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	<title>Pr. Zé do Egito</title>
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	<description>"Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque são dele a sabedoria e a força". Dn 2.20</description>
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		<title>Mudança por uma razão de viver</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 01:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As vezes, mudança é algo que queremos para outros/a, pois ela nos trará retorno. Quantas esposas não gostariam que seus maridos, mudassem? Que fossem mais carinhosos. Mais presentes no viver delas e dos filhos. Na realidade o que muitas delas desejam, não é uma mudança deles, mas um retorno a maneira que agiam quando namoravam, antes de chegar os filhos, ou quando as crianças eram pequenas. Muitos cônjuges observando a presença ausente um do outro no relacionamento pensam ou dizem: Ele/a já não é o/a mesmo/a com quem me casei. Mudou, tornou frio, vive distante mesmo quando estamos juntos. Eu já não o/a amo, pois não me sinto mais amado/a como no inicio de nosso casamento. Algo mudou dentro de mim. Alguma coisa mudou entre nós. Quantos esposos não queriam que, suas esposas nunca tivessem mudado? Mas desejam que elas voltem a ser aquelas que no passado se perfumavam, se penteavam, trajavam-se com lindos vestidos para recebê-los aos finais de suas jornadas de trabalhos. Não alegava estar com “dor de cabeça” quando ele a procurava para fazer amor, como agora costuma fazer sete noite da semana.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=204&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://memento.home.sapo.pt/goya05.jpg"><img class="alignleft" src="http://memento.home.sapo.pt/goya05.jpg" alt="" width="435" height="653" /></a>Mudar&#8230; Mudar a maneira de ser, de viver, de se relacionar consigo  mesmo/a, com os familiares, com amigos/as ou inimigos/as, com O Sagrado,  ou com o profano, tem sido metas que muitos/as buscam, outros se  recusam, e alguns conseguem alcançar.</p>
<p>Tal atitude de mudar, pode ser uma arte, uma evolução, um ato de  sabedoria, gerador de alegrias e frutifera vida social. Mas pode também  ser, um desastre, uma involução, uma insensatez, motivo para tristeza  pessoal e comunitária, produzindo exclusão ou auto-exclusão. Estas  qualidades antagônicas podem acompanhar ou derivar da vida de quem muda,  pois só há duas possibilidades para aqueles/as que desejam e ousam  mudar: tornar-se melhor, ou pior. E as consequencias acima citadas,  dependerá sempre de qual das duas alternativas supracitadas se escolhe.</p>
<p>Existe também aqueles/as que sabem que precisam mudar, tentam mudar, mas  não conseguem, e por tais razões vivem afundados num mundo de  conflitos, cheio de culpa, ódio, angustia, amargura e solidão. Este  grupo de pessoas precisa de acolhida, amor e ajuda. Há ainda aquelas  pessoas que são imutáveis, ou seja, são sempre da mesma maneira, no ser e  agir, mesmo a despeito de tudo o que lhes ocorrem, do tempo que passa,  das circunstancias da vida, elas continuam as mesmas. São as eternas  seguidoras da &#8220;filosofia de Gabriela&#8221;, personagem da canção de Dorival  Caymmi, a qual se firma e afirma sobre si mesma, dizendo:</p>
<p>Eu nasci assim, eu cresci assim<br />
Eu sou mesmo assim<br />
Vou ser sempre assim<br />
Gabriela, sempre Gabriela</p>
<p><span id="more-204"></span></p>
<p>Assim como Gabriela, existem pessoas que resistem a mudança, se negam a  rever conceitos, mudar de atitude frente a vida mesmo quando estão  erradas. São obstinadas em prosseguir caminhando, ainda que seja para  lugar nenhum ou rumo ao sofrimento, solidão e autodestruição. Mudar é um  ato que, pode ser positivo, ou negativo, dependendo de como a pessoa  foi e de como se tornou depois da mudança. É também um ato que envolve  autoconhecimento, ponderação, decisão coragem, ousadia, atitude e  disciplina. Envolve também a capacidade de recomeçar, após as possíveis  quedas no novo caminho pelo qual se percorre. As pessoas mudam ou se  esforçam para tal, a partir do momento que encontram uma nova razão de  viver. Quando experimentam algo novo, que dá sentido a vida, valendo a  pena romper com velhos paradigmas. Mudar implica em deixar coisas para  trás, abandonar hábitos, posturas, e até mesmo fardos. Muitas pessoas  são orgulhosas por isso resistem a mudanças, não querem abandonar nada,  estranhamente, mesmo que sejam fardos de dor.</p>
<p>As vezes, mudança é algo que queremos para outros/a, pois ela nos trará  retorno. Quantas esposas não gostariam que seus maridos mudassem? Que  fossem mais carinhosos. Mais presentes no viver delas e dos filhos. Na  realidade o que muitas delas desejam, não é uma mudança deles, mas um  retorno a maneira que agiam quando namoravam, antes de chegar os filhos,  ou quando as crianças eram pequenas. Muitos cônjuges observando a  presença ausente um do outro no relacionamento pensam ou dizem: Ele/a já  não é o/a mesmo/a com quem me casei. Mudou, tornou frio, vive distante  mesmo quando estamos juntos. Eu já não o/a amo, pois não me sinto mais  amado/a como no inicio de nosso casamento. Já não há mais razões para  vivermos juntos. Algo mudou dentro de mim. Alguma coisa mudou entre nós.  Quantos esposos não queriam que, suas esposas nunca tivessem mudado?  Mas desejam que elas voltem a ser aquelas que no passado se perfumavam,  se penteavam, trajavam-se lindamente para recebê-los aos finais de suas  jornadas de trabalhos. Não alegavam estar com “dores de cabeças” quando  eles procuravam-nas para se amarem, desfrutando das delicias do prazer  derivado de uma vida sexual plena e abençoada, tal qual diz Cantares de  Salomão. Muitos maridos, sentem saudades das muitas vezes que suas  esposas tomavam a iniciativa, se perfumavam, se vestiam e se despiam  para eles, porém agora durante as sete noites da semana, elas viram para  o lado e dormem, alegando cansaço extremo e enxaqueca.</p>
<p>Muitas pessoas há, que desejam a mudança dos seus entes queridos, já  outros não desejam tal coisa, antes preferem que permaneçam como são. Em  tal caso se encaixa aqueles pais que gostam de controlar os/as filhos,  não permitindo que eles/as cresçam, mudem e façam suas próprias  escolhas. São pais que não percebem que seus rebentos cresceram, e com o  crescimento veio a mudança de pensamento, de atitude, da maneira de  ouvir sem questionar, de demonstrar afeto&#8230; Existem aqueles/as que  pensam que os/as outros/as devem mudar, e não se dão conta de que, quem  necessita de mudanças são elas/es. São pessoas que desejam mudar a  sociedade, sem começar por elas mesmas.</p>
<p>Teorizo que o ser humano é o único ser criado com a capacidade de mudar,  rever conceitos, tomar novos rumos, adquirir novos valores, romper  paradigmas reescrevendo a sua história e influenciando a família e a  sociedade. Obviamente, não me refiro à mudança relacionada à conversão  cristã, pois tal mudança não depende primariamente do individuo, sendo  antes fruto da graça de DEUS, e posteriormente, conseqüência do  fortalecer-se na graça que há em Cristo Jesus.</p>
<p>É muito comum em nossas vidas uma experiência, a qual eu chamo de:  “constatação do permanecer ou não permanecer”. A experiência da  constatação se dá quando duas pessoas amigas, após muitos anos sem  contato algum se reencontram. No reencontro, depois do tradicional  abraço no qual cada um/a demonstra a saudade sentida, habitualmente  desenrola-se um gostoso bate-papo, onde ambos colocam a vida em dia.  Após o reencontro, geralmente verbal ou mentalmente cada um/a dos/as  reencontristas fazem a seguinte constatação: “Tanto tempo se passou, mas  fulano/a permanece o/a mesmo/a!” Ou, fulano/a já não é mais o  mesmo/a.Será que, tal experiência já não foi vivida por você que lê este  post?</p>
<p>Há indivíduos que por circunstancias da vida mudam, e infelizmente para a  pior. Exemplos disso são: O jovem trabalhador e sonhador, aplicado aos  estudos, mas que em determinado momento de sua vida numa &#8220;balada&#8221;,  depois de muito recusar, não mais resistindo a pressão dos &#8220;amigos  descolados&#8221;, e para provar que não era &#8220;quadrado&#8221;, experimentou  entorpecentes e se tornou drogadito. E por conta do vício já não mais  estuda, não mais trabalha, não mais sonha em ser alguém na vida,  sobrevive pela e para as drogas, sendo capaz de morrer ou matar por  elas. Um político outrora honesto, e que se deixou seduzir pela sede de  poder e para tanto se corrompeu, traindo seu eleitorado. Exemplo disso,  também se pode notar em pessoas que eram humildes antes de obterem uma  formação acadêmica, ou de conseguirem um emprego melhor, ou uma  promoção, uma casa, um carro, ou até mesmo uma bicicleta, mas que se  tornaram orgulhosas, arrogantes, mesquinhas, egoístas, influenciadas  pelas novas posições e bens que adquiriram. Diante de acontecimentos e  pessoas assim, é muito comum, a expressão que muitas vezes já saiu de  nossos lábios, ou passeou por nossa mente: “O sucesso subiu a cabeça de  fulano/a”. Sicrano/a depois que alcançou tal posição, está se achando o  “rei da cocada preta!”. Beltrano/a mudou, e infelizmente tornou-se pior!</p>
<p>Também há pessoas que mesmo galgando altos postos na vida, alcançando  destaque na sociedade, prosperando intelectual e financeiramente,  possuem o dom de continuarem as mesmas, cultivando a humildade de  sempre. Vale ressaltar que humildade nada tem a ver com pobreza  material, pois existem pessoas desprovidas de bens matérias, e que são  extremamente orgulhosas. Enquanto que há pessoas abastadas que são  humildes, pois não fizeram dos bens as razões pelas quais vivem.</p>
<p>Existem diversos meios disponiveis à quem almeja mudar aspectos de suas  vidas. Tais meios vão desde, grupos de auto-ajuda, sociedades de apoio  mútuo, tais como o AA &#8211; Alcoólicos Anônimos, irmandades religiosas,  centros de convivências, filosofias de vida, religiões&#8230;</p>
<p>Como cristão, penso que, um encontro com Jesus é o meio mais eficaz  através do qual, as pessoas podem alcançar profundamente a mudança  desejada. Tal mudança é possivel não por conhecer e assimilar os dogmas  da religião cristã, mas sim, através do conhecer a Jesus, sua vida e  obra descritas no Evangelho. O estudo da Pessoa de Jesus de Nazaré e de  sua propósta de vida, possibilita que façamos a mesma constatação do  escritor da Carta aos Hebreus, o qual declara: <strong>“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”</strong> (Hebreus 13:8). Ao constatarmos tal fato, descobrimos também que,  através de um encontro pessoal com Jesus nossas histórias podem mudar.  Assim, como mudou os rumos das vidas de Zaqueu, Madalena, a samaritana,  Bartimeu, a viuva de Nain, os leprosos curados, os discípulos, e  milhares de pessoas que ao longo desses dois milênios tiveram uma  experiência de fé com o Salvador. E souberam transformar tal experiência  em uma caminhada com DEUS e com o próximo. Sim, pessoas de todas as  idades, classes sociais, etnias e gênero, as quais viviam angustaidas,  presas a culpas, ao passado, a vicios de toda sorte, mudaram após  encontraram Nele novos sentidos para suas vidas. A Igreja Cristã, está  repleta de ex-traficantes, ex-prostitutas, ex-praticante do  homossexualismo, ex- toxicômanos&#8230; E a lista segue tão longa quanto as  noites de desespero dos que ainda estão presos a tais cadeias, pessoas  que tateiam no escuro de suas existências em busca de uma VERDADEIRA  RAZÃO DE VIVER.</p>
<p>Quem sabe você que lê este artigo, não é um dos milhares que um dia  encontraram a Jesus e teve sua vida mudada? Pode ser também que, você  que agora lê esta reflexão, neste exato momento esteja se corroendo pela  culpa, remorso, pois se encontra frustrado/a, triste, desanimado/a,  pois sabe que precisa mudar de vida. Você até mesmo tem tentado mudar,  fez propósitos para tal, contudo, novamente caiu, fez aquilo que não  deveria e jurara não mais fazer, e por isto se encontra desesperado, com  pesar na consciência, sentindo-se só e abandonado/a por DEUS. Foram  inumeras as vezes que, até mesmo seu pai, sua mãe, seu cônjuge, seus  amigos, o pastor, te disseram: Você não tem jeito&#8230; Você nunca  mudará&#8230; Você é um pau que nasceu torto e morrerá torto&#8230; E de tanto  ouvir tais afirmações negativas a seu respeito, você se rendeu, se  conformou, até diz na presença de quem te confronta que é feliz assim e  ninguém tem nada a ver com seu estilo de vida. Ri debochadamente na  presença de todos/as os que te interpelam, mas quando se encontra a sós,  chora, sofre, sente raiva de si mesmo e deseja mudar, ser feliz de  verdade, sorrir com sinceridade.</p>
<p>Meu amigo/a, você que, esta vivendo numa vida vazia, cheia de angustia,  medo e solidão, tenho uma BOA NOVA para comunicar-lhe. E, ela se chama  EVANGELHO DA GRAÇA, no qual há esperança para você, que deseja mudar de  vida, independente do estilo de vida destrutivo que esteja vivendo. A  GRAÇA manifesta em CRISTO JESUS é a porta que DEUS abriu para voce que  busca encontrar ou reencontrar a RAZÃO DE VIVER.</p>
<p>O fato de Jesus Cristo não ter mudado, permanecendo o mesmo, assim como  nos assegura o desconhecido escritor da CARTA AOS HEBREUS no Capitulo  13:8, abre as portas para a mudança, para a restauração, para a  esperança, para o levantar depois da queda. Assim como Ele entrou nas  vidas de milhares e milhares de pessoas desde os dias que caminhava  pelas empoeiradas ruas da Galiléia, de Jerusalém, por ter ressuscitado,  através do ESPIRITO SANTO, ainda hoje, ele pode entrar em sua vida, em  sua história, em sua existência e mudar em você e em sua vida aquilo que  precisa ser mudado. Graciosamente Ele cheio de amor e misericórdia para  com sua vida, te diz: <strong>&#8220;Vinde a mim, todos os que estais cansados e  sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e  aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis  descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é  leve.”</strong> Ele te convida a ir a Ele da maneira que você se encontra  neste exato momento. Olhando para você e não para seus atos, amando/a  incondicionalmente ELE te diz: <strong>Filho/a tenho visto, seu lamento, sua  dor, suas quedas, seus fracassos, eu bem sei o que tens vivido, muitas  vezes observo o quanto tens chorado sob o fardo de suas culpas, angustia  e solidão, vinde-a mim, entregue-se a mim, pois sem mim nada podereis  fazer. Caminhe comigo e a mudança se dará no caminhar, se você cair, eu  te levanto. Se não tiveres forças para mover os seus pés, eu o tomarei e  o levarei em meu colo, mas de maneira alguma o abandonarei pelo  caminho. Em seu cotidiano, a despeito de suas imperfeições, suas quedas,  seus passos errados, sendo tais condições suas seguidas pelo desejo de  se levantar e permanecer no caminho, Eu te asseguro que: seguirei  contigo até a consumação dos séculos e pela eternidade sem fim.  Eternidade, na qual, e tão somenta na qual, você será perfeito/a. Tenhas  paciência contigo mesmo, não temas o meu julgamento, pois eu conheço a  sua estrutura, sei que és falho, és um ser em construção, sendo moldado  nas mãos de meu Pai, o Divino Oleiro. Se caistes no caminho, segures em  minhas mãos e se levante, não desista de caminhar, pois não caminhas  sozinho/a, estou contigo, caminho ao seu lado sustentando-o com minha  destra fiel e te fortaleendo com a minha GRAÇA, pois somente ELA te  basta!<br />
</strong><br />
Se você não é uma pessoa cristã e tem sofrido, já buscou a resposta para  seus dilemas em tantos lugares, na bebida, nas drogas, no sexo  desenfreado, já seguiu filosofias, religiões e outras tantas  possibilidades que a vida oferece, mas continua sentindo um vazio em seu  ser, saiba que só Jesus pode mudar sua vida, somente Ele poderá  preencher o seu ser. Ai mesmo onde você está, faça uma oração, chame por  ELE. Aceite o convite da GRAÇA, e encontre uma verdadeira razão para  viver. Você também que já é cristã/o, um/a servo/a, um/a filho/a de  DEUS, mas tem caído, tem pecado, encontra-se afastado do Senhor e  perdeu-se do Caminho, eu te convido a <a title="Minha Razão de Viver" href="http://brasilmetodista.ning.com/profiles/blogs/mudanca-por-uma-razao-de-viver" target="_blank">CLICAR AQUI</a> e meditar na letra da canção executada no vídeo postado no final do post na página para a qual voc~e foi conduzido/a. DEUS neste momento trabalha em sua vida, ajudando/a recuperar sua Razão de viver. Volte para o SENHOR, pois ELE  não desistiu de você.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=204&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 15:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- .Pois é camarada, os tempos mudaram, sabe como é né? Atualmente estas coisas da fé você não precisa entender, basta determinar.Se sacrificardes veras a glória de Deus, pois tudo pode ser obtido com a força da determinação.
