.</p>
<p>Em alguns de meus sermões, digo para minha comunidade, que o cristão não pode relacionar-se com o Divino, sem caminhar e valorizar o humano. Tanto que Jesus declarou em Mc 12.30, 31: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. Paulo igualmente aos Gálatas declara: Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Gl 05.14).<br />
Não existe relacionamento com a Pessoa Divina, sem relacionamento com pessoas humanas. A ponto de João enfaticamente dizer: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão”. (1Jo 4, 20,21). Como vimos, até para vivermos a fé e demonstrarmos comunhão e amor a Deus, precisamos do outro, precisamos de pessoas, por isso se pessoas não são importantes, nada mais o é. Tão logo entendemos que não poderá ir para o céu, morar com Deus, quem se nega a caminhar com pessoas aqui na terra.</p>
<p>Enfatizo sempre mostrando para uma cruz vazada, existente de trás do altar de minha igreja, que: a haste na vertical é o individuo e Deus, a haste na horizontal: o individuo e o próximo. As duas hastes unidas formam uma única peça, simbolizando a comunhão com o Divino entrelaçada com o humano, unindo vida de comunhão com Deus, que passa pela comunhão com o próximo. A ausência de qualquer uma destas hastes configura-se em qualquer outra coisa, menos cristianismo prático. Não podendo também ser classificado como metodismo, uma vez que Wesley afirmava que a fé cristã genuína se vive no convívio com o outro, em meio a pessoas, pois: “o cristianismo é essencialmente uma religião social, e torná-lo em religião solitária é destruí-lo”. A religião cristã deve religar as pessoas a Deus, unindo-as entre si, levando-as ao cuidado mutuo, entre amigos e familiares, a falta disso segundo Paulo é apostasia: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” (1Tm 5.8)</p>
<p>Não existe investimento maior do que o investimento feito em pessoas. Tanto que na economia da salvação Deus não poupou nada, e investiu um preço tão alto, que não se pode calcular. Gosto da passagem em Ap 5.9 a 11 na (NTLH) Nova Tradução da Linguagem de Hoje, pois deixa bem claro que um preço de sangue foi pago por Deus, o qual se fez Pessoa plenamente humana, esvaziando-se de sua majestade, vivendo e morrendo como, e em favor de pessoas. “Tu és digno de pegar o livro e de quebrar os selos. Pois foste morto na cruz e, por meio da tua morte, compraste para Deus &lt;b&gt;pessoas&lt;/b&gt; de todas as tribos, línguas, nações e raças. Tu fizeste com que essas &lt;b&gt;pessoas&lt;/b&gt; fossem um reino de sacerdotes que servem ao nosso Deus; e elas governarão o mundo inteiro.</p>
<p>Você, pessoa que leu esta mensagem, saiba que você é importante, pois eu a escrevi para você, e minha oração é para que Deus permaneça a abençoar sua vida. Desejo que seja sempre uma pessoa feliz, vivendo plenamente sua humanidade, fortalecendo-se na graça que há em Cristo Jesus. E mesmo que o mundo tente coisificar-te, tentando convencê-la do contrario, creia que mesmo com todos os seus erros e defeitos, que te faz pessoa humana, você é um ser, você é alguém muito importante para Deus e para as pessoas que convivem com você. E, sem medo de ser acusado de antropocentrismo, concluo dizendo que: o mundo e tudo nele existente, Deus criou para você, para mim, para nós pessoas humanas, criadas à imagem e semelhança Dele. Por isto, ame a si mesmo como pessoa humana, e ame as pessoas como se não houvesse amanha, pois nossos amanhãs só se tornam relevantes quando neles existem pessoas.</p>
<p>Pr. José do Egito.<br />
Igreja Metodista em Fátima do Sul – MS.</p>
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		<title>&#8220;O Créu e a água que entrou na arca!&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 14:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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Certa vez, fui pregar em uma Igreja Metodista, na cidade de Nova Andradina &#8211; MS, e após a pregação, fui com o pastor ao centro da cidade comer algo. Assentados a mesa, conversávamos sobre a mensagem pregada naquela noite, cujo tema fora: santidade, baseando-se no texto abaixo:
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<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;"><a href="http://www.mucheroni.hpg.com.br/religiao/96/arqueologia/noe3.jpg"><img class="aligncenter" title="http://www.mucheroni.hpg.com.br/religiao/96/arqueologia/noe3.jpg" src="http://www.mucheroni.hpg.com.br/religiao/96/arqueologia/noe3.jpg" alt="" width="550" height="368" /></a>Certa vez, fui pregar em uma Igreja Metodista, na cidade de Nova Andradina &#8211; MS, e após a pregação, fui com o pastor ao centro da cidade comer algo. Assentados a mesa, conversávamos sobre a mensagem pregada naquela noite, cujo tema fora: santidade, baseando-se no texto abaixo:</p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:&quot;">&#8220;Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.&#8221; (Rm 12. 1,2)</span></p>
<p>Comentávamos sobre os modismos, e de como muitas coisas estranhas estavam penetrando no meio evangélico brasileiro. Falávamos de que a Igreja recebeu o chamado para influenciar o mundo, porém o que estava ocorrendo em alguns casos era o oposto: a Igreja estava sendo influenciada pelo mundo. Em determinado ponto do nosso nostálgico rememorar cristão, o Reverendo Getro da Silva Camargo, pastor metodista em Nova Andradina, e Superintendente Distrital do Estado de MS, relembrando sua juventude, expressou-se com a seguinte frase: com o passar do tempo, &#8220;a água entrou na arca!&#8221;. Isso fez, aludindo a Igreja como uma &#8220;arca&#8221;, e a &#8220;água&#8221; como os modismos. A reflexão a seguir, nasce do rememorar desse bate-papo, tendo como base a expressão: &#8220;A água entrou na arca!&#8221;<br />
