E, o Verbo se fez carne habitou entre nós… (Jo 14a) O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.
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E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Mc 15.21)
Os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, conhecido como Sinóticos, falam de dois Simões que tiveram contato com Jesus Cristo. Eles falam de Simão Pedro, a quem Jesus chamou para ser seu discípulo, e fala de Simão de Cirene, ou Simão o Cireneu, o qual fora forçado pelos soldados romanos a carregar à cruz de Cristo. Simão Pedro era Judeu e pescador, Simão Cireneu era natural de Cirene, na África. Ele era um homem negro, o qual é chamado de Simão Níger (At 13.1), literalmente, Simão, o Negro.
As semelhanças entre os dois Simões, estão somente em seus nomes: Pois um sendo Judeu, possuía a pele mais clara, o outro sendo natural da África, possuía a tez negra. Um foi chamado por Jesus, para segui-lo, o outro foi forçado pelos romanos a andar sob a cruz de Cristo. Um foi encontrado a beira do mar da Galiléia, quando Jesus iniciava seu ministério, o outro se encontrou com o Mestre na via dolorosa, rumo a saída de Jerusalém, quando Jesus estava chegando ao final de seu ministério terreno. Ao encontrar-se com Simão, o negro, Jesus de Nazaré, já havia sido supliciado pelos soldados romanos, estava muito cansado e ensangüentado sob o peso da rude cruz. Os soldados que eram peritos em crucificação, certamente se deram conta que, se acaso outro não levasse a cruz, o condenado, não chegaria vivo ao alto do gólgota para cumprir sua sentença: morte de cruz.
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Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.</i></b> (Ef. 14.19, 21)
Uma Oração.
Senhor, Tua Palavra diz que, a Igreja é a grande Família de Deus.
Assim penso que, em todas as denominações existem filhos Teus
Então como irmãos nós cristãos não deveríamos viver;
perseverantes na graça, vivendo como sal e luz,
para louvor de Teu Nome e testemunho de Jesus?
Olhando tantas divisões no Corpo de Cristo,
eu vos peço a graça de ser instrumento de unidade;
Porém, na verdade e não na falsidade.
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“Deus faz que o solitário more em família;” (Sal 68.6a)
Muitos dos meus artigos e até mesmo sermões, são frutos de conversas que tenho com amigos. Penso que, amigos são pessoas que no cotidiano sempre nos acrescentam algo. Tenho um amigo, o qual é para mim mais que um amigo, é um verdadeiro irmão. Houve um tempo no qual eu e esse meu amigo de fé e irmão camarada, caminhávamos pela manha. Embora naquele período, mesmo gostando de teologia, não eramos teólogos de fato, contudo, a partir das 6 horas da manha, eu e meu amigo saíamos para aquilo que poderíamos chamar de: “caminhadas teológicas marginais”.
Hodiernamente na Faculdade de Teologia, tenho aprendido que teólogos são aqueles que se debruçam sobre questões relacionadas com a fé, e como por meio de sua fé, pessoas humanas se relacionam com Deus, Pessoa Divina que se revela. Diante de tal definição concluo então que, eu e meu amigo, éramos e ainda somos teólogos marginais. Eramos, pois discutíamos sobre questões relativas à fé, porém não de forma sistematizada, faltando formação acadêmica. Somos, pois para mim ainda resta um ano para a conclusão do Curso Teológico Pastoral, e o Sidney, embora já sentindo a chamada vocacional para o ministério, ainda se prepara para iniciar seus estudos na área teológica.
Como teólogos marginais, em nossas caminhadas matinais, nós dialogávamos sobre diversas coisas relativas à fé, a Igreja e o mundo. Coisas que nos edificavam mutuamente. Nossos assuntos eram ricamente ecléticos, pois falávamos sobre tudo: Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Islamismo e outras religiões. Sobre músicas, poesias e canções.
No campo da fé Cristã, comentávamos sobre os gigantes da antiguidade: <i>Santo Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley</i>. Discutíamos sobre o legado destes homens, verdadeiros faróis, que acesos no passado, ainda no presente refletem as luzes que receberam do Senhor, podendo guiar a Igreja Reformada, mas sempre reformanda.
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Certa vez, fui pregar em uma Igreja Metodista, na cidade de Nova Andradina – MS, e após a pregação, fui com o pastor ao centro da cidade comer algo. Assentados a mesa, conversávamos sobre a mensagem pregada naquela noite, cujo tema fora: santidade, baseando-se no texto abaixo:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12. 1,2)
Comentávamos sobre os modismos, e de como muitas coisas estranhas estavam penetrando no meio evangélico brasileiro. Falávamos de que a Igreja recebeu o chamado para influenciar o mundo, porém o que estava ocorrendo em alguns casos era o oposto: a Igreja estava sendo influenciada pelo mundo. Em determinado ponto do nosso nostálgico rememorar cristão, o Reverendo Getro da Silva Camargo, pastor metodista em Nova Andradina, e Superintendente Distrital do Estado de MS, relembrando sua juventude, expressou-se com a seguinte frase: com o passar do tempo, “a água entrou na arca!”. Isso fez, aludindo a Igreja como uma “arca”, e a “água” como os modismos. A reflexão a seguir, nasce do rememorar desse bate-papo, tendo como base a expressão: “A água entrou na arca!”