Como é veio? Vai ou não vai? É determinar ou largar!! A sacada atual é: ambicione todas as coisas e determine o que for bom... Afinal, você me invocou aqui para conversar ou determinar?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=200&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_QEoJtbXOWg8/SgGrXwSgktI/AAAAAAAABCY/4jK0our46ME/s400/GENIO.jpg"><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_QEoJtbXOWg8/SgGrXwSgktI/AAAAAAAABCY/4jK0our46ME/s400/GENIO.jpg" alt="" width="255" height="345" /></a>Um pastor Metodista mineiro, aqui das bandas de Mato Grosso do Sul,  estava caminhando, quando tropeçou em um livro empoeirado. Ao limpar o  pó, viu que na capa estava escrito: <strong>Bíblia de Prosperidade financeira  e saúde plena.</strong> <strong><em>Manual da Determinação.</em></strong></p>
<p>Curioso, o pastor mineiro abriu a Bíblia no Capitulo 171 do evangelho da  prosperidade e leu a seguinte orientação: <strong>&#8220;determine, determine e  dar-se vós-á. Associai-vos, associai-vos e prosperareis. Exijais,  Exijais e recebereis&#8221;. Sacrificais, sacrificais e vencereis</strong>. O  pastor mineiro achou estranho aquele versículo, tendo a impressão de já  ter lido algo semelhante em algum lugar. Mas mesmo desconfiado resolveu  seguir a parte (a), dizendo: <strong>- Vou ver se esse “trem” funciona mesmo, uai!</strong><br />
<span id="more-200"></span><br />
Então, com a cabêça levantada, barriga pra dentro, peito pra fora, olhos  fechados, com o braço direito soqueando o ar, seguindo literalmente a  primeira parte do versículo, o pastor duplamente brada:</p>
<p><strong>- Eu DETERMINO! Eu DETERMINO!</strong></p>
<p>Após a dupla determinação pastoral, a Bíblia logo se abriu e apareceu um  anjo meio estranho, era pançudão e tinha uma barbicha comprida.</p>
<p>O Pastor mineiro, espantado disse: &#8211; <strong>Mercê di Deus sô! Que TREM* é  esse, UAI*?</strong></p>
<p>O anjo, que era fã de Aladim o Gênio da Disney, se apresentou dizendo: &#8211;  Sou o <strong>Angênio</strong> (Mistura de anjo com gênio): <strong>- O senhor tem  DIREITO de fazer três determinações.</strong></p>
<p>O Pastor empolgado diz: &#8211; <strong>MA QUI BELEEEZZZ*!!!</strong> Hoje meu milagre  vai chegar!!</p>
<p>Angênio olhando para ele, entrega lhe um livretinho.</p>
<p>Pegando o livretinho o mineiro, perguntou:</p>
<p><strong>- Uai, anjim! Que trenzim é esse? É manual de como funciona a Bíblia?</strong></p>
<p>Angênio respondeu:<br />
<strong><br />
- Não. É um carnê de associado. Pagando em dia, você tem direito a três  determinações mensais. Depois só no próximo mês, mediante o pagamento da  próxima via.</strong></p>
<p>O Pastor mineiro diz:</p>
<p>- <strong>Mas eu pensei que era de graça! Onde fica o: <em>de Graça  recebestes, de graça dai</em>?</strong>(Mt 10.8)</p>
<p>Angênio coçando a barbicha argumentou:</p>
<p>- <strong>.Pois é camarada, os tempos mudaram, sabe como é né?</strong> <strong>Atualmente  estas coisas da fé você não precisa entender, basta determinar.Se  sacrificardes veras a glória de Deus, pois tudo pode ser obtido com a  força da determinação.<br />
Como é veio? Vai ou não vai? É determinar ou largar!!</strong> A sacada atual  é: <strong>ambicione todas as coisas e determine o que for bom&#8230; Afinal,  você me invocou aqui para conversar ou determinar?<br />
</strong></p>
<p>O pastor desconfiado retruca: &#8211; <strong>Uai sô, mais cume qui pra ti invocá,  num perciso nadinha disso ai que você disse?</strong></p>
<p>Angênio treplica: &#8211; <strong>É que, pra me invovar não precisa, mas prá  determinar e se apossar das bênçãos precisa.</strong></p>
<p>O Pastor mineiro pensou um cadinho e disse: &#8211; <strong>Bom, deixe essas  coizinha prá lá, vamos aos pedidos.<br />
Primeiro, eu &#8220;peço&#8221; um queijim.</strong></p>
<p>- Olhando para o pastor e coçando a barbicha, e chacoalhando a cabeça em  sinal de reprovação Angênio falou <strong>- Ho my God!! Poupe-me! Poupe-me! É  duro ter que estar ensinando o tempo todo, a essa crentaiada a como se  deve usar a fé</strong>. E falou para o pastor;<br />
- Pera lá veio, pode para! Ta tudo errado Mano!! Vamos esclarecer umas  parada aqui.</p>
<p>1 &#8211; Não é pedir. <strong>É DETERMINAR.</strong></p>
<p>2 &#8211; Você tem que ser mais <strong>especifico</strong>. Afinal, você já parou para  pensar sobre quantos tipos de queijo existem no mundo?</p>
<p>3 &#8211; Você tem que mentalizar o tipo de queijo que queres receber. E então  batendo o pé no chão e soqueando o ar com a mão direita determinar.  Entendeu?</p>
<p>O pastor respondeu: &#8211; Entendi, mas antigamente era só pedir, ou suplica  e&#8230;</p>
<p>Angênio, quase perdendo a pâciencia pensa: &#8211; <strong>Com tanto crente  querendo ser abençoado, eu tinha que topa logo com um mineirinho  desconfiado desses. Já vi que hoje vai ser um dia daqueles.<br />
</strong><br />
Mas, logo diz ao pastor: &#8211; <strong>Reverendo, cá pra nós, não complica, você  não acha que, ao invès de querer entender a benção, não é melhor  receber? Aliás, como eu não sou onisciente e não leio pensamento, então  me digas logo qual tipo de queijo tu queres?<br />
</strong><br />
O pastor mineiro respondeu: <strong>- Queijim de Minas, Uai, di qual mais  podia ser sô?</strong></p>
<p>O Angênio olhando para seu relógio de pulso diz: &#8211; <strong>Vamos nessa então.  Vê se faz direitinho, e me deixa ir, pois está quase na hora de meu  programa de TV prediléto.</strong></p>
<p>O pastor com a proverbial paciência mineira, seguindo direitinho o  ritual repete a primeira determinação. E zás, ao estalar de dedos de  Angênio aparece um autentico Queijo de Minas.</p>
<p>Empolgado o pastor, lambendo os beiços exclama: <strong>- Uai sô, funciona  mesmo!!</strong></p>
<p>Angênio diz &#8211; <strong>Viu só, a determinação não costuma falhar. Mas vamos  com isso, determine a segunda benção.</strong></p>
<p>O Pastor mineiro disse: &#8211; <strong>Outro queijim uai. Pois melhor que um, só  dois queijim.</strong></p>
<p>Angênio obedece e diz:</p>
<p><strong>- Terceira determinação. Mas pense bem, pois é sua ultima  determinação. Você só poderá determinar novamente quando quitar a  próxima via do boleto bancário.</strong></p>
<p>O Pastor mineiro enquanto comia o terceiro pedaço de queijo ponderou: &#8211;  Bom, eu já ando meio cansado, preciso de um evangelista pra me ajudar,  como lá na igreja ninguém se dispõe&#8230; pensou, pensou, coçou a cabeça,  pensou mais um cadim e gritou todo efusivo:</p>
<p>- <strong>Uai é isso mesmo! Quero um Evangelista! Um evangelista com  certificado do serminário, Uai!</strong></p>
<p>O Angênio, estala o dedo e Zás! Surge um evangelista, com certificado de  curso feito no seminário Bispo Scilla Franco em Lins- SP.</p>
<p>O Pastor coloca um dos queijos nas mãos do evangelista, e só com a  metade do primeiro queijo na mão, ruma apressado para a casa pastoral,  pois já era noite.</p>
<p>Dia seguinte, o mineiro pegou a Bíblia de Prosperidade financeira e  saúde plena e determinou que o Angênio aparecesse.</p>
<p><strong>O Angênio sai de dentro da bíblia, com uma bacia cheia de pipóca, e  uma chicára de café esfumaçante nas mãos e diz para o pastor:</strong></p>
<p><strong>- Oh! que surpresa! Você de novo? Sinto muito, más é meu dever  relembrar-lhe que, você só tinha direito a três determinações e já se  esgotaram, a menos que tenha pagado adiantada a próxima nota do boleto  bancário. Você pagou?</strong></p>
<p>O pastor mineiro responde – <strong>Não. Eu estou sem dinherim.</strong></p>
<p>Angênio replicou: <strong>- Como sem dinheiro? A Bíblia de Prosperidade  financeira e saúde plena é infalivel!</strong></p>
<p><strong>Então tu dançou feio véio, pois o problema deve estar em você. Só  existem três explicações possiveis para sua insatisfação.</strong></p>
<p>1- <strong>Ou você não tem fé.</strong></p>
<p>2 &#8211; <strong>Ou está em pecado.</strong></p>
<p>3 &#8211; Ou esta sob maldição divina. Pois tudo é possivel ao que  &#8216;DETERMINA&#8217;. Você não ouviu aquela música do Gilbert Gil que diz assim: <strong>Determinar  com fé eu vou, com fé não costuma falhar, olele! olalá!</strong></p>
<p>Angênio diz: &#8211; <strong>Mas, já que você determinou minha presença diante de  ti, esclareça uma dúvida minha&#8230; Por que da outra vez você determinou  duas vezes que queria queijo e só na ultima determinação exigiu um  evangelista?</strong></p>
<p>Pastor Mineiro: &#8211; <strong>Na realidade eu já sabia que tinha direito somente a  três determinações, e não é para reclamar que te invoquei.</strong></p>
<p>- <strong>UFA! AINDA BEM!</strong>! Disse Angênio aliviado.</p>
<p>- O que você quer então, que vem me incomodar bem na hora que estou  assistindo o <strong>SHOW DA DETERMINAÇÃO?</strong></p>
<p>Meio envergonhado o Pastor mineiro disse:</p>
<p><strong>- Sabe anjim, *causdiquê determinei sua presença diante de mim, é que  depois de passar o dia inteirim pensando, eu resolvi ti propor um  nigucim, bão pra nois dois, uai?</strong></p>
<p>Angênio interveio: <strong>- Que negócio?</strong></p>
<p>O pastor mineiro explicou pacientemente: <strong>- E qui na verdade, na  ultima vez que te invoquei, eu fiquei com vergonha de determinar um  terceiro queijim! E agora queria saber se não tem um jeito de trocar  este evangelista por outro queijim? Pois quando cheguei a minha casa,  dei a ele a incumbência de guardar o queijim, pois eu já estava  sonolento após comer um queijim inteirinho enquanto nois prozeava e no  caminho da casa pastoral, e logo peguei no sono. Quando acordei hoje  pela manha com uma fome danada, descobri que o evangelista que você me  concedeu, quetim, quetim, levantou durante a noite e mexeu no meu  segundo queijim, comendo tudo, num deixando nem um restim pra eu, sô!  Por isso quero ti propor esse negocim, mas, com uma condição.</p>
<p>Angênio perguntou: -</strong> Que condição?</p>
<p>O pastor respondeu: &#8211; Como ele, é um Evangelista com certificado do  seminário Bispo Scilla Franco, só faço a troca se for por dois queijim,  uai!</p>
<p><strong>* Esta é uma obra de ficção qualquer semelhança com teologias  falaciosas, publicações ou programas tele-evangelisticos, ainda que  muito semelhantes, fica a critério do leitor interpretar se terá sido  mera coincidência. Deixo aqui meu abraço, respeito, carinho e  intercessão por todo o povo mineiro, principalmente aos/as pastores/as,  evangistas e leigos/as metodistas mineiros/as que vivem em Minas Gerais  ou espalhados por este imenso Brasil e mundo a fora, participando da  Missão de DEUS em salvar o mundo.</strong></p>
<p>Glossário.</p>
<p><strong>1 &#8211; * TREM</strong> : Palavra que nada tem a ver com transporte e que quer  dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns  trem. Vamo lá tomar uns trem?<br />
<strong>2 -<br />
*UAI</strong> : O correspondente ao UÉ dos paulista: Uai é uai, uai!<br />
3 &#8211; <strong>*MA QUI BELEEEZZZ!!</strong>!. : Expressão que exprime aprovação;  quando gostou de alguma coisa.</p>
<p>4 &#8211; <strong>*causdiquê</strong> : por causa de quê</p>
<p>Se quiser ficar por dentro do autêntico <strong>mineres</strong>, acesse o  Dicionário do Mineiro em: <a href="http://brasilmetodista.ning.com/group/sorindodebemcomavidapoisagracanosfazachargraca/forum/topic/new?target=http%3A%2F%2Fbrasilmetodista.ning.com%2Fgroup%2Fsorindodebemcomavidapoisagracanosfazachargraca">Sorrindo  de bem com a Vida. Crer e não ter a vergonha de ser feliz.<br />
</a></p>
<p>Autoria. Pastor Zé do Egito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=200&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O pouso do Espírito sobre os buscadores encontrados por Deus. Um relato vivencial</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 15:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[BlogBlogs.Com.Br]]></category>
		<category><![CDATA[ministério pastoral]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A religião de meu pai era sincrética, misturando o catolicismo e religiões afro. Ele foi batizado e casado no catolicismo, mas não freqüentava as missas. Vivia sua fé, como católico nominal, sem se envolver realmente com uma comunidade católica, ou com o terreiro de candomblé. Possuía em casa altares com seus orixás do terreiro, tinha forte devoção a nossa senhora da boa morte. Enfim ele era a seu modo, adepto dos dois sistemas religiosos, atitude típica entre os negros que remontam ao período da escravidão.

Minha mãe, por sua vez seguia o catolicismo sem se envolver com a outra face da espiritualidade de meu pai. Quando viúva, chegou a freqüentar durante algum tempo uma Igreja Pentecostal, mas devido a alguns escândalos financeiros envolvendo o pastor, regressou ao catolicismo onde se tornou fervorosa intercessora da Renovação Carismática Católica, movimento do qual fui pregador antes de minha adesão ao protestantismo metodista.

Posso dizer que cresci com um pé no templo católico e outro no Terreiro de Candomblé. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=196&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- BODY { 	FONT-SIZE: 13px; MARGIN: 3px; COLOR: #5e5e5e; FONT-FAMILY: "Lucida Grande",Arial,sans-serif } P { 	MARGIN: 0px } BODY { 	BACKGROUND: white } BODY { 	BACKGROUND-POSITION: right top; BACKGROUND-IMAGE: url(http://static.ning.com/socialnetworkmain/widgets/index/logo.gif); BACKGROUND-REPEAT: no-repeat } -->“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me  buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei  mudar vossa sorte;..” Jeremias 29.13-14</p>
<p><img src="http://pentecostalismo.files.wordpress.com/2007/11/espirito.thumbnail.jpg?w=455" alt="" />Às  vezes fico surpreso com as coisas que Deus faz na vida daqueles a quem chamou e  constituiu como obreiros na construção e expansão do Reino Dele. A caminhada com  Deus é sempre cheia de Surpresas. Pois viver na dependência do Altissímo é ser  surpreendido constantemente com a providência do Alto. É descansar em sua  Sombra, sabendo que ainda que nos sobrevenham situações dificeis, Ele de alguma  forma intervirá em nossas vidas, fazendo novas todas as coisas.</p>
<p>O Senhor  coloca sobre nós Sua Boa mão e nos leva por caminhos e lugares inesperados. Em  seu sempiterno cuidado de Pai, nos abençoa muito além do que pensamos ou  esperamos. A verdade é que mesmo em meio a desgraça, somos surpreendidos pela  Graça que nos possibilita suportarmos e vencermos as adversidades. Em fim, Deus  é Deus de surpresas, a única coisa que não é surpresa, é o fato de que Ele  sempre nos surpreende.</p>
<p>Alias a maior surpresa para mim e para as  pessoas que no passado me conheceram é o fato de eu hoje ser um pastor  protestante.</p>
<p>Nunca imaginei e tampouco algum dos meus familiarers  imaginaram tal situação a qual alegremente vivencio. Tal estado no qual me  encontro hoje, era inimaginavel, ninguém cogitava tal possibilidade, salvo um  amigo pentecostal, que um dia quando já envolvido com a RCC, ao orar por mim,  profetizou que eu viria a ser um pastor. Fiquei quieto diante da profecia, na  realidade não dei muito crédito a ela, pois julguei que o &#8220;irmãozinho&#8221; com  aquela prosa de que Deus tinha um cajado para mim, queria era me levar para a  Igreja dele.<br />
<span id="more-196"></span><br />
A religião de meu pai era sincrética, misturando o  catolicismo e religiões afro. Ele foi batizado e casado no catolicismo, mas não  freqüentava as missas. Vivia sua fé, como católico nominal, sem se envolver  realmente com uma comunidade católica, ou com o terreiro de candomblé. Possuía  em casa altares com seus orixás do terreiro, tinha forte devoção a nossa senhora  da boa morte. Enfim ele era a seu modo, adepto dos dois sistemas religiosos,  atitude típica entre os negros que remontam ao período da escravidão.</p>
<p>Minha mãe, por sua vez seguia o catolicismo sem se envolver com a outra  face da espiritualidade de meu pai. Quando viúva, chegou a freqüentar durante  algum tempo uma Igreja Pentecostal, mas devido a alguns escândalos financeiros  envolvendo o pastor, regressou ao catolicismo onde se tornou fervorosa  intercessora da Renovação Carismática Católica, movimento do qual fui pregador  antes de minha adesão ao protestantismo metodista.</p>
<p>Posso dizer que cresci  com um pé no templo católico e outro no Terreiro de Candomblé. Lembro-me que  dentre os cinco filhos, meu pai dizia que eu tinha o chamado para exercer o  oficio de pai de santo. Minha mãe, assim como eu não gostava muito de tal  “profecia”. Meu pai faleceu aos trinta e três anos, vitima de um ataque  cardíaco, graças a Deus sua profecia sobre eu tornar-me Babalorixá nunca se  cumpriu, mas, em Cristo hoje sou filho do Santo Dos santos, e pai de santos  gerados pelo Espírito Santo mediante a minha pregação do Evangelho.</p>
<p>Com o  tempo nos afastamos por completo tanto da Igreja como também do Terreiro.  Contudo, depois de casado passei a freqüentar a Igreja Católica, por influência  de meu sogro, o qual era um católico fervorosamente práticante. Para  legitimarmos nossa situação conjugal, eu e minha esposa começamos a freqüentar  um estudo bíblico na Capela Santa Cruz, o estudo era dirigido pelo Frei  Sebastião de Assis. Foi neste estudo que tive meu primeiro contato com a Palavra  de Deus. A Bíblia exercia sobre mim certa atração. Não perdia os estudos, que  ocorriam às sextas-feiras, mas, somente um encontro semanal já não me era  suficiente, pois eu queria mais. Por esta razão resolvi comprar uma Bíblia. Por  não saber das diferenças entre Bíblias católicas e protestantes, adquiri uma  numa livraria das Assembléias de Deus. Era uma João Ferreira de  Almeida.</p>
<p>Ao chegar a minha casa com ela, levei um “puxão de orelhas” de  meu sogro. O qual exclamou:</p>
<p>- Zé, esta Bíblia é de crente! Ela é  incompleta, você deveria ter comprado uma da Editora Ave Maria.</p>
<p>Como meu  sogro não tinha uma Bíblia católica para me dar, fiquei com a que tinha  comprado. Passei a lê-la avidamente, principalmente o livro de Atos dos  Apóstolos. Quanto mais lia, mais vontade de conhecer sentia. Perdi a conta das  idas à casa paroquial, onde fazia tantas perguntas sobre as Escrituras ao Frei  Sebastião. Eu ia para o trabalho, levava a Bíblia comigo, depois da “bóia-fria”,  ia ler. Ao final da tarde retornando para casa passava na igreja para questionar  o Frei sobre algumas passagens. Ele sempre me atendia pacientemente, mas começou  a ficar preocupado comigo. Lembro-me que certa vez, ele me disse: &#8211; Zé vai mais  de vagar, você vai ficar fanático!</p>
<p>Lia toda a Bíblia, mas dos Evangelhos,  o texto ao qual mais me apeguei foi Lucas 11:11-13 &#8211; &#8220;E qual o pai entre vós que, se o filho lhe pedir pão,  lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma  serpente? Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós,  sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai  Celestial o Espírito Santo aqueles que lho pedirem?&#8221; O final do versículo  me instigava a orar, pois queria receber o Espírito Santo. Fui conversar com o  Frei e ele me disse que eu teria que fazer a catequese para adultos e receber o  Crisma, pois era por meio da imposição das mãos do Bispo no sacramento do Crisma  que se recebia a plenitude do Espírito Santo.</p>
<p>Com minha crescente sede  pelo conhecimento da Palavra, fui participar de um retiro de primeira  experiência da Renovação Carismática Católica. Foram três dias de estudos,  louvor, pregações. Na manhã de domingo, o pregador, fez uma pergunta que eu  ainda não tinha ouvido no meio católico. Após, ler Atos 1.8 ele perguntou:</p>
<p>-Quem quer aceitar a Jesus como Senhor e Salvador?<br />
Mal aquela  indagação chegou a meu ouvido, eu levantei a mão e disse: &#8211; Eu quero! E caminhei  até o altar.</p>
<p>Ele perguntou novamente. – Qual é seu nome?</p>
<p>Mediante minha resposta prosseguiu: &#8211; José, você aceita Jesus como seu  Senhor e Salvador?</p>
<p>Eu disse: &#8211; Sim, eu aceito.</p>
<p>Eu estava  ajoelhado, e dois obreiros impuseram as mãos sobre mim, fui tomado por um calor  intenso, um choro incontrolável e acabei caindo.</p>
<p>Depois disso, a sede  pela Palavra aumentava, mais e mais. Levantava de madrugada para ler e orar.  Minha esposa e familiares, católicos tradicionais diziam que aquilo era coisa de  “crentes”. Mudamos de residência, envolvi-me com o grupo de oração da capela  local, em pouco tempo me tornei pregador, cheguei a participar da Escola Paulo  Apostolo, que dava formação a pregadores leigos.</p>
<p>Na minha comunidade, as  quartas-feiras a igreja ficava lotada. Eram curas, libertações e&#8230; problemas.  Pois o meu novo pároco era um padre diocesano, que seguia a teologia da  libertação. Muito envolvido com causas sociais, militante do PT, responsável  pelas CEBs, Comunidades Eclesiais de Base. Começamos a ter conflitos, diante dos  fenômenos ocorridos nas quartas-feiras. Várias vezes eu fui advertido por ele,  que chegou certa vez a dizer que eu estava influenciando as pessoas. Dizia que  aquelas manifestações poderiam ser explicadas a luz da parapsicologia e que  possessão demoníaca não existia. Deixamos de orar com imposição de mãos na  Igreja, pois nos disseram que só o sacerdote ordenado pelo bispo poderia  fazê-lo. Mas, fazíamos nas casas, e ai que as coisas aconteciam com mais  freqüência.</p>
<p>Apesar de pontos de vistas diferentes em relação às coisas  espirituais, com meu novo pároco, aprendi grandes coisas, principalmente no  campo social. Cheguei até mesmo a participar dos encontros da CEBs. Senti-me um  pouco atraído pela maneira que eles se envolviam com as questões políticas e  sociais, mas senti falta da ênfase ao espiritual como os carismáticos  faziam.</p>