<!--[if !supportLineBreakNewLine]--><span id="more-111"></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;">Certa vez, fui pregar em uma Igreja Metodista, na cidade de Nova Andradina &#8211; MS, e após a pregação, fui com o pastor ao centro da cidade comer algo. Assentados a mesa, conversávamos sobre a mensagem pregada naquela noite, cujo tema fora: santidade, baseando-se no texto abaixo:</p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:red;">&#8220;Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.&#8221; (Rm 12. 1,2)</span></p>
<p>Comentávamos sobre os modismos, e de como muitas coisas estranhas estavam penetrando no meio evangélico brasileiro. Falávamos de que a Igreja recebeu o chamado para influenciar o mundo, porém o que estava ocorrendo em alguns casos era o oposto: a Igreja estava sendo influenciada pelo mundo. Em determinado ponto do nosso nostálgico rememorar cristão, o Reverendo Getro da Silva Camargo, pastor metodista em Nova Andradina, e Superintendente Distrital do Estado de MS, relembrando sua juventude, expressou-se com a seguinte frase: com o passar do tempo, &#8220;a água entrou na arca!&#8221;. Isso fez, aludindo a Igreja como uma &#8220;arca&#8221;, e a &#8220;água&#8221; como os modismos. A reflexão a seguir, nasce do rememorar desse bate-papo, tendo como base a expressão: &#8220;A água entrou na arca!&#8221;</p>
<p>.Aviso logo a quem ler este artigo, que não partilho das atitudes legalistas, “escapistas” e isolacionistas de muitos cristãos , que consideram tudo fora da grei evangélica, como sendo demoníaco, e por isso pecado. Creio que existem muitas coisas no mundo das artes, sem o rotulo evangélico gospel, ou o “imprimatur” Católico Romano, as quais Deus na sua soberania, pode usar para louvor de sua glória. Creio que apesar de suas imperfeições, os não convertidos a Jesus Cristo, podem criar boas coisas na área das sete artes, a saber: na Música, na Dança, na Pintura, na Escultura, na Literatura, no Teatro e no Cinema, das quais nós cristãos podemos dispor sem prejuízo para nossa fé e testemunho ao mundo. Contudo, penso que existem coisas ocorrendo em setores da Igreja Cristã, que extrapolam os limites do bom senso, e mesmo da racionalidade, chegando às raias do ridículo e da falta de discernimento. Dentre as artes acima citadas, meu enfoque é a música, pois dentre as artes, ela é a que mais tem influenciado a Igreja, principalmente a Evangélica. A Igreja é chamada a influenciar o mundo, porém o que vemos em alguns casos é o oposto: a Igreja sendo influenciada pelo mundo, passando cada vez mais longe do conselho de Paulo aos Romanos. Atualmente muitos cristãos, não só estão se conformando, mas também moldando-se ao que tem de pior no presente século, deixando de renovar suas mentes, ocupando-a com o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, possuindo virtude e algum louvor, devendo portanto ocupar seus pensamentos.</p>
<p>Quando se pensa que se viu e se ouviu de tudo na mídia brasileira, logo se é surpreendido por mais uma novidade no campo da música, e que se torna o Top Hits do momento. Aliás, em matéria de música, no Brasil já faz um bom tempo que a coisa vai de mal a pior, isso tanto no secular como no meio gospel, sendo este ultimo seguimento influenciado pelo primeiro.</p>
<p>Penso que tudo descambou mesmo, foi na década de 90, com as músicas do grupo “Mamonas assassinas”, cujos integrantes tragicamente morreram num acidente de avião na Serra da Cantareira, em São Paulo, quando voltavam de um show em março de 1996. No cenário da música nacional, muitos grupos de pagode como o: “Gera Samba” faziam um sucesso estrondoso, sempre com musicas, letras e danças de forte apelo sensual. Nos programas de televisão, ritmos dançados na “boca da garrafa” por mulheres seminuas, eram cantados na boca do povão. No embalo, velhos, jovens e até mesmo crianças, vestidas como as dançarinas do “Tchan” arriscavam um requebrado.</p>
<p>No meio Evangélico, no calor do movimento batalha espiritual, enquanto muitos crentes oravam tentando segurar e amarrar o diabo, o Gera Samba, com toda força da mídia, fazia shows por todo o Brasil, mandando: segurar e amarrar o “Tchan”, com coreografias que liberava a libido sexual de muitos dos que assistiam ao vivo, ou pela telinha. Mas o tempo passou, e muitos se perguntam: cadê o Tchan? O Tchan passou, assim como tudo passa, e hoje, uma de sua mais conhecida dançarina: Carla Perez se declara evangélica. Contudo, o novo milênio chegou.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E como um furacão, 2000, entrou ao som de um rugido vindo do “Bonde do Tigrão”. Funqueiros/as entraram em cena para mostrar que era chegada a hora e a vez do “batidão” no ritmo Funk. Com muita batida rítmica, letra pobre, e dançarinas seminuas, o Funk, explode, nas paradas de sucesso. O sucesso do Bonde do Tigrão é tanto, que ganha até um cover Gospel, por nome de “Bonde do Ungidão”, que inspiradíssimo cantava: “Quer mudar, quer mudar, Ungidão vai te ensinar, Eu vou passar óleo na mão Vou sim meu irmão Vou ungi você varão”… Enquanto a juventude não evangélica tentava preencher seu vazio existencial ao som de “Baba baby, baby, baba, baba” da cantora Kelly Key, no meio gospel ao som do batidão Funk, Kelly Krente, tenta igualmente preencher o vazio espiritual de muitos jovens evangélicos, e atrair outros não evangélicos.</p>
<p>No meio secular ainda iria piorar, pois eis que nas pradarias, surge uma galopante “Lacraia” montada na sua “Égüinha pocotó”. Depois de muito pocotó, pocotó, a “Lacraia” montou em sua “egüinha” e partiram para o pasto do esquecimento. Já não se escutava o torturante “poçotó, pocotó, pocotó”, mas, sim um igualmente irritante: ‘”Piririn, Piririn, Piririn, alguém ligou pra mim”. O som do “Piririm, Piririm, Piririm” era só para anunciar que “tapinha não dói”. Mas, segundo, noticias veiculadas no Jornal eletrônico: Ultimo Segundo no dia 20/03, o Hit doeu nos ouvidos, mexendo com o brio de algumas mulheres, da ONG Themis, que se sentindo ofendidas, entraram com uma ação na justiça, e obtiveram ganho de causa contra a música “Tapinha não dói”. A atitude da ONG doeu no bolso da empresa Furacão 2000 Produções Artísticas, que promete recorrer da decisão judicial, para não ter que desembolsar 500 mil reais. Agora diante do hit do momento, tais mulheres terão que lutar também, para provar que: embora algumas gostem de ser chamadas e vistas assim, nem todas as mulheres, se reduzem a mulher jaca, moraguinho, muito menos mulher melancia.</p>