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O conhecido ex-bruxo tio Chico, hoje pastor Francisco, em seu testemunho costuma contar o suposto pacto que ele teria feito para Xuxa, pacto este que a impediria ter contato sexual com homens. Neste mesmo testemunho pastor Francisco cita o nome da missionária Lanna Holder, ex-lésbica, dizendo que ela teve um caso com a apresentadora Xuxa, fato este que Lanna teria contado a ele pessoalmente. Porém, há algum tempo atrás, Lanna Holder publicou uma nota em seu Site Oficial, desmentindo a história de que teria acontecido em seu passado algum envolvimento com a apresentadora Xuxa.
A reflexão que se segue, nasce com base na matéria acima citada, porém nela não entrarei no mérito da discussão sobre o alegado relacionamento homossexual vivido no passado entre Xuxa e a hoje convertida e Missionária Lanna Holder. Focalizo sim as conseqüências dos falsos testemunhos, que têm surgido ultimamente no meio evangélico nacional. Desejo ater-me as mentiras que algumas vezes têm sido proferidas dos púlpitos por pessoas que se dizem convertidas, e sobre suas funestas implicações para a causa do Reino de Deus. Não conheço o ex-bruxo Tio Chico pessoalmente, embora tenha seu testemunho em CD, assim como do suposto Mano Guina, que também cito neste artigo. Ao escrever não me posiciono a favor deste ou daquele, tampouco como juiz sobre ninguém, coloco-me antes em baixo das Escrituras, que dizem, que devemos denunciar as obras infrutíferas das trevas: e mentiras são trevas, ainda mais quando ditas em nome de Deus e sua Palavra. E, é baseando-se em dois textos da Palavra de Deus a baixo citados que desenvolvo meu pensar.
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Estes versículos de 1 João 1 de 1 a 3 juntamente com Atos 4.20: “pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”, nos dão base para o testemunho de nossa fé diante de crédulos e incrédulos, relatando o que Deus fez em nossas vidas por meio de um encontro pessoal com Jesus Cristo ressuscitado.
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Penso que, de todas as respostas para as crises e dramas existências da humanidade, a religião ainda é a melhor resposta. Assim creio, (e ao crer já estou manifestando-me como ser religioso), pois a meu ver a religião nasce do interior do homem, surgindo como uma resposta, para questões antigas e atuais, as quais a ciência não pode e jamais poderá responder. Questões da alma, questões, que acompanham a humanidade desde o seu estado primevo, e que despertaram nela, o buscar fora de si, àquilo que falta em seu interior, ainda que atualmente ela esteja cercada pela tecnologia e os maiores avanços da biologia, que podem adiar, mas não evitar a morte.
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Penso que a força de um povo para continuar lutando contra a dominação, o preconceito e a discriminação étnica, está ligada a sua fé, por mais que ao outro ela pareça estranha. A fé é elemento que concede ao individuo, e a sociedade, forças subjetivas, para ter e alcançar objetivos. A fé no etéreo, no transcendente, possibilita, ao homem vencer as vicissitudes do mundo material. Quando os homens perdem a fé, é por que perderam a capacidade de trazer a sua memória, razões que lhes tragam esperanças. E estas razões, muitas das vezes estão na crença de que para além deles e seus duros cotidianos, existem um lugar e alguém maior. A este lugar, alguns povos chamam: “céu”, outros: “seio de Abraão”, outros: “terras sem males”. A este alguém maior, algumas etnias, chamam de Nhandejara, Modimo*, Olorum*, Alá, e outros ainda de Javé.
Pensando isso imaginei a seguinte situação: “Um dia todos os povos do mundo se reuniram para um desafio. Um cristão propôs que, todos os religiosos do mundo, que criam na existência de um deus, se juntassem em uma grande planície e invocassem ao mesmo tempo o nome de sua divindade. O desafio foi aceito, e no dia e hora marcada, em uma grande planície, todas as religiões monoteístas, se reuniram para o grande desafio. Ali estavam além do povo reunido, os sacerdotes de cada religião. O cristão que fez o desafio ditava as regras do jogo. E então gritou: – todos os sacerdotes venham para o centro. Ao que todos obedeceram. O Cristão falou-lhes: – Olhem para aquele grande relógio, daqui a cinco minutos, quando forem seis horas em exato, todos a uma só voz deverão gritar o nome de seu deus. A divindade que aparecer primeiro, será o único e verdadeiro deus. Para sabermos quem de nós estava crendo no deus verdadeiro, aquele que o reconhecer como sendo o deus que em seu coração imaginava, deverá correr para ele, e o abraçar. Todos sonoramente gritaram – amém!
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