<p>Lembro-me de um episódio que marcou minha vida, quando certa vez  a chuva inundou uma área alagadiça onde estavam algumas pessoas morando em  barracos de lonas. Naquele momento de minha vida, eu era catequista de adultos e  ministro da Eucaristia. Tínhamos programado uma vigília de oração na igreja,  porém o padre não apareceu. Estávamos esperando ele, quando alguém me transmitiu  o recado de que era para eu conduzir a vigília, pois ele estava com os sem tetos  na área alagadiça. Iniciei a vigília, mas em determinado momento, passei para  outra pessoa e me dirigi até onde o padre estava. Perguntei a ele:<br />
- O que faz aqui padre, eu e as demais pessoas  estávamos todos na igreja, esperando o senhor para a oração.</p>
<p>Ele  me respondeu:<br />
- Zé, eu também estou orando,  mas estou orando com a vida. O meu templo é esta região alagada e o meu louvor e  ajudar a essas pessoas.</p>
<p>Aquelas palavras mexeram comigo. Retornei  a igreja, falei as pessoas de como a situação estava critica, disse a eles que  lá no bairro alagado haviam inumeros barracos descobertos, crianças com diarréia  e febre, pessoas doentes que perderam tudo na chuva, mulheres grávidas ao  relento na noite fria e chuvosa.</p>
<p>Falei: &#8211;  Se vocês quiserem continuar aqui continuem, eu vou ajudar o  padre.</p>
<p>A maioria foi comigo, o padre ficou surpreso e emocionado  quando nos viu chegando lá. Naquela noite, levamos crianças e algumas pessoas  enfermas para nossas casas, e no dia seguinte chamamos a imprensa, onde  denunciamos as condições subumanas que aquelas famílias estavam vivenciando. A  prefeitura interveio, aterrou o lugar, o qual não mais sofre  inundações.</p>
<p>A partir de tal experiência senti que a oração sem ação, se  torna omissão. Percebi que ago me faltava.<br />
Contudo, o tempo passou e eu  entreguei-me profundamente aos retiros, pregações e outras atividades da Igreja.  Cada vez mais envolvido com a comunidade fui deixando de lado minha esposa a  qual não me acompanhava, por não se simpatizar com os trejeitos dos  carismáticos. Lembro-me que certa vez ela disse:</p>
<p>- Se o Bispo nem o padre apóiam o que você e este  pessoal estão fazendo é por que não deve ser certo mesmo. Voces são esquisitos,  parecem crentes, católicos não são assim!</p>
<p>Eu respondi a ela: &#8211; Eles podem não aprovar, mas certamente Deus aprova,  do contrário não estariam acontecendo estas curas e libertações. E importa obedecer a Deus e sua  Palavra.</p>
<p>Eu e meu grupo acreditávamos que poderíamos reformar a  Igreja de dentro para fora. Muitos de nós víamos, Maria e os santos como  exemplos de fé, e buscávamos somente a Cristo como mediador. Enquanto catequista  buscava ensinar a Bíblia, isto dava sempre polêmicas. De certa forma minha  esposa estava certa, não agiamos como católicos tradicionais, antes agíamos como  “pentecostais protestantes” dentro da ICAR. Íamos a um monte de oração na  fazenda de um dos lideres da Comunidade Boukim de Louvor. Jejuávamos, não  bebíamos, não fumávamos, não dançávamos e eramos dizimistas fiéis, sempre  buscavamos padres ligados a RCC para comungarmos. Volta e meia algum de nós  estava tendo problemas, ou sendo proibido de pregar, após sermos delatados ao  pároco ou ao Bispo.</p>
<p>Após algum tempo as tensões dentro de meu casamento  foram aumentando. Fui me afastando aos poucos do movimento carismático, indo só  as missas. Meu casamento entrou na chamada &#8220;crise dos sete anos&#8221;. Eu e minha  esposa tínhamos pouco diálogo e contato físico. Os problemas avolumavam-se em  casa, acabei me separando e me envolvendo com outra mulher. Fui embora de minha  cidade, fui para Três Lagoas, onde fui morar com uma tia a qual era mãe de  santo. Esta situação e meu novo relacionamento duraram pouco menos de um ano,  foi então que retornei a Dourados. Agora sozinho, morando nos fundos da casa de  minha mãe, mergulhado numa crise de depressão e profunda opressão, passei a  ouvir vozes. E em obediência a uma delas, tentei o suicídio.</p>
<p>Pela graça  de Deus sobrevivi. Poucos dias depois, ainda muito angustiado, numa terça-feira,  ouvi uma voz que me dizia para ir a Igreja. Naquela tarde passei em frente a  diversas denominações desde históricas como a Presbiteriana a pentecostais, tais  como Assembleia de Deus e Deus é amor. A única que encontrei aberta foi a Igreja  Metodista em cabeceira Alegre. Algumas senhoras estavam reunidas para a “Tarde  da Benção”, entrei, sentei-me no ultimo banco. Notando minha presença uma das  senhoras me chamou a para orar com elas. Elas começaram a cantar o hino: “Em  fervente oração”, naquele momento senti meu corpo queimar, meu coração palpitava  e as lágrimas torrenciais jorravam como rio de meu interior. Uma paz profunda  inundou meu ser, ocupando o vazio no peito com o qual cheguei ali. Sai daquela  simples reunião de oração cheio de alegria e esperança, o fardo, a culpa, os  pecados ficaram lá no altar.</p>
<p>Três meses depois fui batizado, agradeço a  Deus pela vida do pastor Sidney Golveia, quae atualmente pastoreia a Igreja  Metodista em Dracena &#8211; SP. Ele conhece minha história, acompanhou minha chegada  na Igreja e me deu apoio e orientações. Com o tempo Deus tornou-me intercessor,  coordenador do ministério de oração, professor dos adultos, evangelista,  Missionário. Em fim, hoje pela graça de Deus, sou um pastor metodista, e há sete  anos ajudado por minha esposa e filhos, exerço o ministério pastoral. Minha  familia toda hoje serve ao Senhor, pois um ano após meu reencontro com Cristo na  Igreja Metodista, Deus restaurou meu casamento.</p>
<p>Uma das muitas coisas que  me cativou na Igreja Metodista, foi o ensino dos atos de piedade e atos de  misericórdia. Vida com Deus que se desdobra no serviço ao próximo por meio da  ação social, motivada pelo Espírito. A vivência e pregação do Evangelho pleno,  buscando alcançar ao ser humano em sua totalidade, bem como a transformação da  sociedade por meio de uma fé engajada. Lendo João Wesley descobri que não  precisava negar minha experiência com o Espírito para atuar no serviço ao Reino.  Na espiritualiade e doutrina wesleyana encontei aquilo que senti faltar quando  fui as reuniões das CEBs. E que também faltava no movimento carismático  católico. O EQUILIBRIO.</p>
<p>Ainda hoje, alguns me perguntam, se sou:  carismático, libertacionista, tradicional ou pentecostal. Eu respondo, dizendo  que sou um simples cristão, o qual não se prende mais a nenhum rótulo, buscando  somente fazer a diferença na sociedade e dar frutos no Reino de  Deus.</p>
<p>Sempre que falo do que vivi no catolicismo, alguém sempre pergunta:  se realmente é possível um católico ter uma experiência de conversão e ser  batizado com o Espírito Santo? Diante de tais indagações, cujas razões se firmam  no histórico anti-catolicismo existente no meio evangélico protestante,  respondo:</p>
<p>- Nada sei sobre a experiência dos outros, o que sei é que a  minha foi e continua sendo real. Penso que o Espírito pousa, onde encontra um  coração aberto. Tal qual a chuva penetra no solo sequioso encharcando todos os  poros, inundando todas as dimensões do ser. Isto aconteceu comigo, e ninguém  pode negar o que eu vivi, pois Deus se tornou real para mim, quando eu ainda era  um católico.</p>
<p>Penso ainda que, a melhor resposta para tal questão, foi  dada por Jesus a Nicodemos, quando falavam sobre novo nascimento: ”O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não  sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu  do Espírito.” (Jo 3.8) Interpreto que, sendo como o Vento, o Espírito  penetra em qualquer lugar, individuo ou instituição. Nada pode impedir sua  manifestação quando Deus o direciona.</p>
<p>O Papa, o pai de santo, a cúpula  desta ou daquela religião, dogma, estruturas humanas ou sobrenaturais não podem  impedir o agir de Deus por meio de seu Espírito. Obviamente como protestante,  reneguei muitas coisas não bíblicas do catolicismo romano, preservo apenas  muitas coisas dos ensinos da Patrística. Gosto de estudar sobre a vida de  Agostinho, Francisco de Assis, João da Cruz, Tereza D’Ávila e outros que o  catolicismo chama de santos, porém não os tenho como mediadores, mas exemplos de  seguidores Daquele que exclusivamente hoje sigo e sirvo. Afastei dos dogmas e  outros ensinos romanistas, mas não posso negar que foi lá que tive meu primeiro  contato com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra. Como protestante, hoje  busco unir no meu ministério o melhor das duas tradições.</p>
<p>E eu sei que  muitos católicos têm buscado a Deus com sinceridade em meio ao emaranhado de  ensinos extras &#8211; bíblicos do catolicismo, da mesma forma que em muitas pseudas  igrejas evangélicas ou protestantes, existem pessoas sinceras buscando a Verdade  Maior em meio a heresias e afastamento das Escrituras e ensinos reformados.  Creio que com tais “buscadores de Deus”, mais cedo ou mais tarde,  inevitavelmente acontecerá o que ocorreu comigo. Eles encontrarão O que  procuram, pois Ele já os procurou antes da fundação do mundo e os deu a Seu  Filho Jesus Cristo. Afinal Deus nos faz surpresas, mas nada o surpreende,  portanto minha conversão já era conhecida por Ele mesma antes de ocorrer. Por  sua oniciência e preciência Deus conhece cada detalhe de nossas vidas, pois como  diz o salmista: Os teus olhos me viram a  substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada  um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. (Salmos  139:16)</p>
<p>Em suma: Minha experiência ensinou-me que; onde houver um  coração sedento e uma boca aberta a clamar, certamente ali o Espírito de Deus  fará seu pouso. A seqüência do renovo é conseqüência do plano de Deus na vida de  quem sinceramente com sede por seu Espírito clamou. Penso assim, pois foi Ele  mesmo quem afirmou: &#8220;Clama por mim, que eu te  ouvirei e te mostrarei coisas grandiosas e sublimes, que tu não conheces.&#8221; Jr  33,3. Em nossa peregrinação cristã, Deus tem surpresas pra nós, sigamos  após Ele, pelo Caminho por Ele estabelecido e confiantemente nos deixemos  surpreender por sua Graça sublime.</p>
<p>Na  Graça que nos congraça</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva (Zé do Egito)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/196/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/196/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=196&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ferramentas ‹ Pr. Zé do Egito — WordPress</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 14:25:24 +0000</pubDate>
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		<title>Crer e não ter a vergonha de ser feliz&#8230; (Impróprio para quem não gosta de piadas e de samba)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Pv 17.22. &#8220;Uma piedade azeda (amarga) é religião do diabo&#8221;. ou &#8220;Piedade (religião) carrancuda é religião do diabo&#8221; João Wesley Reflexão escrita com base na Bíblia Sagrada e no Samba: Viver e não ter a vergonha de ser feliz. De Autoria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=166&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os  ossos. Pv 17.22.</strong></p>
<p><strong>&#8220;Uma piedade azeda (amarga) é religião do diabo&#8221;. ou &#8220;Piedade  (religião) carrancuda é religião do diabo&#8221; João Wesley</strong><br />
<img src="http://img.terra.com.br/i/2009/04/29/1183953-3418-cp.jpg" alt="" />Reflexão  escrita com base na Bíblia Sagrada e no Samba: Viver e não ter a  vergonha de ser feliz. De Autoria de Gonzaguinha.</p>
<p>Dia desses, eu ouvia um música cristã chamada: ROSTO DE CRISTO que em  determinado trecho diz assim:</p>
<p><strong>Não creio, não creio num Cristo vencido,<br />
Cheio de amargura, semblante de dor;<br />
Eu creio no Cristo de rosto alegre,<br />
Eu creio em Jesus, vencedor.</strong></p>
<p>Diante da mensagem da supracitada canção, cuja autoria me é  desconhecida, comecei a refletir sobre algumas incoerências existentes  no meio cristão. São tantas as incoerências, mas aqui quero abordar uma  delas, que é a atitude de se pregar uma coisa e viver outra.</p>
<p><span id="more-166"></span></p>
<p>Calma que eu explico! O Evangelho é conhecido como “Boa Nova”, e segundo  o que o missionário angelical anunciou aos pastores, é uma <strong>“Boa Nova  de grande alegria”, destinada a todo o povo.</strong> (Lc 2.10). Penso que,  uma Boa Nova deveria trazer alegria, para aqueles/as que a acolheram e a  anunciam. Mas, paradoxalmente o que muitas vezes vejo é uma imensa  tristeza na vida de muitas pessoas que dizem crer e até mesmo pregam a  Boa Nova anunciada pelos anjos. Tal Boa Nova é a Encarnação do Verbo de  Deus, manifesto em carne como Jesus de Nazare. É a entrada definitiva de  Deus na história humana, livremente por amor abrindo mão do explendor  de sua glória, esvaziando-se e se humilhando, tornando se carne e vindo  viver entre os caídos a fim de por sua encarnação, vida, morte e  ressurreição levantá-los. Levantá-los não mais como criaturas, mas como  filhos e filhas amadas do Pai.</p>
<p>Apesar da extraordinária Boa Nova de grande alegria, acima citada, há  entre os cristãos, gente que não canta, não sorri, por que acham que se  alegrar é pecado. E por assim crerem não se alegram e ainda estragam a  alegria de outros/as. Um dia estava em uma roda de Tereré, com alguns  amigos, três cristãos e um não cristão, estávamos conversando, e em  certa altura da conversa, contei a seguinte piada;</p>
<p><strong>Um bêbado se aproximou do mar da Galiléia, e apontando para um barco  pergunta:</strong></p>
<p><strong>- quanto custa para andar neste barco?</strong></p>
<p><strong>Um judeu dono dos barcos responde:</strong></p>
<p><strong>- 2.000 Euros à hora.</strong></p>
<p><strong>O bêbado torna a perguntar:</strong></p>
<p><strong>- E naquele outro?</strong></p>
<p><strong>O judeu respondeu:</strong></p>
<p><strong>- 3.000 Euros.</strong></p>
<p><strong>O bêbado espantado e indignado com os preços altos perguntou:</strong></p>
<p><strong>- Caramba meu! Por que é tão caro assim?</strong></p>
<p><strong>O judeu fitando-lhe nos olhos responde:</strong></p>
<p><strong>- Saibas que é caro assim, por ser esse o mar onde Jesus o Todo Poderoso  andou sobre as águas.</strong></p>
<p><strong>O Bêbado chacoalhando a cabeça em sinal de reprovação replicou:</strong></p>
<p><strong>- Agora entendi, e acho que Ele estava mais do que certo. Com preços tão  altos como esses, Ele tinha mais é que andar sobre as águas mesmo! Até  parece que ele iria pagar um absurdo desse. Jamais, Jamais&#8230;</strong></p>
<p>Quando acabei de contar a piada, todos estavam rindo, menos um dos  colegas crentes. Ele logo se levantou e chamando-me de lado disse:</p>
<p><strong>- Pastor Zé do Egito me perdoe, mas é minha obrigação exortá-lo!<br />
</strong><br />
Eu perguntei:</p>
<p><strong>– por quê?</strong></p>
<p>Ele falou:</p>
<p><strong>- O irmão sendo pastor deveria saber que não pega bem, para nós  crentes contarmos piadas! Pois a bíblia diz que nossa conversa deve ser  sempre temperada para edificar os ouvintes. Além do mais estou indo  embora, pois o Salmo 1 no versículo primeiro, diz que não devo sentar-me  na roda dos escarnecedores&#8230;<br />
</strong><br />
Depois de me dar essa <strong>“ensaboada”</strong>, sem sequer dar-me oportunidade  de tentar ao menos me explicar, meu exortador se retirou e nunca mais  falou comigo. Quando passava por ele e cumprimentava-o, com, a <strong>paz do  Senhor</strong> , como é o costume da denominação dele, ele não mais  respondia. Em paz comigo e com Deus, sem nada em minha consciência a me  acusar, prossegui minha vida.</p>
<p>Assim como esse colega, existem muitas pessoas que ao invés de serem  chamadas de cristãs, deveriam ser chamadas de <strong>“tristãs”,</strong> pois da  maneira que elas vivem parecem mais adeptos do <strong>“tristianismo”</strong> do  que do Cristianismo. Enfatizo na minha comunidade de fé, que, nós  cristãos somos o povo mais feliz do universo, e por isso devemos  transmitir alegria. O primeiro motivo pelo qual devemos transmitir  alegria é pelo fato de sermos salvos por Cristo Jesus de todas e  quaisquer condenações. Isto fica inequivocamente claro na Bíblia  Sagrada, que diz:</p>
<p><strong>“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo  Jesus.” (Rm 8.2).</strong></p>
<p>A supracitada afirmação bíblica, que saiu da boca de Deus, através do  apóstolo Paulo aos cristãos de Roma, também é endereçada a nós. E  somente ela, já seria suficiente para nos fazer vivermos felizes, livres  das neuroses e esquisicrentices ou esquisicrendices que pululam no meio  cristão. Mas, para derrubar por terra quaisquer dúvidas que ainda  possam existirem, o Apóstolo Paulo enfaticamente declara:</p>
<p><strong>“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os  anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem  os poderes, nem a autora, nem a profundidade, nem qualquer outra  criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus,  nosso Senhor.”</strong> (Rm 8.38,39).</p>
<p>E assim como a canção “Rosto de Cristo” declara, eu não consigo  imaginar, Jesus de Nazaré, como uma pessoa com o rosto triste, sempre  com cara fechada. A Bíblia diz que Ele era cheio do Espírito, e, é  impossível alguém ser cheio do Espírito e ser triste, carrancudo,  amargurado&#8230;</p>
<p>Permita-me agora, passar do <strong>“sagrado”</strong> para o <strong>“secular”</strong>, ou  como muitos preferem da música &#8220;gospel&#8221; para a música <strong>&#8220;mundana&#8221;</strong>.  Faço essa transição, pois quero falar de uma canção, que para mim,  deveria estar em um hinário, como composição de um cristão.</p>
<p>Como afro-brasileiro, convicto e orgulhoso daquilo que existe de bom nas  tradições do povo negro e de meu país, a música não poderia ser outra  senão um bom samba. Refiro-me a música: <strong>“O que é, o que é”</strong>,  lançada por Gonzaguinha em 1982, e que se tornou seu maior sucesso.</p>
<p>Eu sei que esta declaração minha pode causar arrepios em alguns/mas  irmãos/ãs mais puritanos/as. Mas, antes de me lançarem na fogueira,  tachando-me de herege mundano, que gosta de uma batucada, deixem-me  explicar. Convido você que foi liberto pela graça a deixar o medo e o  preconceito de lado e vir comigo. Numa ótica cristã analisemos alguns  versos do samba, <strong>“O que é, o que é”,</strong> e seguindo a orientação  paulina, retenhamos dele o que for bom. Convido você a olharmos para as  letras dessa canção com os olhos da graça, vendo beleza evangélica onde  muitos, mesmo cristãos, só enxergam pecado e mundanismo. Vamos lá, como  dizem os sambistas no <strong>“gogó”:</strong></p>
<p><em><strong>Viver e não ter a vergonha de ser feliz,<br />
Cantar, e cantar, e cantar,<br />
A beleza de ser um eterno aprendiz.<br />
Ah, meu Deus!</strong></em></p>
<p><em><strong>Eu sei<br />
Que a vida devia ser bem melhor e será,<br />
Mas isso não impede que eu repita:<br />
É bonita, é bonita e é bonita!<br />
</strong></em><br />
<strong>1º &#8211; Viver e não ter a vergonha de ser feliz.</strong></p>
<p>Ao invés de: viver e não ter a vergonha de ser feliz, se eu tivesse  recebido de Deus a dádiva de compor a canção em análise, colocaria  “CRER” e não ter a vergonha de ser feliz. Assim faria por pensar que  devemos e temos inúmeras razões para irradiarmos alegria. Pois o Deus em  quem cremos é um Deus de alegria. JAVÉ é Deus de festas. Basta uma  rápida olhada no Antigo Testamento, para logo se deparar com as inúmeras  festas que Ele ordenou. E no tempo da Graça, onde diante de tudo que é  belo e edificante devemos achar graça, não existe mais motivo para se  ter vergonha de ser feliz, pois para nossa felicidade, Jesus sofreu a  &#8220;ignomínia&#8221; que estava a nós destinada. Ignomínia, que entre outras  coisas significa: Grande desonra; opróbrio; humilhação extrema. O  Escritor da Carta aos Hebreus no capítulo 12 versículo 2, assim declara:  “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em  troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo  caso da ignomínia, e esta assentada à destra do trono de Deus”.</p>
<p><strong>2º &#8211; Cantar, e cantar, e cantar.</strong></p>
<p>São inúmeras as passagens da Bíblia que incentivam o canto. No Antigo  Testamento, temos: 1 Cr.16, 9; 16.23; Sl 13.6; 81.1; Sl 105.2; Is 54.1.  Além destas existem ainda muitas outras passagens que incitam ao cantar.</p>
<p>No Novo Testamento, lemos na parábola do filho pródigo, em Lucas 15. 25,  que quando o irmão mais velho retornava do campo, ao se aproximar da  casa, “ouviu as músicas e as danças.&#8221; Tiago assim diz: <strong>“Esta alguém  alegre? Cante louvores.”</strong> (Tg 5.13b). Mas, quem sabe, com medo de se  alegrar e estar pecando, alguém pode argumentar: “mas essas orientações e  exemplos são de músicas sagradas, músicas que os judeus crentes e os  cristãos usavam”. Mas, pergunto: o que seria permitido para nós cristãos  cantarmos? Será que são sós os corinhos antigos? Os hinos cristãos? Ou  os mais diversos ritmos atuais, mas desde que seja Gospel?</p>
<p>Eu concordo com quem argumente que as citações acima, provavelmente  falem de louvores a Deus, porém, eu baseio meu contra argumento de que a  música: <strong>“O que é, o que é”,</strong> de Gonzaguinha é digna de estar num  hinário cristão, porque a meu ver ela se encaixa na abaixo citada  orientação de Paulo:<br />
<strong><br />
“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável,  tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é  de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o  que ocupe o vosso pensamento.”</strong> (Fl 4.8) O que é, o que é, fala da  vida, fala da pureza da resposta da criança, fala de Deus, fala da luta  do povo, fala da esperança em dias melhores. E fala também da beleza de  ser um eterno aprendiz.</p>