<p>Talvez você esteja se perguntando o que isso tem a ver com a Igreja? Respondo-lhe, que não teria nada, se a igreja, ou seguimentos dela, não estivessem sendo influenciado por tais situações do meio secular. Um dia destes fiquei surpreso, ao passar por um grupo de Jovens que ouviam música em um aparelho de som portátil. Notei que as meninas estavam dançando, e pela batida da música e o jeito que elas dançavam, percebi que era Funk. Até ai nenhuma novidade, pois o Funk atualmente lidera as paradas de sucesso, tendo saído das favelas e penetrado nas boates da classe média.</p>
<p>E, o Top Hit do momento do batidão Funk, é a “Dança do Créu”. Aliás, parecia ser a dança do Creu que os jovens ouviam, mas, ao prestar atenção na letra da música, vi que não era o insólito “Créu”, mas algo ainda pior! Uma versão Gospel intitulada: “Dança do Céu”, e os ouvintes e dançarinos eram jovens Evangélicos! Refeito do susto fui para casa, e resolvi procurar na Internet algo sobre o assunto. Não demorou muito, me deparei com um vídeo da música na versão gospel, a qual vem fazendo grande sucesso em alguns encontros evangélicos, tendo sido um dos vídeos mais acessados do You-Tube.</p>
<p>A conclusão que cheguei, é que muitos no meio gospel brasileiro, estão aumentando o furo por onde a “água tem entrado na igreja”, pois cada vez mais, já não se escreve músicas, por meio da inspiração do Alto, com base em uma reflexão teológica, fruto de uma vida de reverencia com e diante de Deus, e com intenção de louvá-lo. Pelo contrário, muitas são escritas as pressas, parodiando os Hits do momento, da música secular, com intenção de obter lucro explorando o filão composto por trinta milhões ou mais de evangélicos. Alguém pode argumentar, mas e Hino Castelo Forte, de Lutero que foi baseado em uma música secular de seu tempo? Bom o ritmo pode até ter sido, mas penso que Castelo Forte se aproxima mais do salmo 46, e que naquela época, como até décadas atrás, mesmo no meio secular existia boas músicas, as quais infelizmente hoje estão cada vez mais raras.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Diante da “Dança do Céu”, versão gospel da insípida “Dança do Créu”, parafraseando a frase que ouvi de meu querido pastor Getro da Silva Camargo, digo que: não é a “água que entrou na arca” (igreja), mas sim o “fogo entrou na arca”, não fogo do Espírito Santo, mas sim fogo estranho! E somente por meio de aquela água prometida por Jesus em Jo 7.38 poderá ser apagado. Que Deus nos guarde, até que passe este vento, trazido por uma banda podre da onda Gospel, e que nos livre de ver uma coreografia da dança do Céu na Igreja.</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva. Igreja Metodista em Fátima do Sul</p>
<p>possuindo virtude e algum louvor, devendo portanto ocupar seus pensamentos.</p>
<p>Quando se pensa que se viu e se ouviu de tudo na mídia brasileira, logo se é surpreendido por mais uma novidade no campo da música, e que se torna o Top Hits do momento. Aliás, em matéria de música, no Brasil já faz um bom tempo que a coisa vai de mal a pior, isso tanto no secular como no meio gospel, sendo este ultimo seguimento influenciado pelo primeiro.</p>
<p>Penso que tudo descambou mesmo, foi na década de 90, com as músicas do grupo “Mamonas assassinas”, cujos integrantes tragicamente morreram num acidente de avião na Serra da Cantareira, em São Paulo, quando voltavam de um show em março de 1996. No cenário da música nacional, muitos grupos de pagode como o: “Gera Samba” faziam um sucesso estrondoso, sempre com musicas, letras e danças de forte apelo sensual. Nos programas de televisão, ritmos dançados na “boca da garrafa” por mulheres seminuas, eram cantados na boca do povão. No embalo, velhos, jovens e até mesmo crianças, vestidas como as dançarinas do “Tchan” arriscavam um requebrado.</p>
<p>No meio Evangélico, no calor do movimento batalha espiritual, enquanto muitos crentes oravam tentando segurar e amarrar o diabo, o Gera Samba, com toda força da mídia, fazia shows por todo o Brasil, mandando: segurar e amarrar o “Tchan”, com coreografias que liberava a libido sexual de muitos dos que assistiam ao vivo, ou pela telinha. Mas o tempo passou, e muitos se perguntam: cadê o Tchan? O Tchan passou, assim como tudo passa, e hoje, uma de sua mais conhecida dançarina: Carla Perez se declara evangélica. Contudo, o novo milênio chegou.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E como um furacão, 2000, entrou ao som de um rugido vindo do “Bonde do Tigrão”. Funqueiros/as entraram em cena para mostrar que era chegada a hora e a vez do “batidão” no ritmo Funk. Com muita batida rítmica, letra pobre, e dançarinas seminuas, o Funk, explode, nas paradas de sucesso. O sucesso do Bonde do Tigrão é tanto, que ganha até um cover Gospel, por nome de “Bonde do Ungidão”, que inspiradíssimo cantava: “Quer mudar, quer mudar, Ungidão vai te ensinar, Eu vou passar óleo na mão Vou sim meu irmão Vou ungi você varão”… Enquanto a juventude não evangélica tentava preencher seu vazio existencial ao som de “Baba baby, baby, baba, baba” da cantora Kelly Key, no meio gospel ao som do batidão Funk, Kelly Krente, tenta igualmente preencher o vazio espiritual de muitos jovens evangélicos, e atrair outros não evangélicos.</p>