<p>Penso que a pessoa que teve um encontro com Deus, ela se torna um  aprendiz. Ela é alguém que esta crescendo em graça. (Ef 4.15; Cl 2. 7; 1  Ts 3.12; 1 Pd 2.2; 2 Pd 3.18). E que este aprendizado vai por toda a  vida, até aquele grande dia, quando atingirmos a perfeita varonilidade e  nos tornarmos, assim como Cristo Jesus é.</p>
<p>Na segunda estrofe, ao dizer: <strong>Eu sei que a vida devia ser bem melhor</strong>,  a canção mostra o atual estado da pessoa humana, vivendo uma vida que  podia ser bem melhor. Mas pelas questões abaixo citadas não são.</p>
<p>A fé cristã ensina que a vida só não é plenamente melhor aqui no  presente século, devido ao pecado, devido ao egoísmo, a corrupção,  devido à falta de misericórdia de uns para com os outros. As causas  deste estado de coisas são explicitadas nesta declaração de Paulo em  Romanos 5. 18a: “por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens  para a condenação.”. A humanidade se afastou de DEUS em Adão, agora o  ser humano é vazio, e tenta muitas vezes se preencher nas drogas, no  sexo desenfreado, no lucro, nas bebidas, na fama, no poder, em falsas  religiões e outras coisas tão vazias quanto aqueles/as que as buscam.  Santo Agostinho dizia. <strong>“Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso  coração, enquanto não repousa em Ti</strong> [1].”</p>
<p>As pessoas permanecem inquietas em suas almas, até que sintam a alegria  de ter um encontro com Cristo Ressuscitado, e possam então movidas pela  graça, assim como Paulo declarar: <strong>&#8220;Tanto sei estar humilhado como  também honrado; de tudo e em todas as circunstancias, já tenho  experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundancia como de  escassez; tudo posso naquele que me fortalece&#8221;</strong> (Fl 4.12,13)</p>
<p>Mas na mesma estrofe, onde denuncia o estado mórbido e vazio da pessoa  humana, o poeta fala de esperança em dias melhores, afirmando: <strong>Eu sei  que a vida devia ser bem melhor e será&#8221;</strong>. O que vejo aqui é que,  nesta parte da canção destaca-se uma esperança escatológica, que  demonstra a fé em uma vida melhor no porvir, o que é essencialmente  cristão.</p>
<p>A fé cristã ensina que esta vida melhor nos vem através da fé em Jesus  de Nazaré, O Verbo encarnado, que padeceu uma morte, onde operou: “um só  ato de justiça, por meio da qual veio à graça sobre todos os homens  para a justificação que dá vida” (Rm 5.18). Devido a este ato  justificador operado pelo CORDEIRO DE DEUS, que tira o pecado do mundo,  movido pelo Espírito Santo, podemos felizes e jubilosos, como Santo  Agostinho declarar: <strong>&#8220;Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova,  tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu  contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e  tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz</strong>.[2]&#8220;. A humanidade  que morreu ao se alienar de Deus por meio da desobediência do primeiro  Adão, que quis ser igual a Deus, só poderá voltar-se para Deus, por meio  da obediência do Segundo e ultimo Adão. Jesus Cristo que mesmo sendo em  forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se  a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;  E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente  até a morte, e morte de cruz. (Fl 2. 6 a <img src='http://s2.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Na parte b, da segunda estrofe da canção, o poeta declara: <strong>“Mas isso  não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita”.</strong></p>
<p>Nos cristãos, somos chamados a ver o mundo dessa forma, olhando além da  desesperança, trazendo a nossa memória, o que nos pode dar esperança.  Apesar de sabermos que o sistema do mundo jaz no maligno, a Bíblia  Sagrada afirma que: <strong>maior é Aquele que esta em nós</strong>. (1. Jo 4.4)</p>
<p>Sabemos que apesar das lutas, dos problemas, das guerras, da fome e da  morte, a vida é bonita e vale a pena viver. Vale a pena viver e não ter a  vergonha de ser feliz, pois Jesus Cristo o Filho de Deus, apesar de ter  dito, “no mundo passais por aflições”, também disse: “Mas tende bom  ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tem gente que vive repetindo só a  primeira parte do versículo, e não toma posse do restante dele, portanto  vivem morando no deserto, sem nunca chegarem às fontes de águas vivas.  Indivíduos assim, lamurientos e murmuradores são &#8220;verdadeiros tristãos&#8221;,  os quais conhecem a noticia da sexta-feira da paixão, mas não ouviram  com ouvidos espirituais a Boa Nova do domingo da ressurreição. Glórias a  Deus! Jesus está vivo! Ele deixou o sepulcro vazio, por isso todo  aquele que nEle crê, pode e deve viver não tendo a vergonha de ser  feliz. E por saber que sem Ele, nós seus servos e servas nada poderíamos  fazer, sabendo de nossa fragilidade humana, para não nos deixar a mercê  do medo, antes de subir aos céus garantiu: <strong>“Eis que estou convosco  até a consumação do século”</strong>.(Mt 28.20b)</p>
<p>São as inúmeras promessas como as supracitadas, contidas na Bíblia,  Palavra de Deus, que dão motivos para o cristão viver e não ter a  vergonha de ser feliz. Quem tem motivos de sobra para viverem  envergonhados neste mundo e na eternidade são: <strong>o diabo e seus  sequazes demoníacos, pois há dois mil anos, eles foram expostos ao  ridículo, quando Cristo na cruz do Calvário triunfou sobre eles</strong> (Cl  2.15) Desde então, sob os pés da Igreja de Cristo, eles vivem  envergonhados até hoje, sabendo que suas portas infernais não podem  contra ela prevalecer. Tendo que &#8220;engolir&#8221; a realidade de que  naqueles/as que são de Deus, não poderão jamais tocar, pois o escrito de  divida que era contra nós, que constava de ordenanças, o qual nos era  prejudicial, foi removido por Jesus o Filho de Deus e encravado na cruz.  Agora podemos viver felizes, estando sempre achegados a Deus, podemos  rir até mesmo na cara do “derrotado príncipe das moscas”. E pondo ele  para correr, devemos alegremente gritar bem alto para o mundo inteiro  ouvir: <strong>&#8220;Alegrai-vos todos os povos! Alegrai-vos todas as gentes, pois  o Cordeiro venceu o dragão, a antiga serpente&#8230;</strong> E a pôs embaixo  dos pés de sua Noiva a Igreja Fiel, e todos/as que Nela estão vencem o  príncipe deste mundo e seu sistema maligno!</p>
<p>A fé e segurança em Cristo levam-nos a olharmos para a vida e apesar &#8211;  dos pesares sermos felizes. Firmados sempre no Senhor, cuja alegria é a  nossa força. Força que nos faz vencer. Força que nos faz acreditar que,  apesar das lagrimas derramadas na longa e escura noite, o dia vira, e  trará com ele a alegria. Pois não existem, forças humanas ou sobre –  humanas que possam impedir o nascer do Sol da Justiça que traz em seus  raios vida nova, alegria e salvação aos que colocam suas esperanças em  Sua graça e amor.</p>
<p>Apesar da espinheira danada que muitos de nós cristãos, muitas vezes  atravessamos para sobreviver, o poder do Espírito Santo de Deus, nos  capacita a mesmo depois das quedas a: levantarmos, sacudirmos a poeira e  darmos a volta por cima. Portanto libertos do pecado e do medo, olhando  e ouvindo o mundo com os olhos e ouvidos curados pelo balsamo da Graça,  vivamos e não tenhamos vergonha de sermos felizes. Essa é a vontade de  Deus, que em sua Palavra nos diz: <strong>Alegrai-vos sempre no Senhor; outra  vez digo: alegrai-vos.</strong> (Fl.4,4).</p>
<p>Agora se você quiser ouviu a bela poesia de Gonzaguinha, <a href="http://brasilmetodista.ning.com/video/viver-e-nao-ter-a-vergonha-de">CLIC  AQUI</a> .</p>
<p>Pastor Zé do Egito.<br />
Igreja Metodista em Fátima do Sul &#8211; MS. przedocarmo@gmail.com</p>
<p>1 &#8211; AGOSTINHO, Santo. Confissões. Ed, Paulus. 2ª Edição, 2003. p. 285.<br />
2 &#8211; Idem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=166&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>No Woman No Cry -&#8221;Não Chores Mais&#8221;. Pois, Bob Marley ressuscitará!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero neste artigo, brevemente discorrer sobre um pouco da vida do  cantor jamaicano Robert Nesta Marley, e sobre sua religião o  Rastafarismo. Robert Nesta nasceu em 6 de Fevereiro de 1945, em Nine  Mile, norte da Jamaica, filho de uma jovem negra de 18 anos, por nome  Cedella Booker e do inglês Norval Marley, um cinqüentenário, branco,  capitão do regimento britânico das Índias Ocidentais, provavelmente  protestante de tradição anglicana. O Capitão veio a falecer em 1955,  diante do ocorrido, o pequeno Marley se mudou com sua mãe para Trench  Town, uma favela de Kingston, conhecida como, cidade do esgoto.</p>
<p>Trench Town era assim chamada por ter sido construída sobre as valas que  drenavam os dejetos da parte antiga de Kingston. A infância de Bob, não  fora fácil, pois vivia constantemente sendo provocado pelos negros  locais, por ser fruto da união de uma negra com um branco. Sua infância e  juventude foram cheias de dificuldades.<br />
<span id="more-186"></span><img class="alignleft" title="bob marley" src="http://2.bp.blogspot.com/_grFSVYPI56w/S0AUcrXtqvI/AAAAAAAAAHM/gMLSJxINF8M/s320/bob_marley_large.jpg" alt="" width="261" height="320" /><br />
Assim como o líder hindu Mohandas Karamchand Gandhi, intitulado o  Mahatma Gandhi, e o protestante batista, Martin Luther King Jr entraram  para a História por suas lutas pela liberdade, paz e a igualdade entre  os povos, Bob Marley também possui uma trajetória de militância  religiosa, política e social. Talvez, o que você tenha ouvido falar  dele, é, que era um negro, cantor de Reggae, fumador de maconha, e que  não escovava a cabeleira, cujos cabelos trançados formavam grossos  canudos carregados de piolhos no estilo Dreads Looks. Mas, Bob Marley,  foi muito mais do que esse estereótipo de cantor de Reggae, que ficou no  imaginário popular. Não quero transformá-lo em um santo, pois não creio  em canonização póstuma, mas simplesmente quero partilhar com você  alguns aspectos da vida e dos últimos passos da “Lenda do Reggae”.</p>
<p>Deixe o preconceito de lado, e venha comigo! Não precisa acender um  baseado, acenda sim a vontade de conhecer, alimentando a fogueira de seu  conhecimento, pondo mais lenha no seu saber. Sim, venha comigo! Mesmo  que você não goste de Reggae e de nenhuma outra música ou ritmo negro.  Ao final desta viagem você descobrira sem rebordosa, que Bob morreu com o  mesmo selo da promessa que temos. E, se acaso não tens ainda tal selo,  ou nem saiba do que se trata, ao final do post, espero que a Graça de  Deus, cujo Nome é &#8220;JÁH&#8221; (Sl.68.4) te ilumine de forma que possa passar a  tê-lo.</p>
<p>Vejamos um pouco mais sobre a história desse poeta morto, ícone do  Reggae mundial.</p>
<p>Como disse alguém, &#8220;morre o homem, nasce o mito&#8221;, no caso de Bob, ficou a  lenda, a &#8220;Eterna Lenda do Reggae&#8221; como é chamado! Pois, mesmo 29 anos  após sua morte, fazendo jus ao título supracitado o cantor jamaicano,  morto vitimado pelo câncer aos 36 anos, ainda hoje faz sucesso com suas  músicas, vendendo milhares de cópias e influenciando as novas gerações.</p>
<p>Quem conhece as letras embaladas ao ritmo do Reggae, facilmente notará  que Bob Marley possuía forte consciência política e religiosa. E nestes  dois aspectos ele buscava influenciar a juventude por meio de suas  canções.</p>
<p>Em 74, Bob passou maior parte de seu tempo em um estúdio, gravando o  álbum “Natty Dread” que resultaria no sucesso de “No Woman no Cry”. “No  Woman no Cry”, dentre outras canções foi a faixa mais executada e que  embalou a juventude jamaicana no final da primeira metade dos anos 70. O  sucesso foi tanto que em novembro de 74, Marley se tornou a maior  estrela musical da ilha Jamaicana, começando também a despontar  internacionalmente. .</p>
<p>Com o sucesso internacional cresceu a importância política de Bob Marley  na Jamaica, onde a fé Rastafari expressada pela sua música alcançava  forte ressonância na juventude dos guetos. Como forma de agradecimento  ao povo da ilha, Bob decidiu dar um concerto aberto no Parque dos Heróis  Nacionais de Kingston, em 5 de dezembro de 1976. A idéia era enfatizar a  necessidade de paz nas ruas da cidade, onde as brigas de gangues  estavam a causar confusão e mortes. Logo depois do anúncio do show, o  governo convocou eleições para o dia 20 de dezembro. Isso deu nova força  à guerra no gheto e, na tarde do concerto atiradores invadiram a casa  de Bob e alvejaram-no. Na confusão os atiradores apenas feriram Marley,  que foi levado a salvo às montanhas na cercania da cidade. Entretanto  ele resolveu fazer o show de qualquer maneira e subiu ao palco para uma  rápida apresentação em desafio aos seus agressores. Foi a última  apresentação de Bob na Jamaica por oito meses. Logo após o show ele  deixou o país para viver em Londres, onde gravou o seu próximo álbum,  “Êxodus”.</p>
<p>O álbum Êxodus fulgura no cenário da música mundial como um dos maiores  sucessos de Bob Marley.<br />
A faixa-título, baseada no Êxodo do povo hebreu, é uma clara referencia  ao back-to-africa, um movimento antigo na história da Jamaica. O  back-to-africa pregava a volta dos escravos (ou seus descendentes) à  África, o maior ícone do movimento foi o ativista negro Marcus Mosiah  Garvey (1877 &#8211; 1840)</p>
<p>Além das músicas, o cantor jamaicano é dono de frases e pensamentos que  muitas vezes são expressados por nós brasileiros, tais como: “Não cruze  os braços diante de uma dificuldade, pois o maior homem do mundo morreu  de braços abertos!&#8221;. Sim! O homem que ele se refere na frase é Jesus  Cristo, pois, o Rastafarismo possui em sua constituição, misturas de  doutrinas e conceitos judaicos cristãos. Eles acreditam que são  descendentes da Rainha de Sabá, a qual voltou grávida da visita ao rei e  sábio judeu Salomão, cuja narrativa se encontra no capitulo 10 do  primeiro livro de Reis.</p>
<p>Embora o texto bíblico não traga tal informação, existe uma lenda de que  a rainha voltou para Sabá grávida e teve um filho chamado Menelik, o  qual se tornou o primeiro rei etíope. Além do filho no ventre a rainha  trouxe para sua terra doutrinas judaicas as quais foram mescladas a  religião de seu povo. A tais doutrinas mais tarde juntaram-se conceitos  do cristianismo etíope. Mas, a maior influência veio do judaísmo, pois o  Rastafári que realmente prática sua religião, segue rigorosamente as  dietas alimentares contidas em Levítico cap 11, sendo até mais radicais  do que os judeus, pois são vegetarianos.</p>
<p>O uso da maconha está mais para ato sacramental, do que conseqüência de  um vício. Eles consideram a &#8220;ganja&#8221; (maconha) como a &#8220;erva da sabedoria&#8221;  e seu consumo, faz parte dos rituais religiosos de meditação. Buscam se  embasar no livro de Gênesis 1:29, &#8220;E disse Deus ainda: Eis que vos  tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de  toda a terra&#8221;. E entre outros textos citam o salmo 104:14 &#8220;Ele fez a  grama crescer para o gado e a para o uso do homem, para que ele possa  retirar a comida da terra.&#8221;</p>
<p>Naturalmente, como componente religioso a erva fazia parte da vida de  Marley, ele como seguidor do Rastafarismo era usuário de maconha. Devido  a importância da erva no circulo religioso rastafariano, o jamaicano  manifestava desejos capaz de causar arrepios e estranheza em qualquer  cristão &#8220;ortodoxo&#8221;. Ele disse: &#8220;Um dia vou morrer, afinal todos irão  morrer, vão me enterrar, um fazendeiro muito louco vai me adubar e me  transformar em um lindo pé de maconha. Só assim poderei saber que mesmo  depois de morto continuarei fazendo sua cabeça!&#8221;. O uso da erva não é  uma prática de todos os seguidores do rastafarismo, não são todos que  fumam maconha em seus cultos.</p>
<p>Imaginar um culto, onde a maconha é fumada ritualmente como &#8220;meio de  graça&#8221; soa tão estranho para nós cristãos ocidentais, tal como, um  cristão realmente abstêmio ao álcool como bebida tem como sendo heresia e  pecado o uso do vinho com álcool por algumas igrejas cristãs na Santa  Ceia. Isto apesar de Paulo no Capítulo 11 de primeira Coríntios deixar  bem claro que, havia crentes embriagados na Santa Ceia, e, estavam  quebrando a comunhão do Corpo de Cristo, não por tomarem vinho, mas pelo  fato de que não esperavam os mais pobres chegarem, e antecipadamente  comiam e bebiam a própria Ceia. Não fazendo apologia ao uso de drogas,  mas tentando entender uma religião com preceitos diferentes da minha, eu  penso que o uso da erva se aproxima do ritual do Santo Daime, muito  difundido no Brasil e que faz uso do chá da Ayahuasca, na busca do  contato com a divindade. O uso de outras drogas é proibido pela religião  ou movimento Rastafári.</p>
<p>Polêmicas, baseados e vinhos a parte, a vida de Marley demonstra que ele  buscava acima de tudo viver como um pacifista, que buscava a paz em  meio aos conflitos raciais. Ele foi fortemente influenciado pelo  militante dos direitos dos negros, Marcus Garvey, nascido em 1887, na  Jamaica. Segundo, Gabriel Cavalcanti, Garvey defendia a volta dos negros  à África e liderou diversos movimentos políticos tanto na Jamaica  quanto nos Estados Unidos ao longo de sua vida. Apesar de ser  considerado um dos pais do rastafarismo e pregar o retorno à África, sua  luta era política e não religiosa.</p>
<p>Em suas canções Marley juntou as duas coisas, política e religião. Ele  se tornou na Jamaica um ícone da luta contra o racismo. Por ser filho de  um inglês branco, Bob buscava a comunhão entre os dois povos, por isso  dizia: &#8220;A minha música não é contra os brancos. Eu jamais poderia cantar  isso. A minha música é contra o sistema, que ensina você a viver e a  morrer.&#8221;-&#8221;Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito:  que a humanidade viva unida&#8230; negros e brancos todos juntos.&#8221; Na sua  luta contra o sistema racista, Bob Marley combatia ardorosamente o  racismo, pois acreditava que: &#8220;Enquanto a cor da pele for mais  importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra.&#8221; &#8220;Acredito na  liberdade para todos não apenas para os negros.”</p>
<p>Como ícone que se tornou, pretendia com seus discursos levar o povo  jamaicano e a outros ouvintes de suas músicas á reflexão e mobilização  social. Sua fala era sempre carregada de senso político e religioso, de  seus lábios saíram perolas tais como: &#8220;É melhor atirar-se em luta, em  busca de dias melhores, do que permanecer estático como os pobres de  espírito, que não lutaram, mas também não venceram. Que não conheceram a  glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final  de sua jornada na Terra, não agradecem a Deus por terem vivido, mas  desculpam-se diante dele, por simplesmente, haverem passado pela vida.”</p>
<p>Ainda hoje, 29 anos após sua morte centenas de milhares de pessoas  negras e brancas gostam de suas músicas. E muitos dos seus pensamentos,  ainda hoje são expressos por pessoas que nem se quer conhecem sua  história, sua religiosidade e militância política.</p>
<p>O Reggae, ritmo popularizado por Marley tem influenciado inclusive  bandas evangélicas, tais como a californiana Christafari, uma das  maiores bandas de reggae do cenário gospel mundial, e que já realizou  várias turnês pelo Brasil.</p>
<p>Contudo, o estranho supracitado desejo expressado por Bob Marley de se  tornar &#8220;um pé de maconha&#8221; após a morte (transmigração?) não se  realizará. Pois, segundo as Escrituras, ele ressuscitará como justo  dentre os mortos. Isto se deve a um capítulo da vida do ícone do Reggae  mundial, que a maioria das pessoas, inclusive muitos de seus fãs  desconhecem. Bob Marley, ressuscitará para a vida eterna, num corpo  glorificado, pois um ano antes de morrer, convertera-se ao cristinismo  etíope, entregando-se a Jesus Cristo e adotando um novo nome: Berhane  Selassie.</p>
<p>Seu batismo cristão ocorrera no dia 4 de novembro de 1980 numa Igreja  Ortodoxa Etíope. Segundo, Tommy Cowan, empresário de Bob, no ato de sua  conversão no período em que lutava contra um câncer, Bob ficou 45  minutos chorando e por 3 vezes exclamou gritando:&#8221;Jesus my Savior, Jesus  Christ!&#8221; (&#8220;Jesus meu Salvador, Jesus Cristo!&#8221;)</p>
<p>Com a vida entregue a Cristo, o cantor jamaicano veio a morrer em um  hospital em Miami no dia 11 de maio de 1981. Seu corpo foi enterrado com  honras nacionais em Kingston, depois de uma cerimônia que contou com a  presença de milhares de pessoas. Foi sepultado sob ritos próprios da  Igreja Ortodoxa, com a sua Bíblia e sua guitarra Gibson!</p>
<p>Rita Marley, a viúva do cantor, diz que em seu leito de morte,  agonizando de dor, Bob com a mão estendida para o céu, clamou: &#8220;Me leve  Senhor Jesus Cristo&#8221;. Tal atitude do cantor deixou sua esposa confusa,  pois devido a religião rastafári, ela esperava ouvir o marido clamando  por Selassie ao invés de Jesus Cristo.</p>
<p>Dois dos maiores sucessos do rei do Reggae ainda nos dias de hoje são:  No Woman No Cry, que foi traduzida por Gilberto Gil com o titulo de &#8220;Não  Chores Mais&#8221; e Redemption Song, traduzida por &#8220;Canção de Redenção&#8221;.  Embora não conhecesse plenamente a Deus, (se é que alguma religião pode  dar tal conhecimento), na letra da canção abaixo citada, podemos notar  muitas semelhanças com as denúncias dos profetas judeus, além de uma  clara fé em Deus.</p>
<p>Redemption Song (Canção da Redenção)</p>
<p>Velhos piratas, é, eles me roubaram<br />
Me venderam para os navios mercantes<br />
Minutos depois eles me jogaram no porão<br />
Mas minha mão foi feita forte<br />
pela mão do Todo-Poderoso<br />
Seguimos nessa geração<br />
Triunfantemente.</p>
<p>Você não vai ajudar a cantar<br />
Essas canções de liberdade?<br />
Porque é tudo que já tive:<br />
Canções de redenção<br />
Canções de redenção</p>
<p>Emancipem-se da escravidão mental;<br />
Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente.<br />
Úh! Não tenha medo da energia atômica,<br />
Porque nenhum deles pode parar o tempo<br />
Por quanto tempo vão matar nossos profetas,<br />
enquanto ficamos parados olhando?<br />
É, alguns dizem que é só uma parte disso:<br />
Temos que completar o livro.</p>
<p>Você não vai ajudar a cantar<br />
Essas canções de liberdade?<br />
Porque é tudo que já tive:<br />
Canções de redenção:<br />
Essas canções de liberdade,<br />
Canções de liberdade.</p>
<p>Conclusão.</p>
<p>Como citei na introdução, Bob Marley possuía o selo da promessa, assim  como você e eu possuímos. Além disso, o que se pode notar na história de  vida do cantor é a presença de fome e sede por justiça. Ainda que  tateasse buscando a Deus em meio a sua exótica religião, Bob, já antes  de se confessar cristão etíope, movido pela virtudes que devem nortear o  cristão atuava em questões sociais, buscando com o dom que tinha  construir a paz. Claramente, nesses aspectos ele também se igualava a  todos os cristãos que firmados no Evangelho, comprometem-se com a  transformação da sociedade, por meio de uma fé engajada, encarnada e  vivencial que busca a justiça e a paz! Penso que são para tais pessoas  que Jesus faz as seguintes promessas no Sermão do Monte: &#8220;Felizes os que  têm fome e sede de Justiça: eles serão saciados&#8221; &#8220;Felizes os que agem  em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus&#8221;. (TEB &#8211; Mt. 5. 6 a  9)</p>
<p>Portanto, se realmente o Rei do Reggae teve um encontro com Cristo, e o  recebeu, Jesus deu lhe o poder de ser feito filho de Deus, pois  acreditou no seu Nome, sendo digno de receber a graciosa promessa  contida em João 1. 12: &#8220;Mas aos que o receberam aos que crêem em seu  nome, ele deu o poder de se tornarem filhos de Deus. Esses não nasceram  do sangue, nem de um querer de carne, nem de um querer de homem, mas de  Deus.&#8221;</p>
<p>Bob Marley, a luz destes textos certamente se encontrará na Casa do Pai,  onde Jesus nos foi preparar morada (TEB &#8211; Jo 14. 1 a 4), pois o Senhor  disse, &#8220;Todos os que o Pai me dá viram a mim, e aquele que vem a mim eu  não o rejeitarei&#8221; (TEB &#8211; Jo 6.37). Assim sendo, imagino que lá na glória  entre os louvores cantados pela Igreja Triunfante, teremos um  maravilhoso louvor no estilo e ritmo Reggae, mais do que nunca vou me  sentir em casa! Aleluia!!.</p>
<p>Oremos e preguemos o Evangelho, para que assim como o Rei do Reggae teve  um encontro com Cristo, ainda que tenha sido no seu leito de morte, o  mesmo possa ocorrer com as gerações que ainda são influenciadas pela  música dele. Que assim como aconteceu com ele, seus fãs possam saber e  aceitar que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, e  invocá-lo. Que o povo jamaicano e todos os outros povos possam ser  alcançados pela graça de Deus manifesta em Cristo Jesus, pois: Não há  nenhuma salvação, a não ser nele; pois não há sob o céu nenhum outro  nome oferecido aos homens, que seja necessário a nossa salvação. (TEB &#8211;  At. 4.12)</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva &#8220;Zé do Egito&#8221;<br />
Igreja Metodista em Fátima do Sul &#8211; MS</p>
<p>Fontes: classicos-do-reggae/&#8221; target=&#8221;_blank&#8221;"&gt;Bob Marley, Peter Tosh  e &#8230;</p>
<p>Frases de Bob Marley retiradas do site <a href="http://www.rastamen.hpg.ig.com.br/">www.rastamen.hpg.ig.com.br</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=186&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pr zedoegito</media:title>
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			<media:title type="html">bob marley</media:title>
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		<title>Reedição das Memórias de um MD (Missionário Designado) diante da crise do ser ou não ser</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO O exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para exerce-lo, já não somos mais pessoas comuns. Ser pastor/a no Brasil, “por hora” ainda é ser pessoa na qual boa parte da sociedade “ainda” deposita créditos. Essa boa parte da sociedade espera que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=183&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:medium;">INTRODUÇÃO</span></p>
<p><img class="alignleft" title="Povo Chamado Metodista" src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:XrVNArJReXPZlM:%3Ca%20href=" alt="" width="116" height="116" />O  exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre  nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para exerce-lo, já  não somos mais pessoas comuns. Ser pastor/a no Brasil, “por hora”  ainda é ser pessoa na qual boa parte da sociedade “ainda”  deposita créditos. Essa boa parte da sociedade espera que o/a pastor/a  viva de acordo com o que prega honrando o Nome de Deus, da Igreja  Cristã, e da Denominação que representa.</p>
<p>Frisei “por hora”  e “ainda”,  pois teorizo que diante de tantos escândalos envolvendo pastores/as e  falsos/as pastores/as, tais créditos estão se esgotando. Ainda mais num  tempo em que do lado &#8220;protestante&#8221; &#8220;pastores&#8221; <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;oi=video_result&amp;cad=6440788660138955402&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;ved=0CAgQtwIwAA&amp;url=http%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Frio-e-cidades%2Fnoticias%2Fpastores-presos-com-fuzis-no-ms-pregavam-na-favela-que-receberia-as-armas-diz-policia-20100312.html&amp;ei=SjvSS_mQEMqSuAeh_9j_DQ&amp;usg=AFQjCNGUJSxJNaDNNNyXGdX4nllgEBsb-A&amp;sig2=uG8oONcHrwwMuTEe0NIvCA">são  pegos traficando armas</a>, ou <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=2&amp;ved=0CA8QFjAB&amp;url=http%3A%2F%2Fadoracaogospel.com.br%2Ftag%2Fpastor-preso&amp;ei=7jzSS4WuL8ySuAfmuqD0DQ&amp;usg=AFQjCNEgSLnlsrb0GTYlQXDuUrgkCaCpzg&amp;sig2=KbOTftvMbpkwTDow37JUsQ">envolvidos  em roubos,</a> enquanto do lado católico romano, <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=6&amp;ved=0CBkQFjAF&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.mdig.com.br%2Findex.php%3Fitemid%3D6557&amp;ei=fzzSS5WZFpCKuAfv4a35DQ&amp;usg=AFQjCNHXwndPtUjitGbG4HePr0vGehL4mQ&amp;sig2=m9yQz3B-vxJXkSsDboquOg">padres  são presos por pedofilia</a> e a TV mostra em horário nobre todo um  programa de jornalismo policial onde um &#8220;respeitavel&#8221; <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;ved=0CAgQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sbt.com.br%2Fconexaoreporter%2Freportagens%2Freportagem.asp%3Fid%3D4%26t%3DPedofilia%3A%2BSexo%2C%2BIntrigas%2Be%2BPoder&amp;ei=qjvSS8zXJYqnuAeKlpT3DQ&amp;usg=AFQjCNEkSDMLIXAe9AIPpchNlpiMMs_g7A&amp;sig2=Ii0eezYwQV0iN45CT3x_Vg">monsenhor  de 83 anos é flagrado fazendo sexo com um coroinha.</a></p>
<p>Neste  artigo quero partilhar um pouco da minha caminhada e rememorar a &#8220;dança das  siglas&#8221; e as experiências que vivi ao longo de sete anos. Se você  tiver paciência de me acompanhar, quem sabe descobrirá que seguimos a  mesma trilha. Este artigo narra uma caminhada maravilhosa, onde dei o  primeiro passo como Evangelista, passei a Missionário Designado, depois  para Pastor acadêmico, e agora estou Aspirante ao Presbitério. A  caminhada não terminou, daqui há sete anos se Deus me conceder graça,  continuarei a narrar a sequência dela. Vem comigo! Vem conhecer um pouco  sobre a crise do:<br />
<span style="font-size:medium;"><br />
&#8220;SER  OU NÃO SER?&#8221;</span></p>
<p>Há sete anos, quando era um evangelista na Igreja Metodista Cabeceira  Alegre em Dourados &#8211; MS, fui desafiado por meu pastor Marcio Bandeira e  pelo Superintendente Distrital Getro da Silva Camargo, a mudar-me para  Fátima do Sul, e fazer um trabalho junto à comunidade metodista ali  existente. A Igreja em Fátima do Sul, apesar de seus trinta e cinco anos  na época estava com sua membresia reduzida a quinze pessoas, e segundo  alguns membros mais antigos, houve vezes de no culto de domingo ter  apenas cinco pessoas. Falei com minha esposa e filhos, e aceitamos o  desafio proposto.</p>
<p>Mudamo-nos para Fátima do Sul, por um tempo  trabalhei como pedreiro, tempo depois eu consegui trabalho em uma  fábrica e instaladora de padrões elétricos. Mnha esposa arrumou trabalho  de doméstica, depois passou a trabalhar no DETRAN da cidade. 2003 foi o  ano que marcou meu ministério, pois com muito trabalho fora e dentro da  igreja, em dezembro recebemos onze novos membros, os quais foram  recepcionados pelo pastor Gabriel Colhante, o qual substituiu Marcio  Bandeira em Dourados. Naturalmente como um evangelista eu não podia  realizar atos pastorais, razão pela qual a cada mês vinha um pastor/a do  distrito para ministrar a Santa Ceia.<br />
<span id="more-183"></span><br />
A comunidade foi-se levantando, membros afastados voltando, recebemos  muitas pessoas. Os resultados eram claros, a igreja se fortalecia e a  comunidade começou a clamar e reclamar, pois queria receber de minhas  mãos os sacramentos. Tivemos o apoio do SD que levou a questão ao Bispo  João Alves de Oliveira Filho, presidente da 5ª Região<br />
Eclesiástica. O Bispo sendo sensivel ao clamor do povo metodista  fatimassulense, no Concílio Regional de 2004 concedeu-me uma designação  para o exercício dos atos pastorais. Assim, de Evangelista passei a ser  MD, (Missionário Designado com funções pastorais).</p>
<p>Foram tantas coisas ocorridas, tantas as experiências vividas, tantas as  emoções sentidas, mas meu foco é o periodo que passei a ser Missionário  Designado, pois foi sob esse título que enfrentei logo de inicio a  crise do “ser e não ser”. Se alguém me perguntasse o que é o (MD)  Missionário Designado? Embora eu tenha sido um, eu não saberia responder  claramente. Penso que o Missionário Designado é uma pessoa  ministerialmente indefinida, figura que não aparece em Cânones, mas  aparece nas igrejas, o que lhe faz uma pessoa cheia de contradições no  exercício de seu ministério, pois oficialmente não é pastor ao mesmo  tempo em que laboralmente o é.</p>
<p>As indefinições acima citadas faziam com que, diante dos muitos debates  nos Concílios Distritais, muitas vezes eu saísse com uma tremenda crise  de identidade. Tal crise ocorria, pois para minha igreja comunidade eu  era pastor, mas diante da Igreja Instituição, o que ficava bem  evidenciado nas reuniões, votações e atas conciliares é que eu não era  pastor. Lembro-me de um episódio, em que um missionário que servia na  Igreja de Bela Vista – MS, após ter concluído o CTP e ter entrado no  Período Probatório, diante da leitura de uma ATA feita por um Reverendo  que secretáriava o Concílio Distrital fez o maior escarcéu. O fato  inusitado ocorreu quando o secretário citou-o ainda como sendo MD. O  revoltoso pastor que atualmente deixou o ministério e a Igreja  Metodista, disse em tom prepotente: “Missionário  Designado!!! Reverendo, eu já não sou mais MD, eu exijo que o senhor  faça a correção dessa ATA!”.</p>
<p>Deus ajudou-me a superar tal crise, quando por ocasião de um Concilio  Distrital na Igreja Metodista Central de Dourados, a Pastora Zenaide,  que pastoreava a Igreja Metodista na cidade de Ponta Porã, fronteira com  o Paraguai, chamou-me de lado, durante um intervalo, e abrindo sua  Bíblia, mostrando-me uma passagem, disse: Pr. Zé do Egito, Deus mandou você fazer isso aqui: “Tu, porém, sê  sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um  evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”. (2 Tm 4.5)</p>
<p>A  partir daquele momento senti a paz de Deus em meu coração. Fui  convencido pela Palavra inspirada de que, independente do titulo que  antecedia meu nome, Deus tinha para mim um chamado, e que cabia a mim  fazer minha parte, pregar o Evangelho.</p>
<p>O tempo passou e pela  graça de Deus, e em 2005 ingressei no Seminário Bispo Scilla Franco em  Lins – SP, para fazer o Programa Pré-Teológico, que hoje se chama (POV), Programa de Orientação  Vocacional, agora eu era um Seminarista. Depois de muitos estudos,  sacrificios familiar e pessoal, fui aprovado, e em 2006 iniciei a  faculdade via semi-presencial. Aumentaram as lutas, as despesas  financeira, a dedicação aos trabalhos acadêmicos. Aumentou também o  tempo longe da esposa, dos filhos, da comunidade de fé. As viagens eram  tantas que no segundo ano de CTP no dia do pastor a comunidade me  presenteou com uma bela e grande mala de rodinhas. A partida era sempre  emocionante, alguém que possuía carro me levava a rodoviária, oravamos  ali, e ao nos despedirmos prometiam que ficariam orando e torcendo por  mim.</p>
<p>Para poder financiar as viagens de Mato-Grosso-do-Sul a São  Bernardo do Campo &#8211; SP, comer, adquirir os livros e apostilas requeridos  pelos professores, vendi meu fusca, passei a pastorear de bícicleta.  Atualmente deixei de ser PC &#8211;  Pastor Ciclista e me tornei PM &#8211;  Pastor Motoqueiro.</p>
<p>No final de 2009 conclui o Curso Teológico  Pastoral, para a Igreja Metodista me tornei, BT &#8211; Bacharel em Teologia.  Não foram só minhas siglas que mudaram, muitas outras mudanças ocorreram  nestes sete anos. O tempo, o trabalho, as orações, a missão, os  concílios, a ação do Espírito Santo trouxeram transformações para a  Igreja em Fátima do Sul, para o Distrito MS, para a Igreja Metodista na  5ª Região e no Brasil.</p>
<p>Mas em 2009 devido uma das decisões do  Concilio Geral eu e meus pares que estavamos no último ano da faculdade  de teologia, recebemos o título de “pastor/a acadêmico/a”. De MD passei  para PA &#8211; Pastor Acadêmico, fiquei feliz, mas confesso que, o novo  “título” não mudou em nada minha maneira de trabalhar. No final de 2009  conclui o Curso Teológico Pastoral, para a Igreja Metodista me tornei,  BT &#8211; Bacharel em Teologia.</p>
<p>A passagem pela Fateo ampliou minha  visão pastoral, acrescentando conhecimento as experiências que eu já  possuia. O Pastor Acadêmico, título transitório, documentalmente tem  visibilidade dentro da Igreja Instituição, uma vez que é fruto de uma  decisão conciliar geral. É diferente da situação dos/as Missionários/as  Designados/as que não são tratados/as de forma clara nas páginas dos  Cânones e demais documentos da Igreja Metodista, mas enquanto pessoas  são bem presentes, visíveis e atuantes em muitos campos missionários da  mesma Igreja por este Brasil a fora.</p>
<p>Confesso que sinto saudades  da Turma do CTP 2006, dos/as professores/as da faculdade de teologia.  Chegavamos ali na UMESP, para passarmos pouco mais de dez dias, mas  eramos sempre bem acolhidos. Sinto saudades de todos, das aulas, das  polêmicas, dos choques entre vida de piedade das comunidades e o  ambiente universitário. Das conversas com alunos e mestre nos  corredores, dos debates que aconteciam no &#8220;SENZALÃO&#8221; como chamavamos a sala coletiva onde ficavamos  alojados. Recordo-me dos debates entre os&#8221;CANELAS DE FOGO&#8221; como chamavamos os avivados e os &#8220;CANELAS DE GELO&#8221;, irmãos que pegavam  no pé da turma chegada as vígilias do “<em>Reteté de Jeová</em>”.</p>
<p>Para  alguns eu era um cara inteligente, alguns amigos me chamavam de  &#8220;mestre&#8221;, outros de &#8220;bispo&#8221;, havia também os que me chamavam de  polêmico, metido a sabe tudo, cheio de querer encurralar professores com  questões complicadas. Mas que tempo bom! Tempos que não voltam mais,  que passou, mas deixou saudades, experiências e boas lembranças. Admito  que após a formatura, entrei em crise, por que não tinha mais trabalhos  para fazer, então retomei a leitura de alguns livros que usei nos quatro  anos de estudos teológicos. A cada página relida, me vem a memória os  professores, os colegas de classe.</p>
<p>No tempo acadêmico  supracitado, fiz amigos e irmãos, pude crescer bastante aprendendo com  os docentes e discentes, conhecendo e convivendo com pessoas de quase  todo o Brasil.</p>
<p>Mas, sinceramente a saudade maior que sinto é de  meu tempo de Missionário Designado, aliás tudo acima relatado por cinco  anos, vivi enquanto Missionário Designado. Com a sigla MD, eu costumava  brincar nos Concílios Distritais, quando o assunto sobre o que podiamos  ou não podiamos fazer vinha à baila, e quase sempre ele vinha. Naquele  tempo eu brincava com alguns/mas colegas dizendo que, certa vez eu  estava em crise, e em meio a ela, clamei a Deus, falando a Ele:</p>
<p>“- Senhor, a Igreja instituição em  seus documentos diz que não sou pastor, aliás, nem apareço em tais  documentos. Por outro lado Pai, a igreja povo me chama de pastor, pois  lá sim apareço, eu atuo, pregando, batizando, fazendo ofícios fúnebres,  ministrando a Santa Ceia, e até expulsando demônios!! Senhor, Tu sabes  bem, que aqui em Fátima do Sul, só faço tais atos pastorais, porque não  tem nenhum/a REVERENDO/A por perto. [menos expulsar demônios, pois para  tal ato não precisa usar títulos, basta crer no Nome de seu Filho, Nome  que é sobre todos os nomes]. Verdade é Senhor que estou atravessando a  crise do: ser e não ser! Pois sou, ao mesmo tempo em que não sou!</p>
<p>Pode parecer complicado Pai, mas deixe-me  explicar: Oficialmente, pastor, dizem que não sou. Presbítero muito  menos. Evangelista não tenho o curso exigido pela Região. Socorra-me  Deus! Ajude-me a desfazer essa confusão na minha cabeça, pois alguns/as  pastores/as chamam-me de MD, outros/as me chamam de pastor. Aqui na  minha cidade há quem me chame até de Reverendo Zé do Egito.</p>
<p>Mas já me advertiram que não pode tal coisa,  pois fere as normas eclesiásticas. Tentei argumentar que as pessoas de  fora não compreendem os tramites internos da Igreja. Não sabendo  diferenciar evangelista de pastor, muito menos reverendo do pastor! (Se é  que há diferenças), por isso fiquei na minha quando me chamaram de  Reverendo, pois tentar explicar isto para os de fora, seria a mesma  coisa que discutir “o sexo dos anjos”.</p>
<p>Paizinho,  eu argumentei que fui chamado assim, talvez pelo fato de que para  aquela pessoa todo pastor independente do título, por pregar a Palavra  de Deus, visitar, orar, aconselhar, evangelizar, pastorear com esmero se  torne digno de reverência. Mas, meus argumentos caíram no vazio, pois  teve irmão que sacou dos Cânones e provou por A + b que sou MD e mais  nada! Disse enfaticamente que, embora o MD possa realizar atos  pastorais, sua existência não é canônica. Pois é Pai! Diante de tanta  confusão, eu já nem sei quem sou. Mas, me diga Ó Divino Mestre, o que  sou eu? uma vez que, só tu és o Eu Sou?</p>
<p>Diante  de meu &#8220;miserere&#8221; missionário, uma voz como de muitas águas disse para  mim: _ Zé do Egito, saiba que tu és um MD!</p>
<p>Eu  indaguei. _ MD de Missionário Designado, Senhor?</p>
<p>A Voz respondeu-me: _ Não. “Mestre Divino!&#8221;</p>
<p>Se Deus estivesse preocupado com siglas e nomenclaturas e diante  Dele tivesse mais valor o titulo que antecede nossos nomes, do que o  serviço e testemunho que prestamos do Nome Dele, com certeza a jocosa e  fictícia oração acima citada poderia passar como verdadeira e seria uma  maldição e não benção. Pois ao ser chamado, por Deus de Mestre Divino,  para não me encher de soberba, prepotência, vaidade e egolatria, Deus  teria que por em mim não &#8220;um&#8221; espinho na carne como fizera a Paulo, mas  sim um rolo de arame farpado em volta de todo meu ser.</p>
<p>Digo isso  porque os títulos muitas vezes inflam nossos egos, e se Deus não nos  der umas &#8220;espinhadas santas&#8221; eles crescem tanto até explodirem. Assim  sendo, acredito ser por isso que independente das nomenclaturas por nós  adotadas por fins burocráticos, as Escrituras Sagrada, chama-nos a  sermos e vivermos como “servos/as”. Embora os “títulos” sejam  necessários para uma melhor organização dentro da Igreja, existem  pessoas que se apegam a eles. E em seus ministérios as únicas coisas que  possuem é nomenclaturas e nada mais, pois estão com as mãos vázias de  obras para apresentar a Deus.</p>
<p><span style="font-size:medium;">O DESAFIO DO SER PASTOR</span></p>
<p>Tenho  aprendido que ser pastor/a é uma responsabilidade e tanto, e conviver  com isso não é nada fácil, pois é difícil sair e deixar o pastor/a em  casa, ou na igreja. Ele/a vai conosco, ele/a está em nós, seja na  Igreja, seja na cama, seja na pizzaria, seja na lanchonete.</p>
<p>A  nomenclatura “Pastor/a”, pode nos exaltar ou rebaixar. Tal ambigüidade  se manifesta de forma mais intensa, em meio aqueles que sabem o real  peso do título e a responsabilidade dele advinda. Quando o pastor/a  comete um deslize alguém sempre indagará: &#8220;mas ele/a não é um/a  pastor/a?&#8221; Na hora de abrir o crédito no banco ou na loja, ao se  apresentar como pastor/a, em determinados lugares muitas vezes já se tem  metade do crédito negado. Para começar, quando for preencher o cadastro  se não tiver outra formação tera que se apresentar como autônomo, pois  em muitos lugares ainda não se reconhecem a função, não tendo em que  profissão marcá-la. Porém, todos se lembrarão que o/a cliente é pastor/a  se por um motivo ou outro a conta não for paga no prazo certo. Sempre  se ouvira diante da falha cometida este comentário: “ainda diz que é  pastor/a!”</p>