<p>No meio secular ainda iria piorar, pois eis que nas pradarias, surge uma galopante “Lacraia” montada na sua “Égüinha pocotó”. Depois de muito pocotó, pocotó, a “Lacraia” montou em sua “egüinha” e partiram para o pasto do esquecimento. Já não se escutava o torturante “poçotó, pocotó, pocotó”, mas, sim um igualmente irritante: ‘”Piririn, Piririn, Piririn, alguém ligou pra mim”. O som do “Piririm, Piririm, Piririm” era só para anunciar que “tapinha não dói”. Mas, segundo, noticias veiculadas no Jornal eletrônico: Ultimo Segundo no dia 20/03, o Hit doeu nos ouvidos, mexendo com o brio de algumas mulheres, da ONG Themis, que se sentindo ofendidas, entraram com uma ação na justiça, e obtiveram ganho de causa contra a música “Tapinha não dói”. A atitude da ONG doeu no bolso da empresa Furacão 2000 Produções Artísticas, que promete recorrer da decisão judicial, para não ter que desembolsar 500 mil reais. Agora diante do hit do momento, tais mulheres terão que lutar também, para provar que: embora algumas gostem de ser chamadas e vistas assim, nem todas as mulheres, se reduzem a mulher jaca, moraguinho, muito menos mulher melancia.</p>
<p>Talvez você esteja se perguntando o que isso tem a ver com a Igreja? Respondo-lhe, que não teria nada, se a igreja, ou seguimentos dela, não estivessem sendo influenciado por tais situações do meio secular. Um dia destes fiquei surpreso, ao passar por um grupo de Jovens que ouviam música em um aparelho de som portátil. Notei que as meninas estavam dançando, e pela batida da música e o jeito que elas dançavam, percebi que era Funk. Até ai nenhuma novidade, pois o Funk atualmente lidera as paradas de sucesso, tendo saído das favelas e penetrado nas boates da classe média.</p>
<p>E, o Top Hit do momento do batidão Funk, é a “Dança do Créu”. Aliás, parecia ser a dança do Creu que os jovens ouviam, mas, ao prestar atenção na letra da música, vi que não era o insólito “Créu”, mas algo ainda pior! Uma versão Gospel intitulada: “Dança do Céu”, e os ouvintes e dançarinos eram jovens Evangélicos! Refeito do susto fui para casa, e resolvi procurar na Internet algo sobre o assunto. Não demorou muito, me deparei com um vídeo da música na versão gospel, a qual vem fazendo grande sucesso em alguns encontros evangélicos, tendo sido um dos vídeos mais acessados do You-Tube.</p>
<p>A conclusão que cheguei, é que muitos no meio gospel brasileiro, estão aumentando o furo por onde a “água tem entrado na igreja”, pois cada vez mais, já não se escreve músicas, por meio da inspiração do Alto, com base em uma reflexão teológica, fruto de uma vida de reverencia com e diante de Deus, e com intenção de louvá-lo. Pelo contrário, muitas são escritas as pressas, parodiando os Hits do momento, da música secular, com intenção de obter lucro explorando o filão composto por trinta milhões ou mais de evangélicos. Alguém pode argumentar, mas e Hino Castelo Forte, de Lutero que foi baseado em uma música secular de seu tempo? Bom o ritmo pode até ter sido, mas penso que Castelo Forte se aproxima mais do salmo 46, e que naquela época, como até décadas atrás, mesmo no meio secular existia boas músicas, as quais infelizmente hoje estão cada vez mais raras.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Diante da “Dança do Céu”, versão gospel da insípida “Dança do Créu”, parafraseando a frase que ouvi de meu querido pastor Getro da Silva Camargo, digo que: não é a “água que entrou na arca” (igreja), mas sim o “fogo entrou na arca”, não fogo do Espírito Santo, mas sim fogo estranho! E somente por meio de aquela água prometida por Jesus em Jo 7.38 poderá ser apagado. Que Deus nos guarde, até que passe este vento, trazido por uma banda podre da onda Gospel, e que nos livre de ver uma coreografia da dança do Céu na Igreja.</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva. Igreja Metodista em Fátima do Sul</p>
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		<title>Conhecereis, vivereis e pregareis a Verdade, e  ela por si só, a vós e a outros libertará</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 15:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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O conhecido ex-bruxo tio Chico, hoje pastor Francisco, em seu testemunho costuma contar o suposto pacto que ele teria feito para Xuxa, pacto este que a impediria ter contato sexual com homens. Neste mesmo testemunho pastor Francisco cita o nome da missionária Lanna Holder, ex-lésbica, dizendo que ela teve um caso com a apresentadora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=101&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
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</div>
<p>O conhecido ex-bruxo tio Chico, hoje pastor Francisco, em seu testemunho costuma contar o suposto pacto que ele teria feito para Xuxa, pacto este que a impediria ter contato sexual com homens. Neste mesmo testemunho pastor Francisco cita o nome da missionária Lanna Holder, ex-lésbica, dizendo que ela teve um caso com a apresentadora Xuxa, fato este que Lanna teria contado a ele pessoalmente. Porém, há algum tempo atrás, Lanna Holder publicou uma nota em seu Site Oficial, desmentindo a história de que teria acontecido em seu passado algum envolvimento com a apresentadora Xuxa.</p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;     &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE                           &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--> A reflexão que se segue, nasce com base na matéria acima citada, porém nela não entrarei no mérito da discussão sobre o alegado relacionamento homossexual vivido no passado entre Xuxa e a hoje convertida e Missionária Lanna Holder. Focalizo sim as conseqüências dos falsos testemunhos, que têm surgido ultimamente no meio evangélico nacional. Desejo ater-me as mentiras que algumas vezes têm sido proferidas dos púlpitos por pessoas que se dizem convertidas, e sobre suas funestas implicações para a causa do Reino de Deus. Não conheço o ex-bruxo Tio Chico pessoalmente, embora tenha seu testemunho em CD, assim como do suposto Mano Guina, que também cito neste artigo. Ao escrever não me posiciono a favor deste ou daquele, tampouco como juiz sobre ninguém, coloco-me antes em baixo das Escrituras, que dizem, que devemos denunciar as obras infrutíferas das trevas: e mentiras são trevas, ainda mais quando ditas em nome de Deus e sua Palavra. E, é baseando-se em dois textos da Palavra de Deus a baixo citados que desenvolvo meu pensar.</p>