<p>A maior dificuldade no ministério é quando  precisamos ir a lugares onde a sociedade e mesmo as Igrejas consideram  inadequados para um/a pastor/a ir. Pois, carregar o titulo de pastor/a é  carregar uma marca, que todos esperam que seja de distinguibilidade. E  isso muitas vezes gera o conceito dualista de espaços sagrados e  profanos. E nos considerados profanos, o/a pastor/a não poderá entrar.  Ex. se o/a pastor/a estiver com sede e  parar num bar e pedir um copo de água e alguém ver, certamente dirá que  era CACHAÇA, pois o bar é um lugar profano. Mas, se o pastor estiver no  pátio da igreja ou da casa pastoral tomando um copo de CACHAÇA, o  transeunte certamente pensará e dira que é água. Pois a igreja ou a casa  pastoral é um espaço sagrado. E se acaso Jesus Cristo quiser ir até um  desses lugares “profanos”, que use outra maneira, que vá de outro modo,  menos na pessoa do pastor/a.</p>
<p>A responsabilidade recai  não só sobre nós, que temos o nome antecedido por siglas como: Pr, Prª  (pastor/a), Ap, (Aspirante ao pastorado), AP Aspirante ao Presbitério-  Pb, Pbª (presbítero/a), Rev/ Revda (Reverendo/a)&#8230; Pois os “títulos”  afetam e muda também a hábitos e identidades de nossas famílias. Se o  pastor/a for casado/a, e tiver filhos/as, ambos perdem seus nomes,  passando a ser conhecidos/as: como esposo/a, do pastor/a, filho/a do  pastor/a. Sendo muitas vezes cobrados em demasia, perdendo em certas  comunidades o direito humano de errarem, pois sendo uma família pastoral  dela se cobra perfeição.</p>
<p>É interessante que o pastor/a é quase  sempre visto como um ser a parte, quase que sem gênero. Exemplo: Quando  você no exercício do ministério for fazer uma visita, leve junto outra  pessoa cujo nome não seja antecedido por nenhuma sigla. Observe que ao  bater palmas, certamente alguém olhará pela janela e dirá: “é um homem  mais o pastor! ou é uma mulher mais a pastora!”.</p>
<p>Certa vez, uma  irmã muito querida e seu esposo, chegaram até a mim, após e escola  dominical, e disseram: “-pastor  queremos que o senhor venha conosco, almoçar em casa, porém com uma  condição.</p>
<p>Perguntei – Qual?</p>
<p>Ela disse: &#8211; que o senhor  deixe o pastor em casa, não queremos nem que ore pela refeição, não  queremos ouvir o senhor falar nada de Bíblia e igreja, nós queremos que o  senhor seja o senhor mesmo, sem agir como pastor.”</p>
<p>Eu  achei estranhas aquelas condições, mas aceitei, (afinal o que vem a mim  de maneira alguma lanço fora, e como de tudo que se apresenta a mesa sem  procurar pela procedência) porém não consegui cumprir o trato, quando  me dei conta, estava falando de igreja, de Bíblia, de Deus, e indicando  para eles o filme evangélico: “Desafiando gigantes”.</p>
<p>Mas ser e viver como pastor/a é um desafio que na atualidade exige muito  mais do que falar de Deus, da Bíblia ou demonstrar um linguajar  evangélico. Implica em se comprometer com o mundo por quem Deus por amor  enviou seu Filho único. Neste mundo, pelo comportamento que se espera  de um/a pastor/a temos a obrigação se sermos diferentes, sem, contudo  sermos indiferentes, ou alienados/as. Penso que em certo sentido, somos  chamados a sermos “mundanos”, pois Jesus orou: “Pai eu não vos peço que os tire do mundo, mas que os livre do  mal” (Jo 17.15).</p>
<p>Temos que viver no mundo e amá-lo, agindo em sua transformação como  agentes do Reino de Deus, numa luta para discernirmos os sinais do Reino  manifestos fora da Igreja. E com estes sinais extra Igreja sabiamente  fazermos pontes. Isto implica em sermos “mundanos”, sem vivermos de  forma libertina seguindo os valores errôneos e sistema iníquo que operam  no mundo.</p>
<p>Somos chamados a exercer o ministério em uma sociedade brasileira, na  qual quanto mais aumenta o número de evangélicos, menos transparece o  Evangelho. Pois a igreja brasileira cresce no quesito quantidade, mas  tem deixado a desejar no essencial que é envolvimento com a  transformação do mundo por meio de uma práxis cristã com impacto  espiritual e social. Na atualidade o exercício de um ministério pastoral  genuíno se torna cada vez mais desafiador, pois basta uma rápida  pesquisa na internet, e logo se depara com cursinhos de seis meses, dos  quais se sai “bacharel em teologia”. Além do pouco tempo de estudo, o  matriculado conta com a benesse de receber “diploma” e “carteirinha de  “pastor/a em casa, via sedex dez.</p>
<p>Em muitos desses &#8220;cursinhos&#8221; Indivíduos tornam se pastores/as  formados/as, ou deformados/as, sem quase nada do ensino Reformado.  Alguns/mas são inegavelmente bons/boas oradores/as, com discursos  prontos, carregados de jargões e frases de efeitos, ávidos/as para  &#8220;trabalharem&#8221;, pois precisam iniciar suas “pequenas igrejas”, tendo em  vista “grandes negócios”. São tais motivos que nos desafiam a mostrarmos  ao mundo descrente por meio de nossas vidas consagradas e  compromissadas com a Verdade do Evangelho, que existem diferenças entre  pastores/as e “pastores/as”, Igreja compromissada com o Reino de Deus e  sua justiça, e igreja interessada no reino do mundo e sua cobiça. E para  piorar a situação, atualmente o/a pastor/a tem que conviver com<br />
constantes comparações entre seu desempenho real na comunidade e dos/as  tele-evangelistas<br />
famosos/as, que virtualmente pastoreiam seus membros.</p>
<p>É amado/a leitor/a, você que já é, ou almeja ser pastor/a, saiba que  alguns títulos pesam sobre nós, eles grudam, impregnam, não largam. A  coisa é tão séria que, mesmo quando se deixa o ministério, tanto dentro  como fora da igreja a pessoa será sempre lembrada como um/a: “ex &#8211;  pastor/a”. Mesmo deixando o exercício da função, o titulo permanece.</p>
<p>A Bíblia Sagrada tem inúmeros conselhos para o desempenho eficaz do  ministério pastoral. Pois, pelo Brasil e mundo existem milhares de  homens e mulheres vocacionados/as, que aceitaram o chamado, para ser,  viver, sofrer e até mesmo morrer como pastor/a. Servos e servas que  servem em lugares de pobreza extrema, em meio a guerras, favelas,  presidios, populações ribeirinhas&#8230; A maioria dessas pessoas certamente  nunca apareceram e provavelmente jamais aparecerão na mídia, são  desconhecidas pelos homens, mas conhecidas, amadas, levantadas e  sustentadas por Deus. Firmadas na fé em Cristo e na dependência do  Espírito Santo elas proclamam de graça e com graça por meio de suas  vidas o Evangelho da Graça. Seguem com dignidade e humildade, supridas  pela Força do Alto, sabendo que exercer o ministério pastoral, em meio a  atual banalização do ser pastor/a esta muito longe de ser um mero  profissional eclesiástico que mercantiliza a fé negociando o sagrado.  Prosseguem conscientes de suas limitações humanas, sendo frágeis vasos  de barro. Vasos imperfeitos, contudo, valorosos em Cristo, pois a tais  obreiros Deus revestiu de dignidade ao escolher e capacitar, a fim de  fazer por meio de deles/as manifesta Sua Presença ao mundo. Por assim  ser, o título por si só, se torna irrelevante, mas a atuação e vivência  como um/a fiel e abnegado/a pastor/a, foi e sempre será importante,  relevante e necessário a Igreja e sociedade, ainda que seja como o sal,  que embora não apareça, confere sabor e preservação.</p>
<p><span style="font-size:medium;">CONCLUSÃO</span></p>
<p>Não devemos nos preocupar tanto se a reação da sociedade será  positiva ou negativa em relação a nosso ministério pastoral. Importa  antes testemunharmos diante dela o Evangelho. Não devemos jamais  retroceder, temerosos se para ela o ofício pastoral é coisa de somenos.  Não devemos jamais abrir mão de nossos princípios, mesmo quando às vezes  em nossas próprias comunidades de fé, algum membro tele-pastorado, nos  desprezar, comparando-nos e julgando-nos inferiores aos pregadores  midiáticos, dentre os quais, muitos pregam para multidões, mas  pastoreiam seus próprios ventres.</p>
<p>Diante das críticas ou desprezos, devemos permanecer fiéis. Dependentes  do poder e ação do Espírito, e não do marketing religioso . Apesar das  agruras do santo ministério, Deus nos convida a prosseguirmos, usando os  talentos que Ele nos concedeu. Nossa bússola deve ser sempre a Bíblia  Sagrada, nosso referencial maior Jesus de Nazaré, nosso exemplo humano o  Apóstolo dos gentios, Paulo, chamado para sofrer por amor de Cristo. (At 9. 16) O ministério provado e  aprovado de Paulo nos ensina que, quando perseguidos, apedrejados,  maltratados, preteridos, humilhados, devemos buscar o abandono de tudo e  nos fazer totalmente dependentes da Graça de Deus. (I Cor 4. 9 a 13) O antigo discípulo  de Gamaliel, quando preterido pelos crentes de Corinto, em nada se  julgou inferior aos &#8220;super-ápostolos&#8221; de seu tempo. (2 Coríntios capítulos 10, 11 e 12)  Firmado na sua fé e experiências com Jesus Ressuscitado, que lhe davam  certezas do chamado, (At 18: 9, 10)  diante das crises reafirmava sua fé declarando: &#8220;Porque eu sei em quem tenho crido, e estou  certo de que é poderoso para guardar meu tesouro até aquele dia&#8221; (2 Tm  1.12)</p>
<p>O que em todo tempo nos  servirá de motivação, nos movendo e alavancando mantendo-nos firmes nas  promessas do Senhor é sabemos para quem fazemos e sobre quem exercemos o  pastorado. As palavras do Apóstolo Pedro, causam &#8211; me temor e tremor  todas as vezes que as leio, pois elas demonstram que para aqueles/as  para quem muito foi dado, igualmente muito será cobrado: “pastoreai o  rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas  espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa  vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes,  tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se  manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (I Pe 5.2)</p>
<p>Diante das crises  emocionais e lutas espirituais, independente da sigla que antecede  nossos nomes, devemos olhar para essas promessas contidas nas  Escrituras. “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor  Jesus Cristo. 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes,  sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é  vão no Senhor.” (I Cor 15.57, 58).</p>
<p>Após  esta longa reflexão, eu não poderia deixar de fazer um apelo aos  delegados ao próximo Concílio Geral, aos homens e mulheres que aprovam e  mudam as normas canônicas. Sei das lutas dos MDs e peço que possam  definir de forma amorosa, valorosa e clara nas páginas dos próximos  Cânones, as atribuições, obrigações dos (MDs) Missionários e  Missionárias Designados/as espalhados por este Brasil, principalmente  nos campos missionários. Homens e mulheres que muitas das vezes não  possuem formação acadêmica, mas, que indubitavelmente na vida  ministerial respondem sim, com palavras e atos concretos as perguntas de  Wesley: <em>Tens a graça</em>? <em>Tens</em> os dons? <em>Tens os frutos</em>?</p>
<p>Não critico os títulos reconhecidos pela  Igreja canonicamente, mas sim quem se apega ou se esconde atrás deles,  desvalorizando quem não os possuem, mas que trabalham igualmente na obra  de DEUS. Reconheço que eles devem ser meramente organizacionais, não se  tornando motivo de orgulho e ostentação, pois quando usados no sentido  de organização, são necessários e até benéficos. Mas quando quem os tem  se vale deles, se julgando superiores aos demais, penso que se tornam  vazios do sentido da simplicidade do Evangelho de Cristo. Títulos são  transitórios, pois a Bíblia nos diz que os que morrem no Senhor, levam  após si somente suas obras, e não suas nomenclaturas. (Ap 14.13) Elas  quando muito, ficarão gravadas nas frias lápides de nossos túmulos.</p>
<p>Com todo amor e respeito à Instituição da qual faço parte cooperando na  Missão de Deus em salvar o mundo, prossigo pastoreando e orando no  sentido de que, independente dos títulos que antecedam nossos nomes,  tenhamos sempre a graça de Deus a nos capacitar. Pois por meio dela  poderemos fazer aquilo para o qual fomos chamados a ser, servos e  servas, santos e santos, ativos/as e frutíferos/as no pastoreio do  rebanho Dele.</p>
<p>Pr. José do Carmo da Silva (Zé do Egito).  Atualmente como AP &#8211; Aspirante ao Presbitério, se preparando para o  exame da Ordem Presbiteral. Com a graça de Deus chegarei lá, mas jamais  deixarei de ser Missionário Designado, pois creio piamente que por Deus  fui Designado para o exercício do santo ministério, tendo minha vocação  reconhecida pela Igreja.</p>
<p>Igreja Metodista em Fátima do Sul-MS.</p>
<p>ESTE TEXTO É UMA REEDIÇÃO, FOI ESCRITO HÁ DOIS ANOS QUANDO EU  AINDA FAZIA O CTP. O ORIGINAL SE ENCONTRA NO SITE DA FATEO.</p>
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			<media:title type="html">Povo Chamado Metodista</media:title>
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		<title>Uma pseudo análise &#8220;caiofabiana&#8221; como resposta a questão: &#8220;Por que o frango atravessou a rua?&#8221;</title>
		<link>http://przedoegito.wordpress.com/2010/04/29/uma-pseudo-analise-caiofabiana-como-resposta-a-questao-por-que-o-frango-atravessou-a-rua/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 20:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CAIO FÁBIO: – Zé do Egito, bom dia! O prazer é meu, mas penso que você na realidade veio aqui querendo me perguntar: “Por que a esposa de Potifar tentou te agarrar?” Mas, eu sei que estas questões ainda são muito fortes para você as encarar, então fugindo de seu conflito “esposapotifariano” você vem aqui para me perguntar: “Por que o frango atravessou a rua?”
Enquanto você não expõe a questão latente no seu subconsciente “zeegitano interno”, vamos a sua pergunta aparente: “Por que o frango atravessou a rua?”
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://przedoegito.files.wordpress.com/2010/04/image5b65d.png?w=495&#038;h=274" alt="" width="495" height="274" />Tenho pedido a Deus que me de a graça de  anunciar e denunciar com graça, portanto a entrevista abaixo embora seja  uma sátira, nas entrelinhas dela encontram-se aquilo que certa vez  disse Charles Chaplin: “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de  dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei  muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da  platéia que sorria. E neste espírito “charleschapliano” que neste post,  abordarei a “questão homossexual e homossexualidade”.</p>
<p>Penso que criticar com graça é uma arte, e a arte esta em fazer graça  criticando, mas sem menosprezar ou subestimar a inteligência do/a  leitor/a. Então neste espírito da graça que alimenta a arte e a arte que  emana da graça, vamos à pseudo-entrevista. Nela misturo humor com  realidade a fim de mostrar como a Igreja muitas vezes reage  repulsivamente ao homossexual, por não saber separá-lo do  homossexualismo. Para tanto teci a questão num enredo onde  respeitosamente simulo uma entrevista com o Reverendo Caio Fábio que  tenta desvendar o “enigma do frango que atravessou a rua.” Você se  surpreenderá com a eloqüência e elucubrações das respostas deste  pensador cristão da atualidade. “Ficará mais surpreso ainda ao saber a  resposta ao: ‘‘Enigma do Frango”.</p>
<p><span id="more-180"></span></p>
<p><strong>ZÉ DO EGITO:</strong> – Reverendo Caio Fábio, bom dia! É um  prazer entrevistá-lo, podendo ouvir, aprender e refletir junto contigo  sobre esta pergunta que não quer calar: por que o frango atravessou a  rua?</p>
<p><strong>CAIO FÁBIO</strong>: – Zé do Egito, bom dia! O prazer é meu, mas  penso que você na realidade veio aqui querendo me perguntar: “Por que a  esposa de Potifar tentou te agarrar?” Mas, eu sei que estas questões  ainda são muito fortes para você as encarar, então fugindo de seu  conflito “esposapotifariano” você vem aqui para me perguntar: “Por que o  frango atravessou a rua?”<br />
Enquanto você não expõe a questão latente no seu subconsciente  “zeegitano interno”, vamos a sua pergunta aparente: “Por que o frango  atravessou a rua?”</p>
<p>Ele atravessou a rua por vontade de ser livre! Pois na verdade ele era  frango por fora e franga por dentro! Este frango estava à procura da  morte quando achou a vida, não a vida que ele queria para ele, mas a  vida que a igreja dita “evangélica” empurrou no papo dele! Uma vida pior  do que a morte!</p>
<p>A história deste frango é a história de muitos nas igrejas evangélicas!  Ouço falar deste frango deste que estava em Manaus. É fácil falar que  ele atravessou a rua! Mas, será que alguém, já parou para pensar que ele  só atravessou a rua, porque onde ele estava não havia aceitação dele  por parte da comunidade na qual ele quis se juntar!<br />
Muitos emails me são enviados, me perguntando: Caio, porque o Frango  atravessou a rua? Eu não tenho respostas para questão tão complexa, mas  creio que ele travessou a rua, porque algo lhe estava atravessado na  alma! Mas isto se deve a uma força interna, retida nele deste o tempo  que ele ainda era um pintainho! A mãe dele, só colocou um ovo. Sim, este  frango que atravessou a rua, era ovo único! Mas, a mãe dele, sonhava,  esperava, idealizava uma franguinha. Ela queria uma filha. Ai nasceu o  frango, e ela transferiu para ele toda a frustração dela, criou o como  se fosse franga! Era ela mãe super – protetora, que o cobria de mimos,  embora ele tenha nascido frango, ela se fez cega para este detalhe e  passou a tratar-lhe como se franga fosse.</p>
<p>O drama “frangolônico” começou na infância dele, mas atingiu o apogeu na  juventude. Na realidade o ato atravessesco de rua realizado pelo  Frango, que em homenagem aos gaúchos, aqui vou chamar de Galdério, se  explica lacanianamente no pressuposto de que todo delírio do frango foi  um fenômeno elementar contínuo e possuidor da mesma causalidade; e o  momento fecundo dos empuxos ao delírio traduz a reiteração desses  fenômenos, interativos que envolvem a mãe do Galdério, sua tia a franga  Mafalda, seu tio João Galo e como grande vilã, a Igreja Evangélica,  maior responsável pelo “embibamento” total do autor da travessia. Minha  resposta ao: Drama do frango, parte do eixo alucinação-interpretação, e  explica a significação da significação aplicada às intuições delirante e  ululante que propõe pensá-las a partir da metáfora: “Por que o frango  atravessou a rua?”<br />
A travessia da rua, nada mais foi do que o reflexo explosivo do desejo  há muito contido no coração daquele frangote, que desejava atravessar ao  menos o quintal, mas a mãe sempre lhe tolhia a liberdade!</p>
<p>Quando sua consciência “galoexistencialista” estava em formação, em meio  à dúvida do ser ou não ser? Sem saber se era franguinho ou franguinha?  Se, cantava ou cacarejava de madrugada? Perturbado constantemente pelos  franguinhos do quintal que chamavam o de “biba”, frango Galdério vivia  uma crise existencial que nem Freud explica melhor! A existência de  Galdério foi urdida tal qual trama de deuses gregos para ferrar os  homens, os quais na qualidade e carnal realidade de homens, jamais  chegariam a semideuses, sem antes se humilharem diante do panteão de  divindades nas quais eles próprios enxergavam a si mesmos.</p>
<p>Nesta trama urdida com teias de rejeição, sedução, preconceito e  conflito interior com manifestações no exterior, o frango Galdério foi  envolvido por aves do convívio “quintalesco” dele! A começar, por seu  tio João Galo, por quem frango Galdério nutria grande admiração, por ser  ele a figura paterna mais próxima que possuía. Ele adorava ver o João  Galo correndo atrás das galinhas. Ele queria ser igual a ele, mas por  mais que tentava, se tornava mais e mais parecido com sua tia franga  Mafalda, adquirindo assim trejeitos femininos.</p>
<p>Numa tarde de quarta-feira, pouco antes do sol se por, quando percebeu  que sua mãe, a qual nunca o deixava atravessar o quintal não estava por  perto, ele saiu em disparada correndo, buscando o outro lado do  terreiro, procurando emoções que nunca tinha sentido, querendo ver o que  havia do outro lado de lá. Mas, seu jeito de correr era efeminado, pois  sua mãe o tornou um frango com características de franga. Então, seu  tio João Galo, o rei do galinheiro, ficou apaixonado, quando viu aquela  carreira “galesca corceana” diferente, saiu em disparada correndo atrás  dele. Frango Galdério já exausto chegou ao outro lado do quintal,  cansado, arfando, língua de fora do bico, pernas bambas, caiu com o papo  por terra baixando a guarda… Ai seu tio João Galo, com um sorriso  malicioso no bico, impiedosamente abusou dele!</p>
<p>A atitude abusiva de João Galo, fez vir um crepúsculo sobre a vida do  jovem frango Galdério, que jazia ali no chão, violentado no seu íntimo, a  vista das galinhas, porcos, vacas, perus, patos, cachorros e demais  animálias que habitavam o sítio “Ranca toco”. Contudo, frango Galdério  estranhamente não conseguia odiar João Galo, mas nutria por ele um  sentimento de atração e repulsa de querer e não querer…</p>
<p>O tempo passava, e o jovem frango carregava seu fardo! Agora era  constantemente assediado por seu tio João Galo, que vivia a lhe enviar  presentes e proteger dos outros franguinhos que constantemente lhe  humilhava. A constante proteção e presença de seu tio, o confundia mais  ainda, mergulhado num mar de dúvidas começou a pensar em se converter  para por fim aqueles sentimentos que a cada dia o dominava mais e mais. O  jovem frango queria dar um fim ao seu drama, pois ele sabia que tinha  nascido frango, embora sua mãe tenha entronizada uma franga dentro dele,  pela maneira que o criou, pois moldou nele a filha que queria ter tido.</p>
<p>Naquela manhã, o pobre jovem frango, em meio a suas crises, resolveu  sair em busca de ajuda. Chegou a uma igreja chamada Comunidade Canta  Galo. Mas, ao chegar à porta, o galo porteiro disse a ele: <strong>–  Sinto muito, mas aqui é só para galos machos, não aceitamos aves como  você aqui. O nome da Igreja é Canta Galo, e não Cacareja Galinha! Alguns  franguinhos jovens que estavam ali começaram a rir dele, fazendo troça…  Nesse exato momento de constrangimento, preconceito e rejeição fora que  ele tomou a decisão de atravessar a rua.</strong></p>
<p>Contudo, a verdadeira intenção dele, não era de simplesmente atravessar a  rua! A intenção dele era de cometer um suicídio. Mas, ele não  conseguiu, pois ao pisar na malha asfáltica, uns carros com bandeirolas  com as cores do Arco &#8211; íris, e um bando de gente cantando e dançando  pararam, todos ficaram abismados ao verem aquele frango com porte de  franga, galantemente atravessando a rua&#8230; Pé por pé&#8230; Passo a passo!  Diante de tal espetáculo, todos o aplaudiram. Então ali no centro da  via, embaixo de aplausos, ovacionado aos sons de assovios e gritos de,  poderosaaa! Lindaaaaaaaaaaa! frango Galdério se reencontrou consigo  mesmo ou mesma. Ele decidiu que não era mais o mesmo, mas sim a mesma!  Assumiu aquilo contra o qual lutava, e sem pena de si mesmo não mais se  importando com o que iriam dizer, soltou a franga! Assumindo de vez que  era um verdadeiro <strong>GAYderio</strong>.</p>
<p>E ao olhar para a outra a outra margem, quem ele vê a esperá-lo? Seu  tio, o João Galo, com toda a sua sanha de corruptor de menores! Gaydério  olhou naquele rosto galesco, e novamente enxergou o mesmo sorriso que  vira em um relance naquela tarde de quarta-feira quando João corria  atrás dele. Continuando a caminhada, ao completar a travessia, chegando  ao outro lado, caiu de vez nas asas de seu tio João Galo. E então o sol  que outrora havia se posto de forma forçada naquela primeira tentativa  de atravessar o quintal, agora brilhou efusivamente de forma deliberada e  consciente na vida do agora assumido frango Gaydério!</p>
<p>Após uma rápida troca de olhar entraram na Igreja AGALANTO, uma igreja  de orientação para aves gays e com as bênçãos do pastor Marcos  Galostones, casaram e viveram felizes até o final de semana, pois o dono  do sítio onde viviam, resolveu servir-se deles para fazer uma  galinhada.</p>
<p>Zé do Egito, concluo afirmando que: a travessia da rua, pelo Frango teve  suas razões, assim como a homossexualidade também tem suas razões. E a  Igreja por não saber identificar, acolher, amar e oferecer oportunidade  de superação do problema, para aqueles que têm isso como um problema e  por isso buscam ajuda  nela, muitas vezes os empurra para a outra margem  de lá, nos braços de grupos tão extremistas quanto os da margem de cá.</p>
<p>Nele, em quem há graça e libertação!</p>
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		<title>O Enigma de Abiel: &#8220;Quantos metodistas são necessários para trocar uma lâmpada?&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 20:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li><img class="alignleft" title="lampada" src="http://jornalreticencias.files.wordpress.com/2009/10/lampada-2.jpg?w=191&#038;h=157&#038;h=157" alt="" width="191" height="157" />Há muito circula pela  internet um artigo que de forma jocosa relata uma discussão sobre,  quantas pessoas são necessárias para trocar uma lâmpada? No texto, cada  pensador, instituição, igreja e etc. dão complexas respostas ao dilema,  que só perde para o enigma de Tostines, o qual até hoje ninguém soube  responder se ele: <strong>&#8220;</strong><strong><em>vendia  mais porque era fresquinho, ou era fresquinho porque vendia mais</em></strong><strong>&#8220;?”</strong></li>
<li></li>
<li>Pensando sobre isto  resolvi escrever este artigo, ele é uma abordagem bem humorada sobre o  nosso jeito metodista de ser e resolver as coisas. Se alguém, se  enxergar dentro do texto, parabéns, pois isso mostra que você realmente  faz parte do Povo Metodista! E antes que alguém queira me “pegar”,  lembro a vocês que faz parte do bom metodismo viver esta máxima de João  Wesley: &#8220;Quanto a todas as opiniões que não danificam as raízes do  cristianismo, nós pensamos e deixamos pensar&#8221;.E a troca ou não de uma  lâmpada ou as divergências sobre formas e razões sobre a troca da mesma,  que jocosamente abordarei neste post não produzem tal dano a fé cristã.  Ao menos é o que eu teorizo e espero!</li>
<li><span id="more-175"></span></li>
<li> Os dramas sempre  começam nas igrejas locais, onde a missão realmente acontece. Por ser na  igreja local que tudo ocorre é para lá que deve fluir e confluir as  decisões das lideranças eclesiásticas. O questionamento &#8220;lampadesco&#8221;:  &#8220;Quantos metodistas são necessários para trocar uma lâmpada?&#8221;, usado  como título deste artigo não dividiu a igreja, mas causou um&#8221;rebuliço&#8221; e tanto!</li>
<li>Tudo começou em uma  igrejinha metodista, encravada num vilarejo aqui pras bandas do Mato Grosso do Sul, onde havia poucos  postes de luz elétrica. A questão pequena,  que nasceu em cidade igualmente pequena alcançou proporção nacional e  universal, envolvendo leigos/as,  clérigos/as. Certo juvenil por nome de Abiel, olhando para uma antiga lâmpada há muito  queimada, centralizada no alto sobre o altar de sua igreja, durante um  culto notando que a lãmpada estava apagada, perguntou a Luzidalva, sua  professora de EBD: &#8220;Quantos metodistas são necessários para  trocar uma lâmpada?&#8221;</li>
<li>A professora, sem  resposta, para tal indagação entrou em crise e resolveu levar a pergunta para a coordenadora do  Ministério de Ensino, dona Maria das Luzes. Dona Maria das Luzes, de tanto pensar  sobre o enigma de Abiel, que tal qual a esfinge  do mito grego de Édipo ameaçava devorar seu cérebro, caso não achasse a  resposta quase sofreu um &#8220;apagão&#8221; mental.</li>
<li>Totalmente abalada,  resolveu levar a questão para o Reverendo Luzanir Luzamiro Luzano, o  pastor &#8220;Lulu&#8221; como era carinhosamente chamado por seus paroquianos.</li>
<li>&#8220;Lulu&#8221;, depois de  consultar seus livros, cartas pastorais, cânones e ter ate mesmo jejuado  três dias em busca de uma luz, não achando respostas para o enigma  &#8220;lampadoexistencial&#8221; do juvenil, convocou uma reunião extraordinária da  CLAM para juntos deliberarem sobre o assunto.</li>
<li>Mas depois de tratarem  exaustivamente do tema, a pergunta não foi satisfatoriamente respondida  pela <strong>CLAM</strong>, e alguém propôs que a questão e possíveis soluções,  fossem enviadas em forma de propostas escritas em três vias para a <strong>CODIAM</strong>.  A CODIAM também não obteve respostas, e como era interregno de Concílio  Regional, então, <strong>ela decidiu</strong> enviar a questão, as propostas de  soluções e mais os adendos colocados pelos delegados leigos e clérigos  para a <strong>COREAM</strong>.</li>
<li>A COREAM não encontrou  respostas para a pergunta, a qual não calava. Então a discussão foi para  os Concílios Regionais, os quais decidiram que questão de tamanha  importância deveria ser tratado no Concílio Geral. Os CRs obviamente  fizeram os encaminhamentos, tudo devidamente embasado nos Cânones, mas,  nas regiões sempre haviam discordância entre as múltiplas linhas  teológicas, devidamente representadas de forma paritária por clérigos/as  e leigos/as etc. e tal. Apesar dos debates que entravam madrugadas  adentro não se encontravam respostas para a questão: &#8220;Quantos metodistas  são necessários para trocar uma lâmpada?&#8221;</li>
<li>Convocaram especialistas  em cânones para buscarem brechas na lei, para apoiar ou desautorizar a  troca da lâmpada, mas nada!!</li>
<li>Como a causa alcançou  importância nacional foi levada para o Geral, mas lá, diante de uma  discussão calorosa houve impasse, pois também entre os delegados  existiam partidos pró e contra a troca da lâmpada. Cada qual com  argumentos definidos sobre suas posições e devidamente preparados para  defendê-las. Delegados sondavam para ver qual era a posição dos  &#8220;episcopaveis&#8221;, e dependendo se ele fosse contra, os a favor da troca da  lâmpada, já o descartava como candidato. O mesmo fazia os contrários à  troca da lâmpada.</li>
<li>Alguns vociferavam  dizendo que iam recorrer da questão, pois julgavam a troca da lâmpada  uma exclusão, uma inovação, um abandono das tradições wesleyanas.  Enquanto outros diziam que a manutenção da lâmpada era um retrocesso,  tradicionalismo mórbido, puro anacronismo religioso.Houve até um doutor em Leis jurídicas  civis e eclesiásticas que ameaçou entrar com um mandato de segurança,  caçando a decisão do Concilio Geral se acaso a lâmpada fosse trocada!  Diante da fala dele, outro rábula subindo na mesa gritou: “Com mandato  de segurança entrarei eu, acaso ela não seja trocada!”</li>
<li>Como a discussão  ameaçava tomar conta do Concílio, roubando o tempo para a eleição dos  novos ou reeleição dos bispos/as, alguém apresentou uma proposta de que  fosse criado um Grupo de Trabalho composto por pessoas clérigas e  leigas, homens e mulheres de opiniões pró e contra a troca da lâmpada.  Os componentes do GT dialogariam, debateriam exaustivamente o assunto e  depois a decisão  seria repassada para a COGEAM que a discutiria com o novo Colégio  Episcopal, o qual emitiria um Documento as comunidades de fé,  orientando-as sobre este drama da modernidade que gira em torno desta  questão: Quantos metodistas são necessários para trocar uma lâmpada?</li>
<li>Alguém  fez uma emenda a proposta de criação do GT, sugerindo que fosse  convidado um eletricista para orientar seus componentes, até eles  chegarem a uma decisão conciliatória. Diante desta sugestão, o plenário  foi as alturas e o proponente foi amplamente aplaudido de pé. E ao ser  ovacionado daquela maneira, julgando ter &#8220;cacife&#8221; para ser bispo, passou  a aspirar o episcopado, se declarando candidato. Mas, quando falou  isso, as palmas cessaram abruptamente, ouvindo-se somente alguns sons  como estalos de milho pipóca piruá, e o &#8220;iluminado&#8221; candidato logo se  convenceu que não seria eleito.Enquanto tudo isto acontecia,  alheio ao que sua pergunta causou, o Abiel permanecia lá na sua  igrejinha do interior, &#8220;dando milhos aos pombos!&#8221;.</li>
<li>Houve aprovação ao  adiamento da busca da resposta a questão &#8220;abielonica&#8221;, o que abriu  espaço para que mais pessoas participassem da discussão, podendo  escrever suas propostas deixando-as sobre a mesa do Concílio:</li>
<li>Abaixo cito algumas  propostas que ficaram sobre a mesa do Concilio Geral.</li>
<li><strong>METODISTAS SAUDOSISTAS</strong>. Que se faça registrar nas ATAS deste  conclave, que em defesa da tradição, e contra a remoção dos marcos da  antiguidade, somos contrários a troca da lâmpada, mesmo que esteja  queimada, pelo fato de ela estar ali desde a fundação do templo, pois  fora uma lâmpada doada pela família &#8220;funda<strong>dona</strong>&#8220;, ops! Dizemos  &#8220;FUNDADORA&#8221; da Igreja. Ela traz lembranças memoráveis aos remanescentes  da família do senhor Alécio Falécio Jamorto Fazanos, que ainda congregam  na comunidade.</li>
<li>Recordamos que no dia em  que a lâmpada foi entronizada, ou seja instalada, ele, embaixo das  luzes dela cantou: &#8220;Brilho celeste! Brilho celeste! Enche a minha alma,  glórias dos Céuuussss!&#8221;</li>
<li>Sem falar que, ela traz a  memórias dos antigos daquela comunidade, os áureos tempos em que a  junta de ecônomos que decidindo tudo sozinha mandou colocar aquela  lâmpada. Contudo, para que não nos acusem de intransigência, nosso grupo  está disposto a apoiar a troca da lâmpada, desde que seja para colocar  uma original dos tempos de Wesley, do contrário que fique lá mesmo, a  queimada!</li>
<li>Enviou suas propostas um  grupo mais &#8220;moderninho&#8221; da IM os quais eram a favor da criação do <strong>MITROLACAJ</strong>,  <strong>M</strong>inistério de <strong>T</strong>rocadores de <strong>L</strong>âmpadas <strong>C</strong>andeias  de <strong>J</strong>esus, (quando não houvessem lâmpadas para trocarem, fariam  coreografias nas igrejas). Eles &#8220;alfinetaram&#8221;, os &#8220;saudosistas&#8221; dizendo  que valorizavam uma igreja de &#8220;Dons e Ministério&#8221; e se opunham aos que  defendem uma igreja de &#8220;<strong>Donos de Ministérios</strong>&#8220;. E que a Igreja  devia se abrir as &#8220;novas&#8221; luzes.</li>
<li>Veja outros grupos que  também se manifestaram:</li>
<li><strong>CARISMÁTICOS</strong>: defendiam a troca da lâmpada por uma  “Lâmpada de Azeite da unção”.</li>
<li> <strong>TEÓLOGOS  LIBERAIS:</strong> Eram a favor da permanência da lâmpada, por não ser  &#8220;pecado” ser lâmpada queimada. Afinal de conta a missão da Igreja é  incluir as “diversidades”. Chegaram a propor que: &#8221;Se acaso ocorrer a  troca da lâmpada, que seja considerado por aqueles que saírem vencedores  nesta questão, a possibilidade de colocar uma lâmpada com as cores do  &#8220;Arco íris&#8221;.</li>
<li><strong>TEÓLOGOS  LIBERTACIONISTAS</strong>: Eram a favor de dar a  lâmpada o direito de trocar a si mesma, sendo ela protagonista de sua  libertação do soquete e fiação que a mantinha presa a um sistema  gerador, dominado pelas estruturas de morte que para gerar luz inundam  grandes áreas, causando assim exclusão social!</li>
<li><strong>ECUMÊNICOS</strong>: Defendiam a união de todas as “luzes  cristãs”, mas foram vencidos, por aqueles que eram contrario a mistura  das “luzes”, argumentando que: existem grupos que apesar de se  declararem “cristãos, na realidade a luz que irradiam de suas velas é  treva obscurantista e ocultista.</li>
<li><strong>OS ECOTEÓLOGOS</strong>: Somos a favor da troca da lâmpada,  desde que:</li>
<li>1º &#8211; Se verifique a  possibilidade de reciclá-la, e sendo possível o faça!”</li>
<li>2º &#8211; Se não for possível  a reciclagem, então que a troca ocorra seguindo as seguintes  observações:</li>
<li> A nova lâmpada devera se de material  ecologicamente correto. A lâmpada antiga devera ser moída e o pó dela  misturado ao cimento e usado na construção de lages de casa. Evitando  assim que seja lançado na natureza e contamine os mananciais. E que seja  construído um moinho de vento ao lado do templo, ou colocado placas de  captação solar, para que a nova lâmpada passe a ser acesa<br />
por  energia natural.<br />
O pessoal do <strong>MOVIMENTO NEGRO</strong> escreveu uma carta, argumentando e perguntando: “Há muito tempo aquela  lâmpada com traços europeus estava lá, e, ali foi colocada por um  descendente de um missionário oriundo do sul escravista. Agora que ela  queimou, perguntamos: já não esta na hora de colocar uma lâmpada  “afro-acendente”?”</li>
<li>Na mesma linha de  reivindicação veio uma carta (ou um sinal de fumaça?), das <strong>Missões  Indigenistas Metodista</strong>, declarando: “Retirem a lâmpada e não  coloquem mais! Façam uma fogueira que iluminara toda a Igreja,  acendam-na sobre o altar, próximo a cruz, ai vocês terão realmente a  cruz e a chama! E o fogo arderá continuamente sobre o altar e não se  apagará. Agindo assim, vocês serão: bíblicos, wesleyanos e ainda  resgataram um pouco de nossas tradições indígenas que é cultuar em volta  da fogueira!” Ou vão querer dizer que fogueira indígena é fogo  estranho? Seus crentes caras pálidas!!</li>
<li>As Mulheres pacientemente escreveram:  &#8221;Somos a favor da troca da lâmpada sim! pois acreditamos que tudo é uma  questão de ideologia de gênero, firmada sobre pressupostos arraigados  em estereótipos que não condizem com a potencialidade e proatividade da  luz que emana da lâmpada trocada de forma participativa pela mulher  emancipada. Portanto sugerimos que seja feito por duas pessoas, um homem  e uma mulher. O homem fica embaixo segurando a escada e a mulher sobe e  faz a troca!! A coisa ameaçou esquentar, quando o GT se reuniu e um  &#8220;engraçadinho&#8221; disse: &#8220;Apoaiado, pois a única coisa que mulher faz bem é  dar a luz!&#8221;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>METODISTAS CONFESSANTES</strong>. Que em sua proposta declararam:  “Confessamos que a lâmpada não deve ser trocada, ela deve permanecer lá!  Como um protesto, as inovações que estão invadindo a Igreja Metodista. A  lâmpada foi queimada por causa destes movimentos, tais como: GADITAS,  BATALHA ESPIRITUAL, LEVITAS e afins” Embora a “resistência” da lâmpada  não tenha resistido e se rompido, diante do fogo estranho que invade a  Igreja, nós confessamos que resistiremos até o fim!</li>
<li><strong>UM LEIGO, que foi pela  primeira vez ao CG, não entendeu que a decisão havia sido deixada para o  GT e a COGEAM, quando se fazia a eleição dos bispos/as, levantou-se na  plenária, e saiu</strong> sapateando e  profetizando em línguas estranhas. Parando diante da plenária,  posicionado próximo ao altar, com ar messiânico em tom profético bradou:  “Povo Metodista, habibesquibesesfirra”,  riparalapatrás!! Aleluiiaaa!! Eis que eu vos digo, assim vos  falo a fim de vos trazer uma luz!! A lâmpada do templo não é importante,  o importante é isto que vos pergunto: Já acendestes a vossa a luz  interior? As candeias de vossas almas estão brilhando! Brilhaaandooooo!  Brilhaaandoooo por Jesus? Se não estás, venha à frenteeeee agora!!!  Venhaaaaaaaaaaaaaaaaaa&#8230; e deixe a luz do céu inundar todo teu ser! habibesquibesesfirra”, riparalapatrás!!!  Mochééé, Mochééeee!! Eressss Codó, Mochéee!! Eis que assim  declara a Luz das luzes: &#8220;A troca da lâmpada não será necessário, pois  grandes luzes estão sendo acesa neste lugar!! Se você crer será acesso,  toque em mim e receba! Recebaaa!Recebaaaaa!! Sinta o meu toque e  acendaaaaaaaaa!  Acendaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!</li>
<li><strong>Alguém gritou</strong>: &#8220;- Irmão  &#8220;sapatinho de fogo&#8221; sua proposta está fora da TOMADA! Ops, quero dizer  fora de ordem!!&#8221;, mas alguns dos <strong>LEVITAS</strong>, levitaram na  profetada e quando o profeta se calou, inspirados pela palavra profética  liberada ainda que no momento errado, se puseram a cantar no maior  estilo Marcos Witt:</li>
<li>&#8220;-Acende uma luz e deixa  brilhar, a luz de Jesus, que brilha em todo lugar! Tu não podes te  esconder, tu não podes te calar, diante da necessidade acende uma luz na  escuridão.&#8221;</li>
<li>O tumulto acabou, quando  o som de uma martelada vindo da mesa presidencial se fez ecoar no  recinto!!</li>
<li>As demais propostas que  chegaram à mesa por escrito continham ainda outras participações de:</li>
<li><strong>Alguns professores/as da  faculdade</strong> <strong>de teologia:</strong> Defendemos a troca da lâmpada, mas desde que seja feita por um  LAMPADOLÓGO, devidamente formado em LAMPADOLOGIA e com mestrado em  ILUMINISMO. Ele estará acima de todas as coisas, apto a colocar uma  lâmpada que não interfira no ambiente, desfigurando assim o espaço  sagrado, afinal ele é Mestre e Doutor em liturlampadologia! Vamos  convocar uma SAT Semana de Atualização Teológica, para discutirmos  sobre: &#8220;O Enigma Abielônico. Uma  introdução sobre a troca da lâmpada e seus efeitos na estrutura,  pensamento e missão do metodismo contempôraneo.&#8221;</li>
<li><strong>Neo-pentecostais</strong>: Somos unanimemente a favor da troca da  lâmpada e revelamos que fomos nós os causadores da queima da mesma. Nós  descobrimos nela símbolos diabólicos, então fomos fazer uma sessão de  descarrego e ao a derramarmos sobre ela óleo ungido frio não percebemos  que ela estava quente. O espírito maligno deu pipoco e deixou a lâmpada,  só que a vinçança dele foi maligna, pois ao sair ele provocou um curto  circuito que culminou no queimar da “endiabrada”! Não sentimos cheiro de  enxofre, como é comum nos descarregos, mas de fio queimado. Mas só  apoiaremos a colocação de uma nova lâmpada, se ela for ungida antes de  ser colocada no soquete. E que a cada sete dias, ela seja, novamente  untada por 12 servos que deverão ter a cabeça raspada e andar descalços e  vestidos de saco, eles só poderão sair do templo para irem a Marcha  para Jesus, quando se vestirão como cidadãos normais. Nesta ocasião  levarão a lâmpada para receber uma &#8220;unção&#8221; apostólica. Há&#8230; é  importante que a lâmpada seja da marca G12!!. Aproveitamos ainda para  pedir a este GT que aprovem a manutenção da família e dos 12 que ficarão  no templo a cuidar da lâmpada. A manutenção se dará com as primicias de  cada membro, as quais serão reservadas aos Sacerdotes Templários da  Lampada Renovada.</li>
<li></li>
<li>E lá na Igrejinha sul-  mato-grossense, diante da demora da resposta para sua pergunta: &#8220;Quantos  metodistas são necessários para trocar uma lâmpada?,&#8221; Abiel o juvenil  que criou todo esse rebuliço&#8221;, cresceu, amadureceu e entendeu que certas  questões na vida da Igreja em nada edificam e são tão sem sentido  quanto discutir o “sexo dos anjos”. <strong>Ele leu a Palavra em Mt 5:14-16 e  passou a anunciar: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a  cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para  colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que  se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens,  para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está  nos céus”</strong>. De posse dessa verdade, convencido que ele era chamado a  ser a “luz” neste mundo que está mergulhado nas trevas das divisões,  intolerância, fundamentalismo, sectarismo, relativismo bíblico e  teológico, esfacelamento da família, briga pelo poder, Abiel seguiu  pelas trilhas do mundo, proclamando a Boa Nova do Reino, fazendo brilhar  a luz que a Palavra de Deus revelou ser ele. Mas por estas bandas aqui  do Mato Grosso do Sul, ainda correm boatos que existem pastores/as e  leigos/a de todas as linhas teológicas tentando responder à perguntas  que ninguém faz mais. Queimando seus neurônios, a fim de responderem:  Quantos <em>metodistas</em> são necessários para trocar uma  lâmpada?</li>
<li><strong>Conclusão.<br />
</strong></li>