<p>O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Estes versículos de 1 João 1 de 1 a 3 juntamente com Atos 4.20: “pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”, nos dão base para o testemunho de nossa fé diante de crédulos e incrédulos, relatando o que Deus fez em nossas vidas por meio de um encontro pessoal com Jesus Cristo ressuscitado.<br />
<span id="more-101"></span><br />
Porém, atualmente muitos escândalos têm surgido no meio evangélico, devido a falsos testemunhos. Infelizmente existem pessoas no meio cristão, que parecem acreditar na farsa, de que seja possível pregar a verdade do Evangelho, contando mentiras de suas vidas pregressas, sempre cheias de podridão. A palavra de Deus diz que onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5.20), e com base neste versículo bíblico, de forma distorcida obviamente, criou-se o que aparenta ser uma verdadeira indústria dos testemunhos, onde predomina o marketing do tipo: “quanto pior antes da conversão melhor depois dela”.</p>
<p>Ou seja, indivíduos contam com palavras o quanto eram pervertidos antes, tentando provar o quanto são convertidos agora, convencendo rapidamente a muitos cristãos, que impressionados com o testemunho, escancaram as portas e púlpitos de suas igrejas para recebê-los.</p>
<p>Creio em conversões, do contrário não seria convertido e tampouco pastor e pregador do Evangelho. Intelectual e experimentalmente creio que Jesus liberta de qualquer cadeia do pecado a todos quantos forem a Ele, Nele crendo e Dele aprendendo, e pondo em prática com o auxilio da graça divina seus ensinos . Porém, teorizo que crer é também pensar, portanto penso que, os frutos de uma verdadeira conversão, só se podem provar com o tempo, mostrando-se com a vida. Por mais que as flores sejam bonitas e cheirosas, na vivência da fé cristã, são os frutos que contam, pois flores perdem o perfume, murcham, caindo ao chão às vezes sem sequer ter dado frutos. Já os frutos quando gerados, produzem sementes e outras vidas. Enquanto cristão e pastor penso que, o mundo não mais está interessado em nos ouvir falar subjetivamente do que Jesus fez em nossas vidas, mas sim em ver concretamente em nossas vidas o que Ele fez, e principalmente nos ver fazendo socialmente na vida do próximo, tudo aquilo que Jesus de Nazaré em sua época terrena fez aos seus contemporâneos. Tudo isso só pode ser testemunhado por uma vivência coerente com aquilo que lemos nas Escrituras e pregamos nos púlpitos. O testemunho cristão se torna mais autêntico e impactante, quando muito mais que falado é vivido, em relação a essa exigência e coerência da práxis cristã, aliada ou mesmo superando o discurso, já dizia Agostinho: “Pregue o Evangelho, pregue o Evangelho, se preciso for, use até mesmo palavras”.</p>
<p>Há algo de podre no meio evangélico nacional, e tal podridão se manifesta dentre inúmeras outra formas, também em meio a exageros e até mesmo mentiras que permeiam certos testemunhos de conversões, por este Brasil a fora. Quantos estragos para a Igreja de Cristo, e a causa do evangelho que é o Reino de Deus, não causam tais mentiras? Basta ver o que ocorreu quando há alguns anos, certo individuo que se dizia chamar “Mano Guina”, atraia multidões para as igrejas com seu testemunho, onde dizia ter ressuscitado de entre os mortos, após levar quase trinta tiros, (parece-me que vinte e seis só na caixa peitoral). Entre tantas outras mentiras por ele contadas, dizia ter sido anteriormente componente do nacionalmente conhecido grupo de RAP, “Racionais MCs”, o que fez com que inúmeras igrejas o convidassem para relatar sua conversão. Mano Guina chegou até mesmo a gravar seu testemunho em CDs, obviamente vendendo-os. Testemunhava de Igreja em Igreja, atraindo a muitos, até que começou a entrar em contradições no que dizia de um púlpito para outro, sendo finalmente desmascarado. Posso estar enganado, mas parece-me, que de fato tudo era mentira no testemunho dele.</p>
<p>Aparenta existir uma indústria do testemunho, onde algumas pessoas, (ainda mais quando oriundas ou ligadas ao meio artístico secular), encontram espaço para alardearem suas conversões. Logo se tornam celebridades no meio evangélico cobrando gordos cachês para “compartilharem” seus testemunhos de conversões a Cristo, ficando assim com a agenda mais apertada e rentável do que antes da “conversão”. E para dar maior veracidade ao acontecimento, alguns/mas, recheiam seus testemunhos com mentiras e mais mentiras em torno de fatos espetaculares, carregados de subjetividade. Fatos quase inacreditáveis, mas é exatamente ai que esta o esquema, pois quanto mais inacreditável o relato, mas crédito recebe o novo converso, e mais espaços para novos testemunhos surgirão. Diante dos relatos emocionantes, logo após o culto, ou série de conferências é comum muitos crentes voltarem para suas casas com seu CD, ou DVDs, contendo o testemunho gravado. Tais pessoas no afã de proclamarem o Evangelho, almejando alcançarem seus amigos e familiares, naturalmente lhes repassam os testemunhos gravados. O problema é que, ultimamente vem ocorrendo de o indivíduo descobrir, que aquilo que muitas vezes repartiu, ouviu, e até chorou ao escutar era tudo ou 50% (para não cometer exageros, vou por meio a meio) mentira. Isto ocorre pois, hodiernamente dentre o povo de Deus, ainda há os que muitas vezes padecem por falta de conhecimento, por não buscar o discernimento do que ouvem, deixando se levar pelo emocionalismo, ufanismo e até mesmo fanatismo, a ponto de diante das mentiras contadas no púlpito ainda gritam: “Aleluiaaa, gloriaaaaa a Deus, falaaaaa Deeeus!”.</p>