<li> Ao findar este post tão longo quanto os  Concílios, mas tão reflexivo quanto, eu peço a Deus que abençoe a nossa IGREJA  METODISTA, sua forma de governo e instâncias de decisões. Longe de  desvalorizar” a instituição eu quis somente mostrar a riqueza da  diversidade de pensamento existente dentro deste Povo chamado Metodista.  Quis também destacar que uma questão tão simples como a troca de uma  lâmpada levantada por um juvenil, abre espaço para a participação de  todos e todas independente da tendência teológica.</li>
<li>Estamos nos aproximando de mais um  CONCÍLIO GERAL, e devemos ter em mente que é nele que clérigos/as e  leigos/as definem o caminhar da nossa amada Igreja. Que estejamos desde  já independente da linha teológica orando por esse momento decisivo na  vida da Igreja Metodista. Clamemos aos céus para que quando o conclave  chegar, nele prevaleça o espírito cristão no qual não há ganhadores nem  perdedores, mas parceiros que independente da tendência teológica se  irmanam participando da Missão de Deus em salvar o mundo. Assim  procedendo viveremos a essência desta frase de Wesley revivendo  Agostinho: &#8220;No essencial, unidade. No não essencial, liberdade. Em tudo,  amor.&#8221;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>** Está é uma obra da  imaginação de alguém que nunca foi ao um Concílio Geral, portanto quem  já foi perdoe-me por descrições que não condizem com o Conclave!<br />
</strong></li>
<li><strong>Pr. Zé do Egito</strong></li>
</ul>
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		<title>As contradições religiosas, Jesus Cristo excluído e o drama de Hermanomeu</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 20:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>przedoegito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A fim de provocar uma reflexão sobre as contradições entre o que Cristo viveu e ensinou, e o que muitas vezes a Igreja vive e ensina, apresento uma situação fictícia envolvendo um jovem chamado HERMANOMEU, que após fatos ocorridos na Igreja, ao ler as Escrituras e comparar com os ensinos de sua avó e da Igreja, encontrou-se em uma profunda crise. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=173&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apocalipse</em> 3:20, Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a  minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e  ele comigo.</p>
<p><img class="alignleft" title="contradição" src="http://2.bp.blogspot.com/_81wFF9CjHjY/Sc0gDJnmQ3I/AAAAAAAAA5w/c70Rdz_qfZA/s320/contradi%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="275" height="320" />A fim  de provocar uma reflexão sobre as contradições entre o que Cristo viveu  e ensinou, e o que muitas vezes a Igreja vive e ensina, apresento uma  situação fictícia envolvendo um jovem chamado HERMANOMEU, que após fatos  ocorridos na Igreja, ao ler as Escrituras e comparar com os ensinos de  sua avó e da Igreja, encontrou-se em uma profunda crise.</p>
<p>Longe de fazer apologia ao mundanismo,  pois penso que a Igreja deve ser do &#8220;mundo&#8221; sem ser &#8220;mundana&#8221;, quero  somente chamar a atençao á muitas das incoerências eclesiásticas  contemporânea.<br />
<span id="more-173"></span><br />
Tudo  teve início quando lideres cristãos que defendem uma igreja totalmente  separada do mundo, se reuniram em um grande Concílio Mundial para  excluir Jesus Cristo de seu seio. Na reunião de &#8220;disciplina&#8221; usaram  contra ele suas próprias palavras contidas nas Escrituras. Dentre as  acusações estavam coisas do tipo: andar com pessoas de má fama, gostar  de um &#8220;bom vinho&#8221; e não dispensar uma “boca livre”, sempre sendo  encontrada a mesa de alguém. E o que é pior a mesa de pecadores!</p>
<p><strong>Vamos aos autos do processo:</strong></p>
<p><strong>1ª Acusação: andar com más companhias,  ser comilão e tomar vinho.</strong></p>
<p>Na reunião de disciplina a Igreja dita  cristã buscando provas para expulsar de seu seio a Jesus de Nazaré, usou  a própria Palavra Dele, onde segundo ela, o reu se incrimina dizendo:  “Pois veio João Batista, que jejua e não bebe vinho, e  vocês dizem: ‘Ele tem demônio’. Veio o Filho do  homem, comendo e bebendo, e vocês dizem: ‘Aí está um comilão e beberrão,  amigo de publicanos e “pecadores”(Lucas 7:33-35). É fato  conhecido por toda Caná da Galiléia que o réu, sua mãe e os irmãos dele,  são chegados a frequentarem festas regadas a muito vinho. E, que quando  a bebida acaba, o acusado tem tido a audácia de operar milagres,  transformando água em vinho.E não é qualquer &#8220;vinhozinho&#8221; não. É vinho  dos bons!(João 2: 1-11)<br />
Uns irmãos “piedosos” que estavam em um casamento ocorrido por  aquelas bandas afirmam que ele transformou + ou – 560 litros de água em  vinho. E que ainda mandou o mestre sala, que é um expert no assunto  provar. O mestre sala constatou que era de ótima safra. Que fique claro  que os &#8220;santos &#8220;irmãos estavam lá somente observando ele e seus  comportamentos desviados, próprios de quem usa cabelos compridos e come  sem lavar as mãos. O Doegue e a irmã Fifi de maneira nenhuma estavam lá  para festarem e menos ainda beber vinho, pois só vão a festas na igreja  ou quando é na casa de crente, o vinho que tomam é o &#8220;Qui suco&#8221; de uva!</p>
<p>Nesta momento  abruptamente o irmão Doegue e a irmã Fifi em tom bem &#8220;espiritual&#8221;  interropendo o orador falaram: &#8220;-  Falaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Deusssssssssssssss!!&#8221; Mas o religioso completou  sua fala dizendo: &#8220;Se encarregandode fofocarem, Ops! digo anunciarem a  irmandade toda, tudo o que observaram no comportamento dos outros, e  todos os pormenores das festas.</p>
<p>Jesus  presente espiritualmente no recinto inquisitório não quis se defender,  usando a Bíblia como fez contra o diabo, mas profundo conhecedor dela como se  mostrou na tentação no deserto, ele poderia facilmente invocar o Salmo 104 versículos 13, 14,  15, onde o salmista Louva ao Deus Criador pelas muitas coisas criadas, e  “pasmem” entre elas o vinho! E dizer, também está escrito: “Do  alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas  obras. Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o  serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão, <strong><span style="text-decoration:underline;">o  vinho, que alegra o coração do homem</span></strong><span style="text-decoration:underline;">,</span> o azeite, que lhe  dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustém as forças.”.</p>
<p><strong>2º Acusação: Não fugir da “Aparência do  mal”, causando assim embaraços a Igreja, por ficar sozinho conversando  com mulheres de má fama.</strong></p>
<p>Aliaram a isso o fato de que o réu foi  flagrado em um lugar ermo e horário impróprio conversando com uma mulher  de má fama, que já tinha possuído cinco maridos e o sexto com quem  estava também não era dela (Jo 4)! Juntaram ainda ao “inquérito”,  narrativas de João 8 de que ele perdoou uma adúltera e ainda incitou a  outros a perdoá-la. E o que é pior a tal ex-adúltera não mais largou do  pé dele, o que vem levantando suspeitas a ponto de existirem livros e  filmes por ai afirmando que existe um relacionamento sexual entre eles,  inclusive uma filha as escondidas, fruto desse relacionamento.</p>
<p>O pior de tudo, é que ele tem uma moral  danada com as de “má fama”, elas ficam tão atraídas por ele, que chegam  até mesmo a invadirem casas alheias. Como aconteceu na casa do irmão  Simão que já naquele tempo era um dos nossos. Veja a que ponto chegou às conseqüências  das atitudes dele de ficar dando moral a “mundanos/as”: <strong><em>Ao saber que  Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade,  uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou  atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com  suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu  com o perfume. (Lc 7.38).<br />
</em></strong><br />
Se formos analisar na  própria história dele nos chamados Evangelho, vamos achar mais provas  que o incrimine, provando de vez que ele realmente é um “mundano”. Mas, o  fato de não ser abstêmio e não fugir da aparência do mal, atitudes  comprovadamente por ele praticadas, já é suficiente para uma condenação.  Mas, para não restar dúvidas, só acrescentem ao processo, que ele andou  menosprezando a nossa fé, se admirando e elogiando a fé de um individuo  de outra religião! (Mt 8.5.3) E ainda citou atitudes de pessoas que não  adoram igual e no mesmo lugar que nós como exemplo de amor ao  “próximo”. (Lc 10. 25,37; Jo 4). Isto é um abuso, pois só nós temos a sã  doutrina e ninguém pode ser salvo fora de nosso grupo!</p>
<p><strong>VEREDITO</strong></p>
<p>Os líderes depois de uma breve reflexão  sobre o assunto, chegaram a um veredito. E numa votação do tipo &#8220;90%  contra 10%&#8221; Jesus foi condenado. Os poucos que votaram a favor de Jesus,  o fizeram alegando ser incoerência, impiedade e apostasia, tirar do  corpo o cabeça. Mas, 90% disseram: Ora! Perderam as cabeças? Querem  vocês se fazer discípulos verdadeiros Dele também? Pensem bem, pois quem  não é por nós é contra nós! E ordenando a plenária que se colocassem em  pé, passaram a leitura da &#8220;antropocêntrica&#8221; deliberação luciferiana,  como abaixo segue:</p>
<p>Comunicamos – lhe, ó Jesus  Cristo, que, após analisarmos sua vida contida nas Escrituras, nós  líderes religiosos cristãos chegamos ao seguinte veredito:</p>
<p>Determinamos que: não queremos  mais sua presença em nossas Igrejas. Pois seu jeito de agir, sua maneira  de viver e ensinos são incompatíveis com a nossa percepção do que é  verdadeiramente santidade. Este negócio de acolher pobres é prejuízo,  pois não dão ofertas gordas. Ensinar que há mais alegria em dar do que  em receber, só serve quando pedimos ofertas nos cultos de prosperidade,  mas não serve para partilharmos os bens que acumulamos. Sem falar que  ensinamentos tais como: Perdoar setenta vezes sete&#8230; Dar o outro lado  da face! Andar a segunda milha! Amar os inimigos.! Indubitavelmente são  coisas bonitas de se pregar, mas cremos que impossíveis de praticarmos.</p>
<p>E para concluir, não pega bem para  nós Apóstolos modernos, pastores, papas, bispos, cardeais, com nossas  mansões, palácios, aviões particulares, emissoras de rádio e televisão e  outros tesouros acumulados neste mundo, sermos chamados de “amigos dos  pecadores”. Andarmos entre pobres, iguais aos que o Senhor foi, é  perigoso em nossos dias. Temos nossa reputação a zelar, esse &#8220;zé  povinho&#8221; só sabe pedir e pode nos sequestrarem.</p>
<p>Por isso precisamos de seguranças  humanos, fortemente armados, uma vez que seu Pai já não envia anjos para  nos guardarem. Nós não temos culpas se você quando resolveu fazer se  carne há dois mil anos, nasceu numa manjedoura, andou num burrinho  emprestado, não tinha onde reclinar sua cabeça e disse que teu reino não  era deste mundo! Nós como marcados pela promessa, andamos em carros  importados a prova de balas, moramos em mansões com guaritas de  seguranças e cães de guarda. Decididamente optamos por nosso reino aqui  na terra, pois já não cremos nem pregamos as &#8220;beatitudes&#8221; dos céus, pois  aceitamos a proposta que você recusou, vinda do princípe deste mundo.</p>
<p>Sabedores que você está neste  lugar, onde num número infinitamente maior do que dois ou três estamos  reunidos, não em seu nome, mas em nome da Religião, reivindicamos que ao  ter ouvido nossa oração, se retire de nosso sistema religioso chamado  cristianismo legalista e apostata. Que a esta sentença o &#8220;senhor&#8221;  servilmente diga: amém!<br />
Avisamos ao condenado que, não adianta apelar com recurso para o  Pai dele como uma Instância Superior. Nem invocar o Espírito Santo como  advogado, pois há muito não damos lugar ao Espírito e não mais agimos  como filhos do Pai. Pois  o que queremos e a implantação do nosso Reino aqui na terra e que seja  feita nossa vontade lá no céu! E se vier com aquela prosa: &#8220;Quem dentre vós estiver sem  pecados atire a primeira pedra! se dára mal, pois, desta vez tu vai sair  do recinto delapidado, pois já mandamos previamente &#8220;ungir&#8221; cada qual a  sua &#8220;pedrinha de 150 gramas&#8221; cada. Saiba que &#8220;pedra ungida&#8221; atinge o  mundo espiritual.</p>
<p>E que  por todos os meios de comunicações, principalmente pela televisão a qual  dominamos, sejam anunciado o veredito deste infalível, soberano e  divino sínodo. E se alguém for pego imitando ao condenado seja  anatematizado e igualmente expulso da Igreja. E que sejam apreendidas e  queimadas todas as Bíblias, para que ninguém possa por si mesmo examinar  as Escrituras e se pautar nelas, olhando atentamente para o réu,  tendo-o como autor e consumador da fé.</p>
<p>Ponderações  de Heramanomeu</p>
<p>Hermanomeu, um &#8220;crente de berço&#8221; estava  assistindo TV quando o plantão do Jornal entrou em edição  extraordinária, dizendo:</p>
<p>&#8220;Lideres  religiosos decidem que a vida de Jesus não serve mais como exemplo para  o cristianismo. Um sínodo contando com a presença de lideres de todas  as denominaçãoes, decidiram que não há compatibilidade entre o Jesus dos  Evangelhos e o &#8220;Jezuís&#8221; que elas querem e vão continuar pregando.  Portanto, sob acusação de &#8220;mundanismo&#8221;, tendo como prova inrefutavel os  evangelhos sinóticos, o cristianismo excluiu a Jesus de Nazaré&#8221;.</p>
<p>Espantado, Hermanomeu  correu para seu quarto ajoelhou-se e aos pés da cama e foi ler a a  Bíblia. Prestando atenção a cada detalhe da vida de Jesus de Nazaré,  pensou: É como vovó sempre me dizia: &#8211; Hermanomeu, &#8220;diga-me com quem tu  andas e eu te direi quem tu es!&#8221;</p>
<p>-Cuidado! Cuidado com os &#8220;impíos&#8221;, não  se misture Hermanomeu, não se misture! Você é lavado e remido e não deve  haver nenhuma comunhão da luz com as trevas. Por isso só ande com os  santos! Sem essa de ser amigo de pecadores&#8230; E eu dizia: &#8211; Tá bem vovò!</p>
<p>Senhor, foi o que  aprendi em casa e na Igreja. Sempre me disseram que so devia me  aproximar das pessoas para chamá-las para vir a Igreja, se não  aceitassem cortasse o assunto. Mas, agora, depois do que vi na TV e  lendo a vida de Jesus nos Evangelhos, é dificil não concluir num bom  sentido que Jesus foi um “mundano”, pois vivia cercado por pessoas “do  mundo!”</p>
<p>Bom, se bem que foi para isso que ele se  encarnou e veio ao mundo&#8230; eu acho!</p>
<p>Mas, será que ele estava certo no jeito  que agiu, ou a Igreja que se fechou, como que num gueto? Pois já me  disseram que não posso me assentar na roda dos escarnecedores, não ir a  um bar nem se quer para comprar fósforo&#8230; Ouvir e cantar músicas, só se  elas forem da Harpa, Hinário Evangélico ou gospel. Vinho, só se for  suco de uva! Poxa vida&#8230; é tudo muito confuso, contraditório e sem  nexo, pois a Bíblia diz uma coisa e a Igreja outra! A quem ouvirei? Será  que viver uma Religião e se relacionar com Jesus Cristo são coisas  diferentes?</p>
<p>Se bem que tem horas que penso estar  equivocado em minha religiosidade. Pois se os “Esclarecedores” não forem  aos escarnecedores, como eles poderão conhecer a verdade e invocar a  Cristo? Acho que era isso que Paulo quis dizer ao afirmar em Romanos  10:14:, &#8220;Como, porém, invocarão  aquele em quem não <em>creram</em>? E <em>como crerão</em> naquele de  quem não ouviram? E como ouvirão, <em>se não há quem pregue</em>?  Será que Jesus estava certo, e foi a  &#8220;Igreja&#8221; que deturpou o ensino dele? Será que comunhão é a mesma coisa  que amizade? Será que o que a Bíblia proíbe não é a comunhão, enquanto a  amizade se faz necessária? Até mesmo para poder exercer aproximação e  por fim criar laços, pontes que possibilitem a evangelização?</p>
<p>Paulo viveu como Jesus e ainda disse: &#8220;<em>Sede meus imitadores</em>, como  também eu <em>sou de Cristo</em>” &#8211; 1 Coríntios 11:1. E ainda  arrematou: &#8220;Para os fracos,  fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para todos, a  fim de salvar alguns a todo custo&#8221;. (I Cor 9, 22). Então é certo  que ele não era adepto da teologia do gueto, na qual crente só é amigo  de crente, e fica na igreja esperando que o não crente venha. Eu acho  que é no mundo que temos que agir&#8230;</p>
<p>Mas eu tenho medo&#8230; Pois alguns irmãos  dizem que é terreno perigoso, dominado pelo diabo, e que o mundo jaz no  maligno, que devemos ter cuidado, pois pode ser perigoso entrar no  território dele e se aproximar de gente “dominada” por ele, e etc. e tal  . Sei que devemos ser simples como as pombas e prudentes com as  serpentes, mas será que este excesso de “cuidado” não é uma máscara para  a omissão diante da Grande Comissão de Mt 28.19?</p>
<p>Que o sistema do mundo jaz no maligno é  verdade, mas, para que serve então esta promessa de Jesus em relação a  Igreja, onde Ele diz que “<em>as  portas do inferno não prevalecerão contra</em> ela.&#8221; (Mt 16.18) .  Será que  ao afirmar isto, Ele não estava nos mandando partir para cima das hostes  infernais, escudados nesta promessa de  I João 4:4? Filhinhos, vós sois  de Deus, e já os tendes vencido; porque <em>maior</em> é aquele que <em>está</em> em vós do que aquele que <em>está no mundo</em>. E para nos  garantir a vitória não nos afirmou ainda que: “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é  a vitória que vence o mundo: a nossa fé. E quem é que vence o mundo,  senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? (I Jo 5. 4,5.)”</p>
<p>Agora que me dei conta que só tenho  amigos crentes! Mas, acho que vou arrumar umas amizades no trabalho, o  pessoal lá me tratam tão bem, apesar de que eu sempre evito eles! Mas, e  se alguém da Igreja ver! Há se chegar ao ouvido do pastor, que sou  amigo de pecadores! Se algum irmão passar e me ver conversando com  aquela prostituta que faz ponto na esquina do meu trabalho. Eu bem que  podia fazer amizade com O Sidney Paraíba, aquele homossexual que  trabalha no almoxarifado. Ou com o Luciano que tem problema de  alcoolismo&#8230; E o Guilherme que fuma um baseado! Pôxa estou cercado por  gente que precisa de Cristo e nunca levei uma palavra para eles! Agora  que me dou conta de que eles são os doentes atuais para quem Jesus  alegou ter vindo, dizendo: Os <em>são  não</em> têm necessidade de <em>médico</em>, <em>mas sim</em> os  enfermos. <em>Não</em> vim chamar justos, e <em>sim</em> pecadores”  (Marcos 2:17). No fundo, acho que o mais doente era eu, com minha  cegueira legalista. Perdoa-me Senhor!</p>
<p>Mas e se o pastor não concordar, ele ira  reunir a CLAM, que vai convocar um Concílio Local, que instaurará um  processo e eu serei excluído. Ai terei que apelar para a Comissão de  Justiça da Igreja, argumentando com base na Bíblia Sagrada que sou  inocente, e que o único “”pecado que cometi foi seguir o Mestre. Pois  ele mesmo disse: <strong><span style="text-decoration:underline;">João 8:31-32</span></strong>:  Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus  discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.<br />
Talvez eu tenha interpretado errado o:  “permanecerdes na minha palavra”, e o sentido não seja literalmente  imitá-lo buscando obedecê-lo! Acho que interpretei errado também quando  ele fala que somos a “luz do mundo”. Eu pensei que isto era para sermos  igual à luz mesmo, que só brilha nas trevas! Creio que devo ficar só no  meio dos crentes, tipo sal no saleiro. Chovendo no molhado! Não sei&#8230;  Jesus só ensinou isto durante três anos, e a Igreja já esta ai há 2000  anos&#8230; Quem estará com a verdade? Quem poderá me ajudar?</p>
<p>Neste  momento, de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso e  encheu toda a casa. E a Bíblia de Hemanomeu caiu de sobre a cama. O  vento folheou as páginas das Escrituras parando em Hebreus 13. 18. Então  Hermanoteu olhando para as Escrituras, viu letras garrafais crescerem  diante dos olhos lacrimejante dele, com as seguintes palavras: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.”</p>
<p>Conclusão.</p>
<p>Muitos cristãos, as vezes até &#8220;bem  intencionados&#8221; travestidos de &#8220;puritanos&#8221; exalando o falso perfume de  uma pseudo-santidade, não só transformaram a igreja num comércio, mas  expulsaram dela seu &#8220;Cabeça&#8221;. Excluíram a Jesus de Nazaré e intronizaram  a si mesmos. Com sede de lucro, distorceram as Escrituras e se fizeram  &#8220;cabeças&#8221; da Igreja deixando à desnorteada vagueando cambaleante. Mas, o  Cristo excluído não abandonou sua barca, pois ele prometeu que estaria  conosco até a consumação dos séculos! Saiu dos centros de poder, que  hoje se assemalham ao que o condenou e matou há dois mil anos e foi para  a periferia, muitas vezes considerada herética. Vagueia em meio aos  desprezados e ainda hoje sem medo de ser tachado de herege, ou de ser  acusado de não estar &#8220;fugindo da aparência do mal&#8221; Ele pode ser visto em  seus discípulos e discípulas comendo e bebendo com aqueles/as, para  quem só há lugares a mesa de comunhão das grandes Igrejas se seguirem a  risca a cartilha dos modernos fariseus.</p>
<p>Apesar de ter sido excluído Jesus  Cristo, por amor a Igreja diz em <em>Apocalipse</em> 3:20, Eis que estou à porta, e bato; se  alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com  ele cearei, e ele comigo.<br />
Pr.  Zé do Egito</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/przedoegito.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/przedoegito.wordpress.com/173/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=przedoegito.wordpress.com&amp;blog=3719744&amp;post=173&amp;subd=przedoegito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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