<p>Fico imaginando o quanto Paulo não teria lucrado, contanto o testemunho de seu arrebatamento ao terceiro céu, penso que o Apóstolo guardou para si o que vivenciou, só relatando 14 anos depois, por não querer que as pessoas o vissem como um grande vulto, tal qual Simão o mágico, que se tivesse vivido tal êxtase, certamente o relataria horas ou dias depois de tal experiência sobrenatural. Obviamente cobrando para contar o testemunho, assim como quis comprar o poder apostólico de impor as mãos e batizar com o Espírito Santo. (At 8.14,25). Paulo demonstrou o poder do Evangelho, com sua vida, em meio a lutas e perseguições, fome, espada nudez. Só quatorze anos depois, provocado pelos coríntios é que relatou seu arrebatamento e visões do transcendente. Basta ler do Capitulo 10 até o 12 de II Coríntios.</p>
<p>É diante destes fatos lamentáveis, como o citado na matéria comentada que eu continuo: “me orgulhando do Evangelho poder de Deus que liberta o homem, mas me envergonhando do testemunho falado e vivido por alguns “evangélicos” que distorcem a Palavra de Deus, transformando-a em fonte de lucro, que lhes locupletam. que Deus tenha misericórdia, daqueles que vivem a caça de testemunhos extraordinários, não lhes bastando, esta verdade bíblica: “A mensagem de Deus está perto de você, nos seus lábios e no seu coração” – isto é, a mensagem de fé que anunciamos. Se você disser com a sua boca: “Jesus é Senhor” e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo. Porque nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos. Porque as Escrituras Sagradas dizem: “Quem crer nele não ficará desiludido.” (Rm 10.8,11).</p>
<p>Aos que dizem: “o que importa é que o Evangelho esta sendo pregado, e mesmo em meio a mentiras existem verdades e muitos se convertem”, digo que isto é incoerência quando se trata de pregar a Palavra de Deus, verdade que liberta do erro e luz que dissipa as trevas do engano, não existe trevas na luz, pois uma anula a outra, para uma entrar a outra tem que sair, basta fazer a experiência ligando a luz de casa, na escuridão da noite. A mentira é trevas, o Evangelho genuíno é luz, não se pode pregar a verdade contando mentiras, ainda mais mentindo em Nome de Deus, o qual não se deixa escarnecer.</p>
<p>Enquanto povo evangélico, penso que precisamos estudar mais e melhor a Bíblia, e ao fazermos isso, vamos nos dar conta de que segundo as Escrituras, não são somente idólatras, homossexuais e adúlteros, os quais morrendo em seus pecados se perderão eternamente, mas veremos que o quadro é bem mais amplo, e dentro dele se encontra entre outros condenados, também os mentirosos: “Mas os covardes, os traidores, os que cometem pecados nojentos, os assassinos, os imorais, os que praticam a feitiçaria, os que adoram ídolos e todos os mentirosos, o lugar dessas pessoas é o lago onde queima o fogo e o enxofre, que é a segunda morte”. Fica no texto supracitado a prova de igual condenação e o alerta, pois ainda existe tempo para uma real conversão, para quem ousa subir num púlpito para contar mentiras em suas pregações ou em seus extraordinários testemunhos. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça, pois mais do que nunca, é preciso ouvir o que o Espírito diz a Igreja, e Ele continua nos falando por meio das Escrituras, verdadeira Revelação de Deus, que desde o Antigo Testamento, já ordenava: “Não dirás falso testemunho contra teu próximo”. (Ex 20.16), Penso que Jesus confirmou isso no Novo Testamento ao dizer: Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. (Mt5.37), o que foi relembrado por Thiago aos cristãos primitivos: antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo. (Tg 5.12b)</p>
<p>Pr. José do Egito</p>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 11:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<title>Saudades do Éden</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 13:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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<!--[if gte mso 9]&gt;  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><a href="http://przedoegito.files.wordpress.com/2008/08/pr-negro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-90" src="http://przedoegito.files.wordpress.com/2008/08/pr-negro.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;">Penso que, de todas as respostas para as crises e dramas existências da humanidade, a religião ainda é a melhor resposta. Assim creio, (e ao crer já estou manifestando-me como ser religioso), pois a meu ver a religião nasce do interior do homem, surgindo como uma resposta, para questões antigas e atuais, as quais a ciência não pode e jamais poderá responder. Questões da alma, questões, que acompanham a humanidade desde o seu estado primevo, e que despertaram nela, o buscar fora de si, àquilo que falta em seu interior, ainda que atualmente ela esteja cercada pela tecnologia e os maiores avanços da biologia, que podem adiar, mas não evitar a morte. </span></p>
<p><span id="more-86"></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;">Penso que existe uma nostalgia inconsciente, a qual se manifesta de forma religiosa, fragmentos de uma saudade inata do colo do Pai. Religião para mim é o rememorar de lembranças embrionárias da humanidade, presas a alma do individuo, que ligada ao cordão umbilical da sua consciência adâmica, sai de si buscando retomar, certo harmonioso bate papo, que no Éden ocorria na viração do dia, sob frondosas árvores frutíferas, no desfrute de uma vida paradisíaca, onde nos primórdios o divino interagia com o humano. <span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;">Penso que, a religião nasceu quando isso se perdeu, e o homem notou que na viração do dia o divino não mais descia não mais bate papo havia. E sentindo se só, vazio, e com saudades do seu Criador, na busca de retomar o diálogo, o homem criou a religião, pois se religião significa religar, ela só pode ter nascido após a separação, a perca da plena comunhão, entre criatura e Criador.<span> </span>Tão logo, penso que religião é um grito inconsciente de uma criatura consciente de que perdeu algo e alguém. Que na noite escura de sua alma geme, enquanto, por meio de seus símbolos sagrados, tenta retomar o contato perdido. Diante de tais símbolos, se prostra, canta, chora e ora, cria rituais, elabora credos, constrói catedrais, escreve poemas, mutila a si mesmo, movida pelo anseio de receber um afago, vindo das mãos Daquele que da matéria barrosa a moldou, com seus dedos delineando sua forma, dando lhe fôlego de vida e capacidade de sonhar. Se religião é sonho, penso que é sonho de voltar para casa, e os símbolos religiosos são setas apontando o caminho. <span> </span><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;">Religião é para mim ópio, mas não ópio que narcotiza o corpo, mas sim que desprende dele a alma, fazendo-a viajar até o paraíso perdido, onde se encontra com o Ser objeto de seu desejo. Neste sentido, a alma aliena-se do corpo, transferindo-se para o transcendente, onde se agasalhando no útero que a gerou, cria forças para renascer, reinventando-se, tendo assim condições de sobreviver no mundo decaído, para onde após encontrar-se com o sagrado precisa voltar, até que o perfeito venha, ainda que seja nos sonhos, nas ilusões ou fantasias seguintes. <span> </span><span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;">Religião para mim é a manifestação simbólica da fé, sem a qual individuo nem sociedade vivem. Podem se viver sem fé no transcendente, no etéreo, porém não se vive sem fé, ainda que seja em si mesmo, pois religião é viver da fé, mesmo que não se saiba ao certo fé em que, ou em quem. <span> </span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:200%;font-family:&quot;"><span> </span>Mesmo que <em>Feuerbach </em>esteja correto, em seu conceito, e<span style="color:red;"> </span>ser religioso seja olhar no espelho, correndo o risco de ter que reconhecer que a religião se baseia no ateísmo, uma vez que do outro lado do espelho, só há o reflexo de quem se olha, reafirmo minha fé, olhando no espelho e mirando a mim mesmo. Afinal, minha religião me diz que sou a imagem e semelhança Daquele que me criou, assim sendo a imagem refletida no espelho, é o “eu” a apontar para “Outro”. A imagem no espelho traz ainda o reflexo da natureza do primeiro Adão, desfigurado pela desobediência, mas não está totalmente deformado, só um pouco distorcido, pela perda da comunhão do Édem, a qual Jesus Cristo o segundo Adão veio restaurar por meio de seu esvaziamento, obediência, morte e ressurreição.</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/przedoegito.wordpress.com/86/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/przedoegito.wordpress.com/86/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=86&subd=przedoegito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Um Deus e multiplos nomes&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 20:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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Penso que a força de um povo para continuar lutando contra a dominação, o preconceito e a discriminação étnica, está ligada a sua fé, por mais que ao outro ela pareça estranha. A fé é elemento que concede ao individuo, e a sociedade, forças subjetivas, para ter e alcançar objetivos. A fé no etéreo, no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&blog=3719744&post=71&subd=przedoegito&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><a href="http://bp2.blogger.com/_jhw7rheNszw/RzrAuQfxk5I/AAAAAAAAAJE/6HUHJLckEnc/s400/Deus-Quintana.jpg"><img class="aligncenter" src="http://bp2.blogger.com/_jhw7rheNszw/RzrAuQfxk5I/AAAAAAAAAJE/6HUHJLckEnc/s400/Deus-Quintana.jpg" alt="" width="400" height="265" /></a></p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Penso que a força de um povo para continuar lutando contra a dominação, o preconceito e a discriminação étnica, está ligada a sua fé, por mais que ao outro ela pareça estranha. A fé é elemento que concede ao individuo, e a sociedade, forças subjetivas, para ter e alcançar objetivos. A fé no etéreo, no transcendente, possibilita, ao homem vencer as vicissitudes do mundo material. Quando os homens perdem a fé, é por que perderam a capacidade de trazer a sua memória, razões que lhes tragam esperanças. E estas razões, muitas das vezes estão na crença de que para além deles e seus duros cotidianos, existem um lugar e alguém maior. A este lugar, alguns povos chamam: “céu”, outros: “seio de Abraão”, outros: “terras sem males”. A este alguém maior, algumas etnias, chamam de Nhandejara, Modimo*, Olorum*, Alá, e outros ainda de Javé.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Pensando isso imaginei a seguinte situação: “Um dia todos os povos do mundo se reuniram para um desafio. Um cristão propôs que, todos os religiosos do mundo, que criam na existência de um deus, se juntassem em uma grande planície e invocassem ao mesmo tempo o nome de sua divindade. O desafio foi aceito, e no dia e hora marcada, em uma grande planície, todas as religiões monoteístas, se reuniram para o grande desafio. Ali estavam além do povo reunido, os sacerdotes de cada religião. O cristão que fez o desafio ditava as regras do jogo. E então gritou: &#8211; todos os sacerdotes venham para o centro. Ao que todos obedeceram. O Cristão falou-lhes: &#8211; Olhem para aquele grande relógio, daqui a cinco minutos, quando forem seis horas em exato, todos a uma só voz deverão gritar o nome de seu deus. A divindade que aparecer primeiro, será o único e verdadeiro deus. Para sabermos quem de nós estava crendo no deus verdadeiro, aquele que o reconhecer como sendo o deus que em seu coração imaginava, deverá correr para ele, e o abraçar. Todos sonoramente gritaram &#8211; amém!</p>
<p class="MsoNormal"><span id="more-71"></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O silencio tomou conta do vale. Era um silencio tal, que podia se ouvir o barulho de uma pluma caindo ao chão. Aqueles cinco minutos pareciam ser os mais longos vividos por cada religioso ali presente. Mas, o tempo foi passando, quatro, três, dois, um, eeeeeee… Foi um grito só, e também uma correria só, pois ao surgir no horizonte uma figura, todos os religiosos correram ao encontro dela, pois viram nela aquilo que imaginavam em seus corações. Inclusive os sacerdotes cristãos. A figura com rosto indizível, de cuja face erradicava luz, abrindo os braços acolheu a muitos dos que correram em seu encontro, porém, nem todos que lhe correram ao encontro puderam a abraçar, pois era Ela maior do que todos, e alguns não conseguiam ficar de pé diante do esplendor de sua glória.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">No Seio da divindade, um cristão, um rabino judeu e um Imam mulçumano, tomados de espanto, olhando entre si perguntaram a uma só voz: &#8211; Mas Senhor, como é que pode ser Tu o meu Deus o Deus deles também? Ao que uma grande voz como de trombeta respondeu:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">- Como podem ser assim tão incoerentes entre o que crêem e aquilo que apregoam? Afinal não disse Eu, e vos mandei pregar que há um só Deus, acaso esperavam ver algum outro deus aqui? Um dos religiosos ainda sem entender continuou perguntando: &#8211; Mas Senhor, como explicar tantas coisas feitas em seu nome, sacrifícios humanos, terrorismo cruzadas, destruição de culturas e civilizações? Nomes estranhos pelos quais te invocavam? Como&#8230; Deus interrompeu &#8211; Vocês não compreenderam nada, nunca desejei ou pedi-vos nada disso. E tem mais, entendam que muito antes de vocês fazerem suas missões, alcançando povos os quais julgavam bárbaros, como testemunhas diante deles, os céus, já proclamavam a minha gloria, e o firmamento anunciava as obras de minhas mãos. Diante disso o cristão indagou, &#8211; Mas Senhor e as Missões, como deveriam ser feitas então? Deus disse: &#8211; Eu mandei-vos anunciar que Eu Sou o Grande Eu Sou, vocês deveriam ter visto que em meio a estas civilizações, eu já estava, deveriam ter percebido entre eles sinais de minha presença, suas tarefas era tão somente construírem pontes para que tais povos pudessem melhor me conhecer e servir.<span> </span>O cristão mais uma vez interrompeu: _ Mas Senhor, é os povos com culturas e costumes estranhos, a ponto de andarem nus, tendo duas ou mais esposas, acreditando que o Senhor, estava em um rio, numa arvore, no fogo?<span> </span>Com voz sempiterna Deus respondeu: _ Eu vos mandei evangelizá-los e não satanizá-los, destruindo a cultura deles… Vossas pretensiosas ciências a meu respeito deveria ter mostrado-lhes, que em toda cultura existe, elementos humanos, divinos e demoníacos. Diante destes elementos, vocês deveriam discernir minha presença e proclamar meu Nome, anunciando e vivendo como luzes, como faróis conduzindo a Mim todos os povos, que tateando em meio a seus sistemas religiosos, perdidos entre elementos sagrados e profanos tentam me encontrar. Repito, não há outro Deus acima nem abaixo de mim, Eu Sou o único Deus, nenhum outro há além de mim, nenhuma criatura pode me resistir, nem mesmo o mais rebelde e decaído dos anjos e todas as suas hostes infernais.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Um dos religiosos ainda insistiu perguntando: &#8211; Mas Senhor, como é que o Senhor estava no meio destes povos? Naquele instante Deus desapareceu. Mas de repente veio uma brisa suave quase que imperceptível, mas que trazia com ela um eco tardio dos nomes que os religiosos gritaram a uma só voz no inicio do desafio, e ecoando por entre as montanhas que cercavam o vale, todos ali ouviram algo assim: amor, esperança, justiça, partilha, igualdade, perdão… O cristão então compreendeu que tais sentimentos, são sinais divinos em meio a qualquer civilização, mesmo que esta não conheça a Deus plenamente, como Ele se revelou na Pessoa de Jesus de Nazaré: o seu Cristo, a maior ponte constituída, construída sobre duas hastes, três pregos, e untada com sangue, formando para os sábios deste mundo apenas uma rude cruz, mas visto pelo prisma da fé cristã, como: único poder e via capaz de ligar céus e terra.</p>
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<p class="MsoNormal">*Modimo. (Deus) Aquele que penetra e permeia todo ser/existência. África Austral. Povo. Sou/Tswana. Fonte. Teologia Africana. Uma introdução. Gabriel M. Setiloane. Editeo.</p>
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<p class="MsoNormal">*Olorum: Deus Supremo, entre os povos Iorubanos, este nome é usado não somente nas religiões não cristãs, mas também entre os evangélicos nigerianos. Da mesma forma que o povo de Deus, ao longo da Bíblia, adotava nomes locais para se referir a Javé, durante toda a história da expansão da Igreja, missionários sábios adotaram nomes locais para se referir ao Único Deus do universo. Isto não é idolatria, apenas tradução com reinterpretação. De outra sorte, todos nós seríamos idolatras, pois empregamos o nome &#8220;Deus&#8221;, que se deriva do termo grego e originalmente pagão, &#8220;theos&#8221;. Olorum, o Deus supremo, nunca foi identificado com a natureza e também não pode ser adorado diretamente pelo não-religioso. Ele é transcendente [...] É interessante que Olorum não pode ser representado através de imagens. Ele é considerado criador, único, imortal, onipotente, onisciente, rei e juiz. [Fonte Revista Ultimato. Ano XXX - nº 245, Março de 1997, p30. Antonio Carlos Barro (Londrina PR) e C. Timóteo Carriker (Campinas, SP) são missiológos]</p>
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